Assinar Edições Digitais

Dois desalojados, comunicações e água cortadas em Ourém

Duas pessoas retiradas das casas na sequência do mau tempo, três acidentes de viação provocados por quedas de árvores, cortes de luz, água e comunicações são alguns dos principais problemas que afetam o concelho de Ourém.

Duas pessoas retiradas das suas casas na sequência do mau tempo, três acidentes de viação provocados por quedas de árvores, cortes de luz, água e comunicações ainda por resolver são alguns dos principais problemas que afetam o concelho de Ourém na noite deste domingo, dia 20.

Queda de árvores foi um dos principais problemas registado no concelho de Ourém (foto: CMO)

Para esta segunda-feira, às 17h30, está marcada uma reunião de emergência entre a Câmara de Ourém, juntas de freguesia, presidente da Assembleia Municipal, serviços do Município e das empresas municipais, Segurança Social, bombeiros e outras instituições com o intuito de estabelecer um diagnóstico sobre os prejuízos ocorridos e apresentar um plano de intervenção pós-catástrofe.

“Isto foi mesmo uma calamidade”, comentou o vereador José Alho quando o REGIÃO DE LEIRIA contactou a Proteção Civil para o balanço de um fim de semana de tempestade. Em comunicado emitido cerca das 20h30, o município explicava que entrou em alerta amarelo às 18h00 de sexta-feira, 18 de janeiro. Pela meia-noite arrancou o piquete noturno de intervenção, seguindo-se mais tarde outras equipas devido ao agravamento das condições meteorológicas.

Por todo o concelho os principais danos prendem-se com a queda de árvores sobre a via pública, veículos, habitações, empresas, equipamentos, postes de eletricidade e telecomunicações. Ao longo do dia de sábado, 19, não houve rede de telemóvel, tendo a Proteção Civil funcionado apenas com a linha fixa, mantendo-se ainda os problemas nas comunicações.

Uma senhora acamada viu a sua casa ser afetada pelo temporal e um cidadão de 82 anos foi transferido temporariamente para um lar por prevenção. Ocorreram três acidentes de viação devido a queda de árvores, apenas com danos materiais.

Cerca das 19h30 registavam-se ainda problemas com os serviços de luz, água e comunicações, sendo que em algumas zonas do concelho, domingo à noite, ainda não tinham sido retomados. Está “em causa o próprio normal funcionamento da atividade letiva em algumas escolas e centros escolares do concelho, assim como outras estruturas e equipamentos municipais”, refere o documento.

Registaram-se 142 pedidos de socorro ou intervenção, 31 dos quais referenciados pelos Bombeiros de Ourém, 53 pelos de Fátima, 33 pelos de Caxarias e 25 diretamente para a Proteção Civil.

Na sua página de Facebook, o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, tem apelado à coragem dos munícipes.

 

Temporal causa estragos no Santuário de Fátima

 

Quem passou no Santuário de Fátima na tarde de sábado deparou-se com uma situação também caótica, com o parque verde que rodeia o espaço bastante destruído. Dezenas de árvores derrubadas, partidas ou arrancadas, muros quebrados, telhados levantados, acessos impedidos, infraestruturas inutilizadas. A azinheira centenária situada junto da Capelinha das Aparições não sofreu, porém, qualquer dano.

Os estragos registaram-se em todo o perímetro do Santuário de Fátima, nomeadamente na zona envolvente às basílicas de Nossa Senhora do Rosário e da Santíssima Trindade, aqui com impedimentos de acesso à zona da Reconciliação, e destruição parcial da escultura do pórtico de entrada “Venite Adoremus Dominum”.

Todas as árvores defronte do edifício da Reitoria, no interior do recinto do Santuário, foram arrancadas pelo vento. O Santuário dá conta que “lamentavelmente, a reposição do coberto florestal, tratando-se da perda de árvores de grande porte, demorará anos a refazer-se. A administração do Santuário pretende, no entanto, avançar de imediato na procura das melhores e mais rápidas soluções”.