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Designer de Leiria surpreende Nova Iorque com garfos, colheres e conchas de sopa

Mesmo em frente à Dolce & Gabbana da Upper East Side, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, está um inusitado e reluzente vestido criado por uma antiga aluna do Colégio Conciliar Maria Imaculada e da Escola Secundária Domingos Sequeira. Aos 20 anos, Filipa Mota, de Leiria, surpreende quem passa numa das mais famosas ruas do mundo, com aquela peça criada com quase 400 garfos, além de colheres e conchas de sopa. Filipa está a estudar design gráfico na School of Visual Arts, em Manhattan, e foi uma das 14 selecionadas para o “One of a Kind Luxury”. O evento que promove bens e serviços das lojas de luxo da uptown da avenida, escolheu o trabalho da designer leiriense. E as reações não páram de surgir:

“Ter os trabalhos expostos em pleno passeio, acessíveis a todos, aumenta exponencialmente a nossa audiência. Temos recebido feedback muito positivo de vários jornais e estações de Nova Iorque, bem como de museus e galerias de arte a nível mundial. É uma oportunidade incrível”, contou esta semana Filipa Mota ao REGIÃO DE LEIRIA.

O desafio foi lançado aos alunos do curso pelo professor de 3D Design. Kevin O’Callaghan pediu-lhes peças únicas que pudessem ser expostas na rua. “O professor explicou que tínhamos de escolher um objeto banal e transformá-lo numa peça de moda”. A designer lembrou-se logo nos garfos: “Os dentes, quando encaixados, assemelham-se a um zipper”, explica. Primeiro, Filipa Mota aplicou a lógica a uma mala. “Mais tarde decidi criar também um vestido. Por sorte, os garfos funcionaram bem, por criarem um efeito de franja, semelhante ao dos vestidos flapper dos anos 20”.

Quando soube que tinha sido uma das 14 selecionadas ficou “super feliz”. “É muito gratificante quando vemos o nosso trabalho árduo ser reconhecido”, admite Filipa, que sempre encarou as artes visuais como um hobby, apesar de ter crescido a ser pintora. Mais tarde sonhou com design de moda, interessando-se também por marketing e publicidade e design editorial. “Foi a principal razão para ter escolhido design gráfico”.

Só nos Estados Unidos da América, já no 12º ano, encarou as artes mais a sério. Hoje está no terceiro ano do curso de design gráfico, “definitivamente um desafio”, pela “complexidade dos projetos” e “competitividade que se sente na universidade”. Além disso há Nova Iorque: “Está sempre alguma coisa a acontecer. É difícil ter tempo para tudo… Escola, trabalho, dormir e, claro, aproveitar a cidade”, onde arte e design são bastante valorizados. Por isso, voltar a Portugal está, para já, de lado. Em desenvolvimento está um novo trabalho. “O próximo grande projeto para a minha aula de 3D Design será possivelmente terminado em fevereiro e terá a ver com assuntos políticos”, promete Filipa Mota. Já o vestido que a tornou famosa, será leiloado no final deste mês.

Artigo publicado na edição de 9 de novembro de 2017 do REGIÃO DE LEIRIA

Manuel Leiria
Jornalista
manuel.leiria@regiaodeleiria.pt

O vestido criado por Filipa Mota integrava 382 garfos, 59 colheres e 2 conchas de sopa

Filipa Mota estuda design gráfico na School of Visual Arts, em Nova Iorque

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