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Sociedade

Papa: "Não podia deixar de vir” a Fátima

“Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, afirmou Francisco na homilia da eucaristia que encerra a peregrinação internacional.

O papa Francisco disse hoje que “não podia deixar de vir” a Fátima, porque Maria traz “esperança e paz”, agradeceu aos peregrinos por o acompanharem e lembrou os doentes, presos, pobres e desempregados.

“Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, afirmou Francisco na homilia da eucaristia que encerra a peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de maio.

Segundo Francisco, sob o “manto” de Nossa Senhora de Fátima “não se perdem” e terão “a esperança e a paz que necessitam” os “doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”,

Antes, o papa citou as “Memórias” da irmã Lúcia a propósito de uma “visão” de Jacinta, hoje tornada santa.

“Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?”, referiu, para depois agradecer à imensa multidão de fiéis no recinto de oração por o acompanharem nesta peregrinação.

The image of Our Lady is carried among the devotees at the traditional 13th May annual pilgrimage to Fatima Sanctuary, Leiria, Portugal, 13 May 2017. Pope Francis is in visiting Fatima on 12 and 13 May on the 100th anniversary of the appearances of Mary. PAULO NOVAIS/POOL/LUSA
PAULO NOVAIS/POOL/LUSA

Pedindo aos peregrinos para rezarem a Deus “com a esperança de que nos escutem os homens”, Francisco cita, depois, uma carta da irmã Lúcia, para acrescentar que em Fátima o Céu “desencadeia uma verdadeira mobilização geral” contra a “indiferença” que gela o coração e “agrava a miopia do olhar”.

“Não queiramos ser uma esperança abortada. A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida”, apelou.

O papa pediu, também, aos peregrinos de Fátima que sejam, no mundo, “sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa”, assim como que descubram, “novamente, o rosto jovem e belo da Igreja”.

Para Francisco, esta Igreja “brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”.

O papa presidiu hoje às cerimónias principais dos cem anos das aparições marianas na Cova da Iria.

Antes da missa, Francisco canonizou Francisco e Jacinta Marto, duas das crianças que estão na origem do fenómeno de Fátima.

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