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“Nós e os outros” é uma surpresa com cem anos para Leiria descobrir e preservar

No mimo, até 2019, conta-se a história da vida e obra de Lino António, António Varela, Narciso Costa e Luís Fernandes 

Manuel Leiria
Jornalista
manuel.leiria@regiaodeleiria.pt

Joaquim Dâmaso
Fotojornalista
joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt

Lino António, Narciso Costa, Luís Fernandes e António Varela marcaram o panorama cultural de Leiria no início do século XX. Hoje, um século depois, são quase totalmente desconhecidos na cidade, que preserva marcas da sua ação e influência. A exposição “Nós e os outros”, construída nos últimos dois anos a partir do quadro “Nós”, de 1923, onde Lino António retratou os quatro, inaugura dia 7 de abril no mimo – Museu da Imagem em Movimento, para dar a conhecer quatro personalidades fundamentais na história da cultura da cidade. 

Um século depois, este é, segundo a comissária da exposição, Sandra Leandro, “um momento para Leiria se ver ao espelho e, identificando este grupo de artistas, se repensar, guardando lugar na história para os artistas do futuro”.

Após a inauguração, dia 7, às 16 horas, a exposição “Nós e os outros” fica patente até 2019.

Narciso Costa
1890-1969

Nasceu em Braga e estudou em Genève, na Suíça, concluindo o curso da Section des Arts Industriels em 1912. Trabalhou na decoração do Grand Théâtre de Genève. Instalou-se em Leiria, em 1914, como professor de Desenho Geral na Escola Industrial Domingos Sequeira. Dois anos depois chegou a director da escola, um entre vários cargos que assumiu na cidade. Com António Varela criou o Atelier Técnico de Arquitectura e Decoração, na década de 30. Sandra Leandro sublinha que, a par da prática artística multifacetada (da cinzelagem às artes gráficas), foi a ação como pedagogo “a maior obra viva que concebeu”. Dominava o rigor clássico, mas também fez incursões na Arte Nova ou a Arte Déco e, sobretudo, estava aberto a novas experiências artísticas. A comissária cita Carlos Eugénio para sublinhar a influência de Narciso Costa: “A sua opinião artística era uma bíblia, servia de fecho a todas as dúvidas – ‘Narciso Costa disse’… e acaba-se o problema”.

António Varela 
1902-1962

Filho de uma família com tradições na atividade comercial da cidade, frequentou o Liceu Francisco Rodrigues Lobo e cursou Arquitectura nas Belas-Artes do Porto, formando-se em 1924. Iniciou a sua actividade como arquitecto em Leiria, em colaboração com Narciso Costa no Atelier Técnico de Arquitectura e Decoração, e passou também pelos serviços técnicos da autarquia. Foi, no entanto, em Lisboa que desenvolveu trabalho mais significativo, tendo projetado edifícios e intervenções urbanísticas do Minho ao Algarve. Foi autor e co-autor de edifícios que marcaram a história do modernismo português, como, a Casa da Moeda (1933-1937), em parceria com Jorge Segurado. Como observa Hugo Nazareth Fernandes, citado por Sandra Leandro, “António Varela procurou definir-se em primeiro lugar como pintor, – e, acrescentava, por vezes, ‘modernista'”. Mas rapidamente abandonou a ideia de uma carreira. Tal como os restantes “Nós”, foi professor das escolas industriais em Lisboa.

Luís Fernandes
1895-1954

Escultor, desenhador, pintor, instrumentista, professor, Luís Fernandes de Carvalho e Reis nasceu em Vila Nova de Ourém mas veio muito jovem para Leiria, estudar no Liceu Francisco Rodrigues Lobo. Cerca de 1914 partiu para Lisboa com Lino António, para prosseguir estudos na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Desiludido com o ensino da capital ingressou no curso de Escultura das Belas-Artes do Porto, em 1915. Regressou a Leiria cerca de 1921. Violinista de talento, foi membro fundador (a par de Narciso Costa) do Orfeão de Leiria, em 1946. Desenhador quase compulsivo, na escultura e estatuária é autor, entre outros, dos monumentos aos Mortos da Grande Guerra, em Leiria (1929) e em Coimbra (1932, com plano arquitectónico de António Varela) e do busto de Francisco Rodrigues Lobo (1937) à entrada da escola homónima. As convicções políticas, adversas ao regime do Estado Novo, dificultaram-lhe a vida profissional. Foi professor em diversas escolas industriais, como a Domingos Sequeira, em Leiria.

Lino António
1898-1974

Um dos nomes mais destacados do modernismo, Lino António da Conceição estudou na Escola Industrial Domingos Sequeira em Leiria. Frequentou a partir de 1915 o Curso de Pintura da Escola de Belas-Artes no Porto. “O fervilhar modernista contagiou a sua formação”, frisa Sandra Leandro. Realizou em 1918 uma exposição individual em Leiria e em 1924 expôs na Sociedade Nacional de Belas-Artes em Lisboa. No início da carreira integrou o modernismo, fez ilustração para livros e revistas e participou em trabalhos coletivos, como a decoração do Bristol Club. É autor dos frescos da igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa (1938) e da Via Sacra, realizada em colaboração com Manuel Cargaleiro, para a Colunata do Santuário de Fátima (1955). Destacou-se também como professor, chegando a diretor da Escola de Artes Decorativas de António Arroio. Os alunos reconheciam-lhe não só um espírito aberto a novas tendências estéticas, mas também ampla dimensão humana em tempos difíceis, sublinha a comissária.

Perfis editados a partir de textos de Sandra Leandro para a exposição “Nós e os outros”
Retratos dos artistas a partir de fotografia do quadro “Nós”

“Nós e os outros” marca renovação da sala de exposições do mimo

A azáfama foi grande nos últimos tempos no mimo – Museu da Imagem em Movimento. A sala maior foi profundamente alterada para receber a exposição “Nós e os outros”, um trabalho de museografia dos arquitectos Humberto Dias e Pedro Gândara que capacita o espaço também para exposições futuras – um investimento na casa dos 100 mil euros e que alterou o aspecto e organização do anterior “hangar cinzento”, como descreve Sandra Leandro, que assina a museologia.  A exposição desenvolve-se em dois núcleos principais, “Nós no singular”, sobre cada um dos artistas, e “Nós no plural”, dedicado à convivialidade, ao trabalho fora de Leiria e aos olhares externos sobre os quatro. No coração, está “Correspondências”, um terceiro e pequeno núcleo, a que se acede através de vários pontos da exposição, “com correspondência – destinada a Narciso Costa -, livros da biblioteca de cada um deles, publicações onde aparecem obras deles, referências críticas às obras ou exposições, fotografias dedicadas, caricaturas…”. É, segundo a comissária científica, “uma parte que não se vê, privada”, que mostra um pouco mais de cada um das personalidades, “porque nós somos muitos feitos pelos livros que lemos, pelas correspondências que trocamos, pelas exposições que vemos…”. “Nós e os outros” pode ser visitada todos os dias no mimo, junto ao Castelo de Leiria, entre as 9h30 e as 17h30.

(Imagens da inauguração aqui)

Sandra Leandro
“Leiria não foi nada periférica na construção daquilo que se entendia como uma arte moderna”

O que lhe foi pedido para a exposição “Nós e os outros”?
Existia uma série de obras no espólio do município – tanto no Museu de Leiria como no mimo – e não se sabia, exactamente, o que fazer com elas. Foram ter comigo e perguntaram-me o que se poderia fazer, com um princípio: a partir da pintura “Nós” de Lino António. Existia a ideia, mas não se sabia o que fazer com uma quantidade heteróclita de peças; que história contar com elas? A minha missão foi contar uma história.

