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Está de regresso o festival que bate palmas à música de Leiria (e não só)

Jerónimo, dos irmãos Jerónimo, é a primeira banda de Leiria a tocar no festival

Manuel Leiria
Jornalista
manuel.leiria@regiaodeleiria.pt

No início de 2017, o Teatro Miguel Franco converteu-se em destino obrigatório dos amantes da nova música nacional. Em 2018 promete voltar ao mesmo.

Durante três meses, às sextas-feiras, ali descobriram-se talentos e trataram-se das saudades de “pesos pesados” nacionais e locais. O sucesso do festival Clap Your Hands Say F3st (CYHSF) foi óbvio e por isso ele está de volta: a partir de 5 de janeiro, há nove datas com 18 bandas de Leiria e de Portugal – assim mesmo, aos pares.

O primeiro concerto alinha O Gajo e Jerónimo já nesta sexta-feira, e o último, a 23 de março, convida Benjamim e Rodrigo Cavalheiro para a despedida.

Pelo meio há o desconcertante encontro entre Mike El Nite e António Cova (2 de fevereiro), por exemplo. Ou não fosse este festival uma forma de celebrar o “espírito livre e mente aberta”, aponta Carlos Matos, da organização, que recorda a “óptima afluência” e “o arrojo das prestações de algumas bandas” como pontos fortes da edição de 2017.

Nuno Sarnadas foi protagonista no arranque do CYHSF: duas bandas de Leiria que integra, Dream Pawn Shop e Aeon Pulse, atuaram na edição de estreia.

“Pessoalmente, é sempre um prazer e um privilégio poder tocar no palco do Miguel Franco e, no ano passado, tive a oportunidade de o fazer duas vezes na primeira edição do festival, um conceito original e abrangente, que espero que dure muito tempo”, deseja o músico.

Nuno Sarnadas sublinha o “tratamento exemplar” da organização e dos profissionais do Teatro Miguel Franco e o caloroso público que marcou presença no CYHSF 2017: “Muito dele, não fosse esta ocasião, não teria tido oportunidade de nos ouvir”, salienta, desejando “um dia poder marcar nova presença e ajudar este festival a crescer”.

Prestes a começar, o segundo CYHSF chega com muita música nova de Leiria a descobrir – que Carlos Matos destaca na caixa ao lado. Venha a música, a festa e as palmas.

Concertos

5 de janeiro
O Gajo e Jerónimo

12 de janeiro
Whales e Wipeout Beat

26 de janeiro
She Pleasures Herself e The Rooms

2 de fevereiro
Mike El Nite e António Cova

9 de fevereiro
Ermo e Obaa Sima

23 de fevereiro
Eden Synthetic Corps e Fugly

2 de março
Nerve e Escumalha

9 de março
Luís Severo e Rua Direita

23 de março
Rodrigo Cavalheiro e Benjamim

Início 21h30
Bilhetes 5 euros

Dos 18 nomes em cartaz, nove são “locais” embora alguns tenham já projeção nacional e até internacional, como é, neste particular, o caso dos Eden Synthetic Corps (banda de electro-industrial com vários álbuns editados na Alemanha). De resto, a inclusão destes projectos no cartaz teve a ver com critérios de qualidade e também com questões de ordem estética. À semelhança do que aconteceu na primeira edição, queremos mostrar o quão ecléctica é a “cena local”. Obviamente que há por cá muito mais bandas e estilos que nos interessa ter em cartaz, mas como o nosso objectivo é ter este festival por muito anos, é bom que façamos a gestão de valores para não gastarmos todos os trunfos de uma vez. Assim, para além dos já referidos Eden Synthetic Corps, juntam-se às bandas oriundas do resto do país os “locais” Jerónimo (pop electrónica dos irmãos Jerónimo – Few Fingers, Les Crazy Coconuts, Team Maria, etc); Whales (indietrónica de toada pop/rock e um dos valores emergentes da nossa cena); The Rooms (o blues progressivo da nova banda de André Castela); António Cova (palavras para quê? Ele é único!); Obaa Sima (projecto de música electrónica de dois dos elementos dos Nice Weather For Ducks); Escumalha (projecto que mistura hip-hop e punk-hardcore); Rua Direita (pop rock refinado e em português – um dos projectos locais que tem estado nos top da Antena 3); e Rodrigo Cavalheiro (um poeta escritor de canções e também conhecido por pertencer aos Born A Lion e aos Country Playground).

Carlos Matos

presidente da Fade In, coorganizador do festival Clap Your Hands Say F3est

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