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Figueiró dos Vinhos

Figueiró dos Vinhos investiu 360 mil euros na requalificação da igreja matriz

Monumento nacional desde 1922, a Igreja de São João Baptista esteve em obras desde julho de 2018. A inauguração é esta sexta-feira, 13 de novembro.

A requalificação da igreja matriz de Figueiró dos Vinhos, um investimento que ronda os 360 mil euros, vai ser inaugurada na sexta-feira, anunciou hoje a Câmara Municipal.

Classificada como monumento nacional, em 1922, a igreja de São João Baptista foi objeto de uma “intervenção profunda ao nível da requalificação do exterior do edificado, bem como ao nível do restauro e conservação do seu património artístico e móvel”, refere em comunicado a autarquia presidida por Jorge Abreu.

Os trabalhos foram realizados ao longo de 27 meses, ao abrigo de uma candidatura ao programa operacional Centro 2020, cujo investimento total aprovado, de 356.236 euros, teve uma comparticipação de 254.997 euros do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER).

A empreitada arrancou em julho de 2018 e teve duas fases de intervenção: “Obra de reabilitação e restauro de património – Igreja matriz de Figueiró dos Vinhos” e “Conservação e restauro de património integrado e móvel da igreja de São João Baptista – Matriz de Figueiró dos Vinhos”.

Ao longo de mais de dois anos de “trabalho profundo e intenso”, verificaram-se alguns “atrasos provenientes quer pelo caráter da intervenção em si, quer pela oportunidade de incluir artigos patrimoniais artísticos e móveis ao projeto inicial”, explica a Câmara de Figueiró dos Vinhos.

“As obras, pela sua particularidade, careceram de parecer emitido pela Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), o que determinou que a intervenção exterior fosse condicionada ao acompanhamento arqueológico de todas as ações que impliquem remoção de terras”, adianta.

No decorrer dos trabalhos, segundo a nota, “foram identificados vários contextos sepulcrais com a presença de vestígios osteológicos humanos, que obrigaram (…) a escavação arqueológica e respetivo acompanhamento e emissão de pareceres competentes de técnicos da DRCC, o que determinou, muitas vezes, a paragem e reajuste dos trabalhos” planeados.

Mas também a conservação e o restauro, “sendo um trabalho muito pormenorizado, em que se tem de fazer a identificação do bem, (…) respeitando o significado estético, histórico e espiritual e a sua integridade física, são, por si só, um trabalho moroso que depende sempre do estado de preservação em que as próprias peças se encontram”.

Presidida pela secretária de Estado adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, a cerimónia está marcada para as 15:00, devendo ainda estar presentes a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno, e o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Gonçalo Lopes, entre outros convidados.