O desafio foi estimulante?
Especializei-me em [artistas] “desprezados” e dá-me um gozo enorme resgatar figuras da história. É uma fortuna grande para mim ter esta oportunidade e resgatar estes artistas mais esquecidos. Lino António é o mais conhecido, por uma série de razões. Mas Narciso Costa, o Luís Fernandes e o António Varela são bem menos, ou mesmo desconhecidos, embora António Varela tenha sido estudado recentemente numa tese de doutoramento. Além disso, há 20 anos tinha organizado a exposição sobre Lino António aqui em Leiria. Foi uma exposição que deu início a um espaço, o Banco de Portugal. O interior foi construído de raiz e tem permanecido ao longo deste tempo com a museografia que fizémos para essa primeira exposição. Tenho a felicidade de me acontecer o mesmo agora: esta sala do mimo é um equipamento que vai ficar para a cidade.

Como definiu a exposição?
Pensei: primeiro tenho de “falar” de cada um e dividi a exposição em dois grandes núcleos: um que é o “Nós no singular”, em que se trata cada um dos quatro artistas; e outra que é o “Nós no plural”, que mostra como eles se relacionavam com o exterior, o que faziam noutras latitudes. A ideia-base foi pôr estas imagens em movimento, imagens que tinham ficado perdidas, completamente soterradas – algumas que serão vistas pela primeira vez. Já ninguém, ou quase ninguém,  tem a noção da qualidade destes artistas e de como Leiria não foi nada periférica na construção daquilo que se entendia como uma arte moderna.

Eles tiveram esse reconhecimento no seu tempo?
Lino António foi logo bastante reconhecido na altura. Depois, cada percurso é singular. António Varela quis ser um pintor modernista, mas dedicou-se rapidamente à arquitectura e a sua obra na área da pintura ficou truncada. De resto, todos são multifacetados e trabalharam em várias atividades artísticas: em desenho, desenho técnico, escultura, artes aplicadas, pintura… Todos acabaram por gerir uma série de atividades artísticas, mas cada um tem uma especificidade própria: Narciso Costa foi um excecional pedagogo, era uma mão incrível para o desenho, com uma transparência e leveza notáveis; Luís Fernandes, um artista multifacetado, e aqui pela cidade de Leiria ainda se podem encontrar peças de escultura entre outras. Foi também no desenho que mostrou a sua grande força – não é temerário afirmar que vai ser uma das grandes revelações desta exposição, sobretudo a parte do desenho e da gravura. E depois temos de lembrar [os filhos] Guy Manuel e Sérgio Luiz, figuras tão importantes na área do desenho, da animação e banda desenhada, que tiveram no pai um grande mestre; e temos o Lino António, que se especializa de facto em pintura, que teve grande fortuna crítica desde o início, mas – lá está – também é um grande pedagogo e deixou um nome fantástico na [Escola] António Arroio, de que foi seu diretor e, em tempos difíceis. Foi uma personalidade com um sentido humano muito grande. Era amável e de grande sociabilidade, tal como Narciso Costa era, mas Lino António, por ter fixado residência em Lisboa, projetou-se mais; e temos ainda António Varela, uma personalidade magnífica, solar, com grande alegria de viver, que se dedica à arquitectura – passando no ensino -, tendo no início esse sonho da pintura, que teve de cair porque a arquitectura falou mais alto. Trabalhou com Narciso Costa, no Atelier Técnico de Arquitectura e Decoração, e depois com Jorge Segurado, tendo concebido vários projectos para a indústria conserveira.

