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Nova urbanização pode garantir mais 500 casas e um parque verde para Leiria

A mais recente versão do projeto de urbanização da Quinta da Malta já foi submetida a discussão pública.
A contrapartida poderá traduzir-se num grande parque verde para a cidade do outro lado da A19

Há muito que não era projetada uma urbanização de tamanha dimensão para Leiria. O projeto da Quinta da Malta, que prevê a construção de quase 500 fogos, entre outros equipamentos, já teve várias versões mas só agora chegou à fase de discussão pública.

Promovido pela Poligreen (grupo Meneses), o empreendimento deverá nascer no terreno que se estende junto ao troço da A19, entre a rua Manuel Ribeiro Oliveira, nas traseiras do futuro Lis Shopping – em construção junto à rotunda de Porto Moniz -, e a avenida Papa Francisco, junto à rotunda da estrada da Marinha Grande.

Com uma área total de 96.315 metros quadrados, o loteamento prevê a construção de 17 prédios para habitação – 16 com seis pisos acima da cota da soleira e um último com quatro – distribuídos por três núcleos habitacionais.

Cinco imóveis poderão contemplar até 24 apartamentos, dois até 25, oito até 30, um até 32 e um outro até 40. Ao centro, o projeto reservou espaço para quatro lotes destinados a comércio, serviços e equipamentos coletivos, zona para onde está projetada a construção do Hospital Cuf Leiria, do Grupo José de Mello Saúde.

O projeto prevê ainda a criação de vários arruamentos, alguns dos quais estruturantes para permitir o acesso a todo o bairro e garantir a fluidez do trânsito, e de uma rotunda. Para minimizar os efeitos do ruído proveniente da proximidade da A19, os edifícios deverão cumprir exigências legais em termos de insonorização.

O estudo, que já  foi sujeito a discussão pública, contempla ainda a criação de 264 lugares de estacionamento à superfície, doze dos quais para condutores com mobilidade reduzida.

As acessibilidades ao empreendimento foram estudadas em colaboração  com a Câmara de Leiria, e contemplam a criação de uma ciclovia em toda a extensão da via principal bem como passagens inferiores sob a A19 que permitirão ligar o empreendimento a um terreno onde poderá nascer o segundo grande espaço verde da cidade.

Quanto à zona arborizada da encosta – que pela topografia não pode acolher qualquer construção – ficou enquadrada nos lotes, mantendo-se sob a responsabilidade do promotor. A este caberá compensar o município com uma área de cedência, que se pode traduzir em numerário ou espécie.

Neste âmbito, poderá concretizar-se a cedência de um terreno situado do outro lado da A19 e que a Câmara admite transformar num grande espaço verde com 17 hectares. Raul Castro, presidente da Câmara de Leiria, admitiu essa hipótese na primeira reunião do executivo deste mandato, a 19 de outubro, depois de os vereadores da oposição terem pedido celeridade na execução do jardim da Almoinha Grande.

Estará ainda em estudo a possibilidade de construção de um terceiro parque verde de grandes dimensões, no campo de milho localizado entre a Guimarota e o parque radical, adiantou Raul Castro na ocasião.

Ouvidas as diversas entidades competentes e avaliadas as reclamações apresentadas em sede de discussão pública, o projeto de conceção do loteamento da Quinta da Malta será submetido à análise do executivo para votação. Em caso de aprovação, o promotor pode dar seguimento ao processo de urbanização mediante entrega dos projetos de infraestruturas que terão de ser avaliados pelas entidades competentes.

É o total de hectares que compõe a área de do loteamento, incluindo construções e zonas de cedências, entre zonas verdes e infraestruturas.

A área de implantação dos lotes ronda os 64 hectares, estando a área total de construção calculada em 132,5 hectares.

O projeto prevê 17 lotes para habitação multifamiliar, sendo que 16 prédios terão seis pisos e o 17º quatro. O número de fogos oscilará entre 24 e 40 por prédio, num máximo de 483 apartamentos.

São quatro os lotes destinados a espaços comerciais, serviços e equipamentos e um apenas para habitação unifamiliar.

(Notícia publicada na edição de 26 de outubro de 2017 e editada)

MR

1 Comentário

  1. António Ogando

    Depois dos fogos florestais, agora os fogos urbanísticos , o cerco vai-se apertando a Leiria, que ainda é uma cidade que respira ” espaço verde “, onde podemos ver vida selvagem a coabitar connosco. Mas realmente o que estava a fazer falta era apagar aquele verde, abandonado e descuidado é certo mas verde, e colocar lá mais betão, depois de alguém se ter lembrado convenientemente que era preciso tirar o espaço da rede ecológica nacional (REN). Não chega já de centros comerciais em Leiria? De urbanizações ás moscas ? De atentados urbanísticos como parte da encosta destruída, em zona verde, junto ás piscinas belo horizonte? e serviu para quê? Do viaduto na guimarota que liga a A1 a A8, um monstro de inutilidade bruta ou a Vila Portela que está mesmo pronta para o abate e servir mais interesses financeiros de meia dúzia de chicos espertos em detrimento de todos, onde me incluo, que prezam esta ainda esta bela e verde cidade de Leiria. Nunca é tarde para lembrar um velho provérbio que diz : Somente após a última árvore ser cortada.Somente após o último rio ser envenenado. Somente após o último peixe ser pescado. Somente então o homem descobrirá que dinheiro não pode ser comido. Nem betão acrescento eu.

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