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Cavalo foi abandonado “ferido e subnutrido” na Marinha Grande

Cavalo abandonado ferido e subnutrido na Marinha Grande

 

Um cavalo foi hoje encontrado subnutrido e com uma “ferida profunda” junto ao Parque Municipal de Exposições (FAE) da Marinha Grande. A denúncia foi feita pela Associação Protetora de Animais da Marinha Grande (APAMG), após o animal ter sido avistado, durante a manhã, “deitado e sem se mexer”.

A associação contactou a PSP que se deslocou ao local dizendo, no entanto, que “não podia fazer nada”. Os oficiais, segundo a APAMG, tentaram então entrar em contacto com a veterinária municipal, tendo inclusive ido até às instalações municipais, mas “não foi possível localizar ninguém dos serviços veterinários”.

Contactada pelo REGIÃO DE LEIRIA, ao início da tarde, Catarina Contente, responsável da APAMG, informou que o animal “já não está vivo” e que “teve de ser eutanasiado”. Numa publicação na página de Facebook, durante a tarde, a associação explicou mais detalhadamente o sucedido: uma veterinária da zona de Leiria esteve no local e “avaliou o estado de saúde” do cavalo, diagnosticando-lhe tétano e decidindo pelo abate. “Este animal não tinha como sobreviver”, conclui a associação.

A Câmara da Marinha Grande adianta ao REGIÃO DE LEIRIA que “assumirá as despesas da deslocação ao local” da veterinária, serviço que não foi feito internamente por “falta de recursos”. Também as “despesas de transporte do animal”, que ainda se encontra no local, até ser recolhido pelas autoridades competentes, serão asseguradas pelo município.

Em respostas ao nosso jornal, a APAMG refere ainda que situações como esta não são inéditas e que estes animais “são expostos permanentemente às intempéries, passam fome e sede, fazem quilómetros subnutridos, muitas vezes feridos, e sempre carregados com gente e os seus pertences”.

Joana Magalhães
Jornalista
joana.i.magalhaes@regiaodeleiria.pt

3 Comentários

  1. Ana

    Este animal era ainda um potro. Jovem portanto. É com profunda tristeza e sentimento de impotência que, aqui na Marinha Grande, assistimos a estas mortes, a este tipo de sofrimento, uma e outra vez… parece não ter fim. A Câmara Municipal, e mesmo o país não podem aceitar que tantos crimes sejam cometidos, sem tomar medidas de fundo. É possivel que este potro em particular, não pertença à comunidade cigana, mas esta é enorme, aqui, e vive miseravelmente, em tendas feitas com sacos de plástico. O resto da população tem por eles sentimentos muito negativos, que são, infelizmente, compreensíveis e que só têm vindo a aumentar por serem constantes estas mortes e por ser constante a impunidade. Só com a educação e um controlo dos comportamentos é possivel mudar alguma coisa. As entidades competentes, por não agirem, por fingirem que o problema não existe, por fingirem que é normal viverem 50 pessoas no mato, rodeados de cavalos e éguas doentes e de 60 cães esfomeados e cheios de sede, são os maiores culpados! Precisamos de medidas, de ajuda, de soluções. De começar a caminhar para um futuro mais digno, para todos. Já chega!

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    • MARIaR

      A ser verdade é lamentável e só poderá reverter-se esta situação em face de medidas urgentes e tomadas de forma muito coordenada por quem de direito. Que triste fim de um ser inocente e tantas vezes de extrema docilidade e tão amigo de crianças, contribuindo tantas vezes para o seu saudável crescimento. A maior vergonha para o ser que mais esconde os seus erros atrás de um “H”. Cada vez mais perto do espaço quanto da bestialidade.

      Responder
    • ricardo

      Está certíssima, infelizmente.

      Responder

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