Fins de semana? Uma miragem. Feriados? Nem vê-los. Férias? Uma utopia. Ser pastor é uma missão para todos os dias, faça chuva, faça sol, esteja frio de rachar ou o mais abafado dos calores. Talvez isso explique que os pastores sejam uma “espécie” quase em “extinção”. Mas continuam a ser precisos. Noutros tempos foram essenciais para o sustento de muitos; hoje, com a produção alimentar industrializada, ganham importância por outros motivos. Por exemplo, pela função sapadora dos rebanhos, procurada para diminuir a densidade da vegetação que potencia o avanço de fogos florestais.
Mesmo que nem sempre tenham de sucesso (ver aqui), há quem insista nos rebanhos sapadores. É o caso do Governo, que acaba de lançar incentivos para atrair novos pastores. Há 150 milhões de euros em cinco anos, 30 milhões por ano, para ajudar rebanhos existentes e atrair jovens para a pastorícia.
Rebanhos sapadores. Procuram-se novos pastores para ajudar a evitar incêndios
Quem quer ser pastor? O Governo veio à serra de Porto de Mós lançar um plano de 30 milhões de euros por ano para ajudar rebanhos e seduzir jovens para a pastorícia, vital para a redução dos fogos
José Girdino disse:
Rebanhos, sapadores, é de morrer a rir se não fosse uma coisa sereíssima esta ideia de que com cabras, vacas ovelhas e o diabo a sete e tanto folclore em política que com a água que metem teríamos um mar de água e com tanta água menos fogos ou mais água para os apagar.
Sapar o quê? As urzes, os tojos as cistáceas, as giesteiras e os codeços, tudo plantas arbustiva daquilo a que chamamos matos que os pequenos e os grandes já agora, não comem ou depauperar ainda mais o que ainda resta da nossa floresta? Porque o que estes animais mais comem são as jovens e tenras plantas de toda a espécie e que são, sabe se à muito tempo uma das causas maiores da perda de floresta e do crescimento dos matos. Mas cá este mini estérico da ingricultura agora fortemente dependente do jugo redutor do mini do ambiente, insiste em não adequar o conhecimento destes temas da floresta e da acção dos animais, mesmo os selvagens, que remontam aos anos 70 do século passado, mas cá as ajudas à preservação e manutenção da floresta, a de sobro e azinho, só existem se, ligadas a ela floresta, houver animais a “sapar”. Pois que sabem até deixar de haver árvores e aí não havendo árvores já não há necessidade de combater os fogos que de graça e rápidamente limparão os matos de tal maneira que em poucos anos deixaremos definitivamente de ter fogos e ministros a anunciar milhões, é só soltar as cabras que pastores hão de aparecer. Assim vai o país, combate se um mal com um mal pior. Triste pobreza a nossa onde não faltam milhões e demagogia mas faltam conhecimento, ciência e bom senso!