O município de Leiria anunciou esta terça-feira, dia 4, que manifestou junto dos CTT a necessidade de criação e de implementação de medidas face aos atrasos verificados na entrega de correio no concelho.

Em carta enviada ao presidente do conselho de administração dos CTT, o presidente da câmara municipal, transmitiu a “indignação dos munícipes pela contínua degradação do serviço prestado” e exige “soluções que permitam agilizar e reduzir os tempos de entrega da correspondência”.

O autarca, Gonçalo Lopes, refere que a pandemia de Covid-19 prolongou os atrasos “de várias semanas e até meses”, “com as graves consequências que tal situação poderá acarretar na vida dos munícipes, empresas e instituições do nosso concelho”.

“O atraso na entrega de diversas cartas de serviços essenciais continua a ser dos assuntos mais visados pelos munícipes, situações muito graves que podem levar à instauração de processos de contraordenação, à aplicação de juros de mora e à perda ou corte no pagamento de pensões de reforma, sem que exista uma responsabilidade que possa ser imputada aos munícipes, às empresas e às instituições”, lê-se na carta.

Na reunião de câmara municipal desta terça-feira, dia 4, Gonçalo Lopes acrescentou que se tem verificado “uma péssima qualidade do serviço prestado no concelho” e mostrou o seu “repúdio pelo desinvestimento em Leiria, pelo qual o município se sente lesado em milhares de euros”.

O presidente da câmara referia-se às 800 mil cartas enviadas anualmente pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Leiria, com um custo aproximado de 400 mil euros, cuja falta de entrega obriga a despesa com o envio de novas faturas.

“Não houve resposta às várias solicitações do município”, explicou o responsável, justificando a carta enviada aos CTT e sugerindo o aumento do número de trabalhadores, pois é “necessário recuperar a qualidade do serviço prestado antes da Covid-19”.