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Falta de formação e inovação podem travar desenvolvimento

A região de Leiria apresenta índices de desenvolvimento económico acima da média nacional, mas ainda existem constrangimentos que impedem resultados melhores, nomeadamente ao nível da formação, inovação e acessibilidades, defenderam os participantes no Fórum Desafios e Oportunidades, promovido pelo EuroBic na terça-feira, 5, no Hotel Eurosol Leiria & Jardim, Leiria.

A região de Leiria apresenta índices de desenvolvimento económico acima da média nacional, mas ainda existem constrangimentos que impedem resultados melhores, nomeadamente ao nível da formação, inovação e acessibilidades, defenderam os participantes no Fórum Desafios e Oportunidades, promovido pelo EuroBic na terça-feira, 5, no Hotel Eurosol Leiria & Jardim, Leiria.

O presidente da Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI) revelou que as exportações no distrito de Leiria cresceram 92% entre 2006 e 2016, enquanto a média nacional foi de 41% e que a região representou em 2011, 2,4% das vendas nacionais no exterior, valor que em 2017 foi de 3%.

Mas, apesar destes resultados, destacou a urgência em investir na “qualidade e qualificação das pessoas”, bem como na inovação, por forma a “criar mais valor por hora de trabalho”, e no desenvolvimento da investigação ao nível das PME.

Neste contexto, Jorge Santos destacou ainda a importância do Politécnico de Leiria ganhar o estatuto de universidade politécnica, o que lhe permitiria atribuir doutoramentos e aceder a programas de financiamento comunitários que lhe estão vedados devido ao seu estatuto atual.

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, destacou o facto de o “número de licenciados e mestrados não chegar” para as necessidades das empresas. É preciso reforçar a formação também para dar resposta às empresas de alta tecnologia que estão a instalar-se na região.

O impasse sobre abertura da Base Área de Monte Real à aviação civil foi considerado outro entrave ao desenvolvimento da região. Raul Castro disse que “há três grupos de investidores interessados” na exploração, mas o processo não avança ao nível do poder central, travando o crescimento económico da região.

Para Paulo Ferreira, administrador da PRF, e Manuel Sobreiro, presidente do grupo CAC, a formação e inovação são dois elementos decisivos para o desenvolvimento empresarial da região. Manuel Sobreiro lamentou a falta de apoios do Portugal 2020 ao sector avícola, que atravessa a fase crucial de passar da produção intensiva para a extensiva, e Paulo Ferreira destacou a diversificação, qualidade e competitividade como prioritárias na área do gás natural.

(Artigo publicado na edição de 7 de junho de 2018)

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