A exposição está patente até dezembro de 2020 Fotos: Joaquim Dâmaso

A exposição “Plasticidade – Uma história dos plásticos em Portugal”, patente no Museu de Leiria, foi distinguida com o Prémio Dibner, atribuído às melhores exposições mundiais, anunciou a Society for the History of Technology (SHT).

A SHT, sociedade internacional para a história da tecnologia, considerou “Plasticidade” o melhor trabalho de 2019 a comunicar com o público, atribuindo pela segunda vez o Prémio Dibner a distinção a uma exposição portuguesa.

“Plasticidade – Uma história dos plásticos em Portugal” aborda desde a importância histórica do plástico às repercussões científicas, sociais, artísticas, económicas, tecnológicas e ambientais do seu uso na sociedade contemporânea.

Os conteúdos apresentados na exposição resultam de um vasto processo colaborativo que envolveu a comunidade da região de Leiria, território pioneiro na indústria transformadora de plástico em Portugal. E mostram como o plástico revolucionou a vida quotidiana ao longo do último século: das embalagens às próteses, passando pelos têxteis, materiais de construção, móveis, tintas, automóveis ou computadores, está em todo o lado.

Inaugurada em abril deste ano, “Plasticidade” apresenta no Museu de Leiria fotografias, objetos, máquinas, documentação e registos orais das memórias dos trabalhadores. Muito do espólio foi cedido por particulares, museus, centros de investigação e empresas transformadoras de plástico.

A exposição resulta da parceria entre o Museu de Leiria, o município de Leiria e o projeto de investigação “O Triunfo da Baquelite – Contributos para uma história dos plásticos em Portugal”, desenvolvido no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

O prémio Dibner foi instituído em 1985, por iniciativa do engenheiro, industrial e historiador norte-americano Bern Dibner, para distinguir museus e exposições que melhor comuniquem ao público a história da tecnologia, indústria e engenharia.

Desde a fundação já foi atribuído a instituições como o Instituto Smithsonian, Museu Nacional de História Natural e Museu Henry Ford, nos Estado Unidos da América, Museu da Ciência e da Indústria de Manchester, Museu de Londres e Observatório Real de Greenwich, no Reino Unido, Museu Powerhouse, na Austrália, e Museu da Medicina, na Dinamarca. Em 2018 foi entregue ao Museu Finlandês dos Jogos.

É a segunda vez na história que o Dibner vem para Portugal. Em 2003, o prémio foi para “Engenho e Obra – Engenharia portuguesa no século XX”, trabalho do Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico, IN+, em colaboração com o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, exposição então coordenada pelo atual ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor.