Sem desfiles, o 1º de Maio foi assinalado esta sexta-feira em Leiria, com meia centena de dirigentes e delegados sindicais de várias estruturas da região.

O encontro, organizado pela União de Sindicatos do Distrito de Leiria (USDL) aconteceu pelas 15 horas, como previsto, no largo do Papa, com o afastamento recomendado entre os vários participantes e o uso de máscaras.

A iniciativa, que decorreu sob o lema “Lutar! Defender a Saúde e os Direitos dos Trabalhadores / Garantir Emprego /Salários / Serviços Públicos” foi marcada por algumas intervenções.

Não obstante o número limitado de participantes, decorrente das exigências de confinamento impostas para combater a propagação da Covid-19, lembraram estar a representar milhares de trabalhadores que gostariam de comemorar o Dia do Trabalhador em defesa dos seus direitos.

Várias placas foram erguidas para denunciar o que consideram ser abusos de entidades patronais no contexto da atual pandemia, nomeadamente despedimentos, férias forçadas ou atrasos nos pagamentos dos ordenados.

“Estaremos, na rua, em representação dos trabalhadores dando voz à denúncia do desemprego, dos cortes de um terço nos salários, dos despedimentos ilegais, da destruição da vida de tantos trabalhadores e à exigência de tomada de medidas”, referiu Etelvina Rosa ao REGIÃO DE LEIRIA na véspera da efeméride.

“Os direitos dos trabalhadores são para cumprir, independentemente da pandemia”, acrescentou a sindicalista.

“A comemoração do 1º de Maio é sempre um momento importante da luta dos trabalhadores, assinalar nesta altura, o Dia do Trabalhador é, ainda, mais importante”, reforçou por sua vez a USDL.

A ação foi acompanhada por uma dezenas de agentes da PSP, que se mantiveram de prevenção no local.

Além desta concentração, a cidade esteve pouco movimentada ao início da tarde.