Terra de limas, arte xávega e… treinadores de futebol. Vieira de Leiria, no concelho da Marinha Grande, tem um je ne sais quoi no que toca a míster. Não existe nenhuma escola, nem uma família de craques, mas antes um grande gosto pela modalidade, associado a muita amizade e companheirismo.

rui nascimentoMas são assim tantos treinadores? Vejamos. Numa freguesia com quase seis mil habitantes, qual a probabilidade de encontrar, pelo menos, sete treinadores, de várias gerações, bem sucedidos e com resultados prestados.

“Em miúdos, na Vieira não havia grandes divertimentos e normalmente jogávamos futebol, futebol de rua. Havia grandes jogadores. Alguns singraram, outros nem por isso, mas tinham grandes qualidades para serem jogadores”, recorda Rui Ferreira “Nascimento”, treinador da União de Leiria e antigo médio do clube leiriense.

Ele foi um dos que singrou, tal como José Dinis, Luís Castro e Vítor Pontes que completam o “núcleo forte”. Todos passaram pela União de Leiria enquanto jogadores, no final da década de 1970, início de 1980. Partilharam casa e cimentaram uma amizade que se prolonga até aos dias de hoje. “Ninguém previa que isto fosse acontecer. Quis o destino que depois de jogadores, fossemos treinadores”, conta Vítor Pontes, de 55 anos. Natural de Amor, Leiria, “adotou” Vieira de Leiria como a sua terra. “Passava lá muito mais tempo do que em Leiria e tinha uma relação muito próxima com as pessoas de lá”, lembra. “Nascimento” apelida-o mesmo de “filho da terra”.

 

Leia o trabalho na íntegra na edição de 30 de janeiro de 2014 ou aqui.

Marina Guerra (texto)
marina.guerra@regiaodeleiria.pt
Joaquim Dâmaso (fotos)
joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt