Há um ano, em Bouça de Cá, já eram evidentes os sinais de oposição à eventual exploração de gás natural Foto: Joaquim Dâmaso

A Junta de Freguesia da Bajouca convoca toda a população para uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia a realizar esta sexta-feira, dia 22, com um único objetivo: definir um plano de ação para impedir a prospeção e exploração de gás na Bajouca.

Segundo a autarquia, “chegou o momento de agir”, de “voltar a tocar o sino a rebate`” e de “nos juntarmos todos” para travar esta batalha.

“A presença de todos é fundamental” para definir “uma estratégia e ações para demonstrar à Australis e outras entidades com poder de decisão que a população da Bajouca não aceita e não permitirá prospeção e muito menos exploração de gás ou qualquer outro combustível fóssil na freguesia”, argumenta a Junta.

Ao REGIÃO DE LEIRIA, o presidente, Pedro Pedrosa, justifica a iniciativa com a necessidade de reforçar a posição da população antes da conclusão do Estudo de Impacto Ambiental, que estará para breve. “Achamos que era agora ou já poderá ser tarde. Está na hora de agitarmos isto outra vez para fazer pressão e tentar que a empresa recue” nas suas intenções.

Afirmando-se otimista quanto à adesão da população, adianta que o salão paroquial onde irá decorrer a reunião, pelas 21 horas, tem capacidade para mais de 600 lugares sentados. E acrescenta que foram também convidadas as freguesias de Monte Redondo e Carreira, Bidoeira de Cima, Souto da Carpalhosa e Ortigosa, Carnide, e Ilha, Guia e Mata Mourisca.

Solidário com as preocupações da Bajouca, o executivo da Junta de Monte Redondo e Carreira lançou também um apelo à sua população para estar presente e unir esforços nesta luta.

“A freguesia da Bajouca, em particular, e o norte do concelho de Leiria, em geral, vivem um momento decisivo” face ao “potencial atentado à nossa qualidade de vida” que representa o projeto da Australis, sustenta a autarca Céline Gaspar nesse convite. “A união de todos será a chave para um desfecho em prol da população de hoje e de todas as gerações futuras”, conclui.

MR