Era um trabalho que estava por fazer…
Estava por fazer e era um trabalho absolutamente necessário. Esta era uma exposição urgente: se não pegássemos neles agora, estavam em risco de desaparecer completamente da memória, porque não estão fixos na história de arte. Há ainda muitas pessoas que guardam a sua memória e são muito valiosas, mas temos sempre de joeirar essas conversas, porque há muitas partidas que a memória e outras situações pregam… É preciso compaginar esses testemunhos com outras fontes para não estarmos ainda a inventar mais do que a história já inventa. É preciso não esquecer o rigor da disciplina. O repto que fica, agora, é que esta exposição dê origem a um catálogo. Este trabalho acabará por ficar incompleto se não pudermos editar o catálogo. Há muito estudo que foi feito, muita investigação que se perderá. É absolutamente necessário para que o nosso contributo permaneça para as gerações futuras. Esta exposição é já parte desse contributo, para que a memória não se perca. Há muito, muito campo por explorar. Mas temos de deixar agora registo de tudo isto. É uma pena se não acontecer.

Estes artistas são quase desconhecidos. De que forma a exposição pode influenciar, por exemplo, a produção artística atual?
Estou absolutamente convencida que ela pode ter um grande efeito visual sobre qualquer pessoa minimamente sensível ao verbo ver. Qualquer pessoa que goste de ver arte, vai receber um regalo para a vista. Aqueles que têm de fazer outras obras, os artistas atuais, são alimentados também pelo que foi feito no passado. Há sempre movimentos de ruptura e de adesão. Mesmo quando se entra em ruptura e não se querem ver as obras do passado, estes homens dão-nos uma grande lição, porque, entre outros aspectos, souberam fazer rupturas suaves e foram à procura daquilo que eles entendiam como arte moderna. Sobretudo três deles: Narciso Costa ainda recebe outro tipo de herança – e daí ele ser chamado “o mestre de todos nós” – por ter ido estudar para a Suíça e por ser uma espécie de congregador entre um século XIX e o arranque do século XX. Pratica a Arte Nova e a Art Déco nas suas cinzelagens e noutros trabalhos. Uma coisa fascinante nestes homens é que experimentam sempre. Nunca pararam até ao final da vida. Isso também se refletiu no ensino a que todos se dedicaram, mas mais intensamente, Lino António e Narciso Costa (quer na Escola Domingos Sequeira, quer na Rodrigues Lobo). Transmitiram essa paixão aos alunos, influenciando imensas gerações. A sua influência vem até aos dias de hoje.

Porque é que Leiria esqueceu, ou quase, estas pessoas?
Não é fenómeno exclusivo de Leiria. A memória é feita de esquecimentos. Os tempos são muito ingratos e é misterioso como algumas coisas ficam na história e outras não. Aqui pesou a condição de eles – menos Lino António – não estarem num centro como Lisboa ou Porto. Quem faz a história não consegue saber tudo. Conhece-se uma parte ínfima das coisas. Depois há famílias que defendem a memória dos artistas e outras não. Aliás, esta exposição é muito devedora das famílias que preservaram a memória destes artistas, senão não tínhamos aqui uma quantidade tão significativa de obras.

Os quatro enquadram-se apenas no Modernismo?
Narciso Costa ensaiou vários passos e não posso dizer que seja propriamente um modernista. Ele faz uma série experiências e podemos integrá-lo na Arte Nova e Arte Déco, mas era sobretudo uma personalidade, aqui, nesta cidade. O que ele dizia validava e dava a pauta. Por falar em pauta, Narciso Costa e Luís Fernandes foram dois melómanos e responsáveis pela criação do Orfeão de Leiria. Os outros sim, são percursos mais relacionados com o moderno e a procura do moderno, mas todos estavam abertos a experimentar e a procurar o moderno à sua maneira. Eram muito ativos e personalidades ricas, vivas. Eu montei esta exposição porque os quis conhecer e não os encontrei no tempo. A minha forma de os conhecer foi montar esta exposição.

Há equivalente a estas pessoas, hoje?
Acredito que sim. Encontro pessoas que, com seriedade, acham – como o Lino António achava – que há uma procura do belo em todas as coisas. O belo é muito diferente de pessoa para pessoa, mas ele dizia que a alma do belo é o amor. Há muitos artistas que continuam a procurar o amor nas coisas – o amor que também é muito variado – através da arte. Mesmo neste tempo estranho em que vivemos, há sempre alguém que resiste.

