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Trabalhadores da Rodoviária do Tejo e Rodoviária do Lis em greve quinta e sexta-feira

Trabalhadores da Rodoviária do Tejo e Rodoviária do Lis em greve quinta e sexta-feira

Os trabalhadores das empresas Rodoviária do Oeste, Rodoviária do Tejo e Rodoviária do Lis, pertencentes ao Grupo Barraqueiro, vão estar em greve amanhã e sexta-feira.

A greve, convocada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), visa protestar contra “situações discriminatórias” relativas a diferenças laborais e salariais entre trabalhadores, por serem abrangidos por duas convenções de trabalho diferentes, explicou à agência Lusa hoje Manuel Castelão, dirigente da federação nos distritos de Leiria e Santarém, que serão afetados pela paralisação.

“Enquanto um motorista da Rodoviária do Tejo tem um salário de 621 euros, que na prática são 609, porque tem englobado o abono para falhas, um motorista [abrangido pelo contrato coletivo de trabalho] da ANTROP [Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros] tem um salário a rondar os 650 euros”, exemplificou.

Os trabalhadores reivindicam, por isso, a “unificação das relações laborais”, assim como aumentos do salário e do subsídio de refeição, que é de 2,55 euros, valor que “não dá para comer uma sandes e beber um sumo”.

“O salário mínimo em janeiro ficará nos 600 euros e um motorista tem um salário de 609 euros, ou seja, grande parte destes motoristas fica com um salário nove euros acima do salário mínimo nacional e é inconcebível”, afirmou Manuel Castelão.

A FECTRANS estimou que “praticamente a totalidade” dos 650 trabalhadores possa aderir à greve.

Entretanto, empresas e trabalhadores entraram em desacordo com a garantia de serviços mínimos para os dois dias de greve.

A FECTRANS “fez uma proposta com 150 motoristas para os serviços mínimos e a empresa já respondeu a dizer que é insuficiente e veio solicitar que sejam asseguradas todas as carreiras que transportam alunos para as escolas”, explicou o dirigente sindical, apelando aos trabalhadores para que “não acatem os serviços mínimos”.

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