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Trabalhadores criticam falta de condições da Conservatória da Marinha Grande

O protesto decorre na segunda-feira entre as 8 horas e as 8h59 para  não prejudicar o atendimento aos cidadãos 

Os trabalhadores da Conservatória do Registo Civil da Marinha Grande vão manifestar-se na segunda-feira contra a falta de condições de trabalho.

“O protesto decorre fora do horário de atendimento, entre as 8 horas e as 8h59, para não prejudicar o atendimento aos cidadãos e tem como objetivo sensibilizar os decisores para os problemas das conservatórias e a falta de condições de trabalho”, adiantou à agência Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, Arménio Maximino.

O dirigente sublinhou que a Conservatória do Registo Civil, Predial Comercial e Automóvel da Marinha Grande tem vários problemas: “A máquina das senhas não funciona e não há senhas para atendimento prioritário, o que provoca protestos, o sistema informático, ou não trabalha, ou é muito lento, o que leva a atrasos no atendimento e prejudica a sua qualidade”.

Arménio Maximino precisou ainda que o quiosque do Cartão do Cidadão está “frequentemente avariado, o que leva a que as pessoas sejam agressivas e insultuosas, as instalações não acautelam a privacidade de atendimento dos cidadãos e a disposição das salas leva a que haja muito ruído e impeça a concentração necessária dos trabalhadores”.

Limpeza deficiente, paredes com bolor e buracos no chão, instalações sem acesso de rampas para pessoas com mobilidade reduzida, obrigando a que “sejam levadas em braços, o que acaba por ser humilhante para os cidadãos”, são outros dos problemas apontados pelo dirigente sindical.

Arménio Maximino adiantou que “tem havido uma tentativa de resolução dos problemas, mas há um certo desinteresse dos decisores”.

“É preciso avançarmos para a denúncia pública, tendo em conta o estado a que chegaram as instalações por falta de investimento”, sublinhou, recordando que este “já foi um serviço de excelência e agora tem falta de qualidade pela degradação a que foi sujeito”.

Segundo referiu, não se trata de falta de dinheiro, pois as “conservatórias têm uma receita de 600 milhões de euros”. “Em vez deste valor ser investido nos serviços, acaba por ser desviado para outros do Ministério da Justiça. Se as pessoas pagam uma taxa, ela deve ser aplicada na melhoria das condições do próprio serviço, o que não sucede”, reforçou.

O dirigente sindical constatou que os funcionários “não estão a pedir aumento de salário, mas condições para trabalhar”.

Arménio Maximino revelou ainda que falta ao setor 1.500 funcionários a nível nacional. “Esta vigília é o acumular do cansaço dos colegas, que estão esgotados de promessas. Não fazemos greve, porque não queremos prejudicar as pessoas”.

A falta de meios de acesso à Conservatória – situada num segundo piso sem elevador – para pessoas com mobilidade condicionada já motivou protestos anteriores, nomeadamente por parte de João Teixeira, que se viu penalizado por não conseguir tratar por exemplo do cartão do cidadão, como noticiou o REGIÃO DE LEIRIA em novembro de 2017.

Lusa

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