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Pombal: Louriçal entre as zonas mais afetadas por cortes de energia

“A subestação de Soure, e a subestação do Louriçal, bem como as linhas associadas são o foco da nossa maior preocupação”, refere o presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição

Mais de 100 mil pessoas continuam sem eletricidade. O litoral de Coimbra e a zona do Louriçal, em Pombal, são as zonas mais afetadas por cortes de energia, após a passagem da tempestade tropical Leslie, informou a EDP distribuição.

“Mais de 100 mil consumidores permanecem sem energia, depois de terem chegado aos 300 mil. Nesta altura, em relação aos danos que tivemos esta foi a situação mais critica na nossa história e que nos provoca mais incertezas quanto à estimativa de quando tudo estará solucionado”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, João Torres.

A EDP qualifica a situação como “estado perturbado”, o segundo mais grave de uma escala de quatro. Por ordem de gravidade temos o estado de Prevenção, seguido do Alerta, passado ao Perturbado e, o mais grave, Emergência.

Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, João Torres, explicou que, neste momento (ao início da tarde), existem “500 operacionais no terreno, e um helicóptero” para se apurar os prejuízos e danos causados pela passagem da tempestade tropical Leslie durante a noite e madrugada de hoje.

De acordo com o responsável, o município de Soure, distrito de Coimbra, está “sem energia”, já que a sua subestação “foi muito afetada”, pela passagem da tempestade o que já levou a Câmara, hoje, a decretar estado de calamidade pública no concelho.

“Estamos perante um fenómeno extraordinário do ponto de vista atmosférico com impacto muito relevante na nossa rede. É grave, para nós não foi surpresa, estamos mobilizados em regime de Alerta desde as 18:00 de sábado, e passamos a regime perturbado o segundo mais grave da nossa intervenção”, explicou.

Para o responsável a “subestação de Soure, e a subestação do Louriçal, bem como as linhas associadas são o foco da nossa maior preocupação”.

A zona litoral de Coimbra foi aquela que foi mais afetada, referiu o responsável, adiantando que o mau tempo afetou “centenas de linhas, estando largas centenas fora de serviço, mais de cem ainda”, conforme se podia ver no mapa de Portugal que se encontrava nas costas do responsável, no qual as linhas brancas davam conta das zonas afetadas na extensa mancha vermelha que assinalava as zonas com energia.

“Estamos a dar prioridade a estações elevatórias num grande trabalho de proximidade de trabalho com os autarcas procurando evitar problemas no abastecimento de água e também com as empresas de telecomunicações”, sublinhou.

João Torres quis deixar ainda o alerta para os consumidores que a EDP tem “visibilidade sobre as zonas onde não há energia”, reconhecendo as dificuldades em contactar o ‘call-center’, mas que, para já, a empresa sabe onde falta a energia.

O responsável lembrou também a existência de “torres de alta tensão danificadas no Louriçal”, tendo sido instalados 40 geradores provisórios para minimizar os problemas, mas João Torres avançou que “vão ser instalados mais, à medida que se resolve a meia tensão também se percebe melhor o que se passa”.

“Há cabos partidos, linhas partidas, postes partidos e queria deixar aqui um apelo à população para que tenha cuidado, tendo atenção aos cabos caídos que ainda podem ter energia, e não se aproximarem. Quem liga os geradores convém também ver se os mesmos estão em condições ventiladas para evitar problemas devido ao monóxido de carbono”.

Quanto a custos, João Torres sublinhou que a empresa “não está a fazer as contas, mas é relevante na casa dos milhares de euros”.

A passagem do Leslie por Portugal, no sábado e hoje, provocou um morto, 28 feridos ligeiros e 61 desalojados.

A Proteção Civil mobilizou 8.217 operacionais, que tiverem de responder a 2.495 ocorrências, sobretudo queda de árvores e de estruturas e deslizamento de terras.

O distrito mais afetado pelo Leslie foi o de Coimbra, onde a tempestade, com um “percurso muito errático”, se fez sentir com maior intensidade, segundo o comandante nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Lusa

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