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Passadiços são hipótese para ajudar na proteção da Fórnea

Efeitos da visita no local preocupam autoridades locais Foto de arquivo: Joaquim Dâmaso

A Fórnea, o anfiteatro natural esculpido na serra no concelho de Porto de Mós poderá vir a contar com passadiços, à semelhança do que já sucede com outros casos de património natural do país, sendo os Passadiços do Paiva, na margem esquerda do rio Paiva, no concelho de Arouca, o exemplo mais conhecido.

A instalação de passadiços é uma das possibilidades em cima da mesa, adianta Jorge Vala, presidente do município de Porto de Mós. A medida pretende cumprir um duplo objetivo: melhorar a experiência de quem visita e, simultaneamente, reforçar a preservação da paisagem.

As preocupações em torno do impacto da pressão turística no local não são novas. As erosões provocadas pelas chuvas e pelas águas nascentes criaram um cenário natural invulgar. A Fórnea assemelha-se a um enorme abatimento da crosta terrestre começando em Chão das Pias – Serro Ventoso – descendo até Alcaria.

A singularidade daquela manifestação natural aguça a curiosidade de muitos visitantes. E em abril de 2016, os então responsáveis da União de freguesias de Alvados e Alcaria decidiram avançar com a interdição do acesso automóvel, com o objetivo de “diminuir o impacto dos visitantes”.

Benvinda Januário, a então presidente de Junta, revelou que chegaram a ser contabilizadas 400 pessoas que num só dia visitaram aquele monumento natural, situação que tem “um impacto elevado” na paisagem protegida, inserida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Não obstante, os efeitos dos visitantes na flora local ainda se mantêm e Jorge Vala – que tem enfatizado a relevância do turismo da natureza para a estratégia de desenvolvimento local – adianta estar em fase de elaboração de um estudo que será apresentado ao PNSAC visando a intervenção no local.

“Temos duas soluções em cima da mesa, ou a instalação de passadiços para impedir o acesso de motos e veículos ou a criação de um caminho melhorado em terra batida, mas estas questões terão de ser trabalhadas em conjunto com o Parque Natural”, frisa o autarca.

Jorge Vala lembra a necessidade de disciplinar a visita à zona, uma vez que os impactos são notórios. A ideia passa por “reforçar a fruição, mas apostar na preservação daquele património, com a visita a ser feita num só sentido que será o mesmo do regresso”, explica.

Carlos S. Almeida 
Jornalista
carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

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