O distrito de Leiria, bem como Viana do Castelo, Braga e Porto, no continente, e a costa sul da Madeira estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, disse o meteorologista Bruno Café, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), à agência Lusa.

As temperaturas vão manter-se em vários locais do continente acima dos 30 graus Celsius durante o dia de hoje e sábado.

O aviso amarelo, o terceiro de uma escala de quatro, revela situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

“Está também prevista uma pequena subida da temperatura mínima no norte e centro e da máxima na região norte. Esta noite vamos ter ainda valores da mínima em alguns locais com temperatura igual ou superior a 20 graus. Serão noites tropicais”, indicou.

No sábado, segundo o IPMA, as temperaturas máximas vão continuar na ordem dos 30 graus e até acima em alguns locais.

“Contudo, para sábado há condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros, em especial a partir da tarde e no interior. São dispersos e restringidos a alguns locais. Não é uma situação absoluta. Não serão generalizados a todo o interior”, disse.

Estes aguaceiros não estão previstos para nenhum dos 10 distritos em alerta vermelho decretado na quinta-feira pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) por causa do risco agravado de incêndio devido à previsão de calor.

Os 10 distritos são Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu.

Em conferência de imprensa realizada na sede da ANEPC, em Carnaxide, segundo a comandante Patrícia Gaspar alertou para um “cenário sério e complexo” que se irá verificar nas próximas 48 horas devido às condições meteorológicas, o qual pode potenciar a ocorrência de incêndios florestais.

Também o Governo decidiu declarar a situação de alerta em Portugal continental entre as 00h01 de sexta-feira e as 23h59 de sábado, devido ao “agravamento do risco de incêndio” decorrente do estado do tempo. Com esta situação de alerta passam a estar em vigor “medidas bastante restritivas relativamente ao uso do fogo”.

Lusa