Diversão e sensibilização são as palavras chave do “Leiria 1437”, evento que o município vai promover em substituição do Leiria Medieval, cancelado devido à pandemia de covid-19.

O programa decorre nos fins de semana de 18, 19, 25 e 26 de julho e tem uma componente de animação cultural na cidade e em algumas freguesias do concelho.

Em simultâneo, constitui uma campanha de sensibilização para o uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

A Câmara de Leiria explica, em comunicado, que não serão anunciados os horários ou locais onde vão decorrer os espetáculos, “de modo a não contribuir para ajuntamentos de pessoas”.

“Opta-se, assim, por um registo que surpreenderá os utilizadores do espaço público que serão surpreendidos pelas atuações dos grupos participantes”, acrescenta.

Sob o tema “Leiria de 1437”, a programação será assegurada pelos grupos Marimbondo, Tentart, Boca de cão, Thorsten, Lega Senso, Te-Ato, O Nariz, O Gato, Manipulartes, Teatro ApolloSport Operário Marinhense, Sport Império Marinhense, CaosArte, Teatro AlguidarEspada Lusitana, Tocándar, Lôa Trovadoresca, Encerrado para Obras e Porta da Traição.

Os grupos “vão oferecer, num registo deambulante, momentos de diversão e sensibilização da cidade”.

A iniciativa cultural foi criada por forma a “apoiar financeiramente” os profissionais da cultura que “colaboram regularmente na recriação histórica”.

A Câmara de Leiria revela ainda que no próximo ano, o Leiria Medieval “encherá de novo as ruas e as praças” da cidade, sob o tema Cortes de 1438.

Também em Óbidos, a habitual recriação medieval vai ser vivida de forma adaptada à pandemia. A vila tem uma entrada diária limitada a 875 visitantes mas um dos grandes eventos do concelho não será esquecido.

O Mercado Medieval de Óbidos celebra, este ano, 18 anos e a maioridade chega apenas com um roteiro medieval pelas ruas da vila, a funcionar nos meses de julho e agosto.

“O visitante terá a oportunidade de se sentir como um rei, dono e senhor do seu trono”, avança o município, em comunicado. “A dor e a exposição pública também farão parte da experiência, assim como os momentos de festa tão apreciados pelas classes mais nobres da época”, completa.

O percurso está disponível com indicações no local e também em suporte digital, através da leitura de QR Code com o telemóvel.