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Sociedade

Capela “suspensa” na praia do Pedrógão utilizada como lixeira

Se nada for feito para limpar e vedar a obra da nova capela da Praia do Pedrógão, em Leiria, será posta em causa a saúde pública da zona envolvente.

Se nada for feito para limpar e vedar a obra da nova capela da Praia do Pedrógão, será posta em causa a saúde pública da zona envolvente. O odor nauseabundo proveniente da obra, suspensa há mais de dois anos, e a utilização do espaço como casa de banho e lixeira foi denunciado no final de julho por moradores.

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Sem verbas para continuar a obra, a vedação do espaço parece improvável (fotografia de arquivo)

A página do Facebook “Praia do Pedrógão in Focus” alerta para “‘peregrinações’ mais noturnas do que diurnas de adolescentes e jovens que foram transformando o espaço em casa de banho pública e lixeira” e acompanha a denúncia com fotografias do lixo, seringas, papéis sujos e fezes humanas espalhadas pelo chão.

Contactado pelo REGIÃO DE LEIRIA, o pároco Joaquim João admitiu desconhecer a situação, comprometendo-se a averiguar e comunicar o caso às autoridades.

A obra ainda ostenta um cartaz que anuncia a construção da nova igreja com casa mortuária e centro de convívio e apela à entrega de donativos, mas não existe qualquer previsão quanto à retoma dos trabalhos.

O edifício, que pretendia ser uma alternativa à atual capela, começou a ser construído em 2011, tendo ficado por concluir a primeira fase da obra que incluía telhado e vedação. Além dos cerca de 300 mil euros já investidos seriam porém necessários mais 200 mil euros, números redondos.

Segundo o padre Joaquim João, ficou ainda por saldar uma dívida de 19 mil euros ao construtor que ameaça recorrer aos tribunais.

Garantindo que irá pagar o que se deve, o pároco reconhece porém que o projeto foi “demasiado ambicioso”. Além das dificuldades em angariar fundos para prosseguir com a empreitada, as divergências e acusações mútuas de falta de diálogo entre o padre e os elementos da comissão de festas da capela não ajudaram a levar o projeto a bom porto.

“Está tudo parado. Não há verbas para continuar”, confirma Eugénio Fernandes, membro da comissão, referindo ainda que a madeira oferecida para fazer portas e impedir a entrada de terceiros foi furtada. “É triste ver como está, mas não me sinto responsável. Sempre tentámos resolver o problema”, garante.

MR

(Notícia publicada na edição de 31 de julho de 2014. Editada para online)

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