Fins de semana? Uma miragem. Feriados? Nem vê-los. Férias? Uma utopia. Ser pastor é uma missão para todos os dias, faça chuva, faça sol, esteja frio de rachar ou o mais abafado dos calores. Talvez isso explique que os pastores sejam uma “espécie” quase em “extinção”. Mas continuam a ser precisos. Noutros tempos foram essenciais para o sustento de muitos; hoje, com a produção alimentar industrializada, ganham importância por outros motivos. Por exemplo, pela função sapadora dos rebanhos, procurada para diminuir a densidade da vegetação que potencia o avanço de fogos florestais.
Mesmo que nem sempre tenham de sucesso (ver aqui), há quem insista nos rebanhos sapadores. É o caso do Governo, que acaba de lançar incentivos para atrair novos pastores. Há 150 milhões de euros em cinco anos, 30 milhões por ano, para ajudar rebanhos existentes e atrair jovens para a pastorícia.
Rebanhos sapadores. Procuram-se novos pastores para ajudar a evitar incêndios
Quem quer ser pastor? O Governo veio à serra de Porto de Mós lançar um plano de 30 milhões de euros por ano para ajudar rebanhos e seduzir jovens para a pastorícia, vital para a redução dos fogos