“A situação que se está a viver aqui é dramática, repito, dramática, mais grave ainda do que aquela que é grave no todo nacional “, defendeu o deputado do PSD, João Moura, em Fátima.

Hoje, o líder parlamentar do PSD, Adão Silva, acompanhado do deputado do concelho, João Moura, e dos deputados eleitos pelo distrito de Santarém, ouviu os responsáveis de associações locais no sector da economia, além do reitor do Santuário de Fátima, sobre a situação económica e social.

O país baixou muito os níveis de turistas, mas em Fátima colapsou”, afirmou o deputado de Ourém, assinalando que, “deixou de haver aqueles que sustentavam o turismo de Fátima”, numa referência aos grupos de peregrinos vindos da Coreia ou Estados Unidos, Brasil, Itália, entre outros países, que garantem, habitualmente, um elevado fluxo de estrangeiros ao Santuário.

Agora, o PSD pretende explicar aos membros do governo e aos deputados do Parlamento, o carácter excepcional de Fátima e a necessidade de “apoios à economia, à alavancagem das empresas” de modo a que “as pessoas acautelem os seus empregos” e as empresas “consigam sustentar os seus empregados “.

Isto porque “já há casos concretos de encerramento” de unidades hoteleiras e outras que não abriram portas desde o início da pandemia, revelaram ao final da manhã, após o encontro.

As medidas que irão apresentar passam por “prolongar as moratórias”, aproveitar os “incentivos que vêm aí da União Europeia”, adiantou João Moura, apontando que a situação da TAP a necessidade de “manter as rotas para determinados países” também foi aflorada durante os contactos com empresários.

 “Tínhamos a noção que a situação é grave. Hoje ganhamos uma noção mais detalhada” para o debate de 16 de outubro e que “se pretende despartidarizado” realçou o líder parlamentar Adão Silva, adiantando que espera que “o governo aponte soluções”.