Mais de 500 atletas em 26 clubes da zona centro do país foram identificados na última semana, no âmbito de uma operação do Serviço de Estrangeiros e  Fronteiras (SEF), direcionada para a verificação das condições de entrada e permanência de futebolistas estrangeiros a exercer a atividade.

Dos 502 atletas identificados em clubes dos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Viseu e Castelo Branco, 194 eram estrangeiros. 

“Destes, foram detetados 10 em situação documental irregular, ou seja, não habilitados à prática de qualquer atividade em Portugal, tendo nove sido notificados para abandono voluntário do país, no prazo de 20 dias, sob pena de, em caso de incumprimento, virem a ser detidos e objeto de processos de afastamento coercivo”, informa o SEF. Um outro cidadão foi notificado para comparência no SEF, uma vez que dispunha de condições para requerer a respetiva regularização documental.

No decorrer da operação, “foram  efetuadas buscas domiciliárias na residência de um agente desportivo, o qual foi constituído arguido por auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, tendo ainda sido constituído arguido um atleta, por falsificação de documentos, e um clube, por auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos”, refere a mesma fonte.

Na última ação do mesmo género, realizada pelo SEF, no final de 2018, num universo menor de clubes e atletas estrangeiros identificados, cerca de 18% estavam em situação ilegal, sendo que agora essa percentagem ficou-se pelos 5%, dá conta o SEF.

Esta operação tinha como objetivos a prevenção e a sinalização de situações enquadráveis em comportamentos criminalizados, designadamente tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal, mas também o propósito de apurar qual o grau de cumprimento das determinações legais e regulamentares, do ponto de vista desportivo em vigor, algumas recentemente implementadas pela Federação Portuguesa de Futebol, num trabalho desenvolvido em conjunto pelo SEF, FPF, Liga e Sindicato de Jogadores.