A exposição vale mais pelo período histórico que reflete ou pela valia estética das obras?
Atrevo-me a dizer que pelas duas coisas. Vale pelo tempo que resgata, que é muito interessante, devido à transição nesses anos, do dinamismo e novos costumes dos anos 20 para uma época mais fechada do Estado Novo – mas em que nem tudo foi mau. Este homens eram anti-regime, o que não quer dizer que não tenham feito encomendas, porque todos os artistas têm de viver e às vezes esquecemo-nos disso. Fazer um trabalho para qualquer regime não quer dizer aderir a esse regime.

Como espera que a exposição seja recebida?
Espero que seja para parte das pessoas uma surpresa e para outros uma confirmação. Mesmo para quem já os conhece, há aqui algumas obras – não tanto as do Lino António – que são surpresa, porque vai ser a primeira vez que são expostas. Para uns será uma descoberta, para outros uma redescoberta destas quatro figuras e de muitas outras: temos um Eduardo Viana a retratar o António Varela… Quando é que esse quadro esteve aqui em Leiria? E há outros casos assim. É uma oportunidade única. Espero que seja a oportunidade para a própria cidade se encher de orgulho e para Leiria continuar esse legado que estes artistas nos deixaram. A arte só tem sentido quando tem alguma influência na vida quotidiana e quando se torna vida na própria vida e nos cria emoção. Estes homens foram homens de emoção e pessoas apaixonadas pela vida.

Resumindo: que história conta esta exposição?
A história de quatro figuras carismáticas no seu tempo. Sobretudo três delas ficaram perdidas na poeira desse tempo. Quisémos contar a história de cada um e ver o relacionamento que eles tiveram com os outros e com as outras latitudes por onde passaram, e não só Leiria. Queremos que Leiria se veja ao espelho nesta exposição para guardar espaço para os artistas do futuro. Estando aqui, no Museu da Imagem em Movimento, quis pôr efetivamente todas estas imagens em movimento. Temos a felicidade de ter um labirinto organizado com essas imagens. Espero que cada pessoa que entre neste labirinto, saia diferente.

Professora no Departamento de Artes Visuais e Design da Universidade de Évora, a comissária da exposição “Nós e os outros”, Sandra Leandro, é de Lisboa, mas tem “bons amigos em Leiria e nas ‘ilhas’ adjacentes”. É doutorada em História da Arte Contemporânea e especialista em Museologia, História, Teoria e Crítica de Arte, Desenho humorístico e Ilustração, Estudos sobre Mulheres Artistas em Portugal e Design. Há 20 anos, foi responsável pela exposição sobre Lino António, que inaugurou a nova valência cultural do edifício.

obras originais

Há mais de duas centenas de obras originais na exposição “Nós e os outros”. Quadros, esculturas, desenhos, vídeos, publicações e outros documentos foram convocados para dar a conhecer a Leiria Lino António, António Varela, Luís Fernandes e Narciso Costa. “E não estamos a contar com publicações, aí então são muitas mais”, conta Sandra Leandro. A comissária considera a exposição “histórica”, também pelo esforço de diálogo que envolveu nove instituições e 23 colecionadores particulares, além das famílias dos artistas. No mimo estão peças do Museu Gulbenkian – Coleção Moderna, do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, do Museu Nacional Soares dos Reis e do Santuário de Fátima, por exemplo. “Não foi nada fácil este processo. Mas não quer dizer que não tenha sido e que não esteja a ser uma alegria extraordinária”. O envolvimento de tantas partes foi uma das razões pelas quais demorou tanto tempo a concretizar “Nós e os outros”, um projeto que está a ser preparado desde o final de 2015. “Foi uma exposição de longa incubação”, reconhece.

 

 

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