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Saúde

DGS cria guia para ajudar a preparar lanches escolares saudáveis

Segundo a DGS, o consumo elevado de refrigerantes e/ou néctares é uma realidade, principalmente entre os adolescentes. Estima-se que 42% dos adolescentes bebem diariamente refrigerantes (consumo diário ≥220g/dia)

Foto: www.personalcreations.com 

Escolher pães sem adição de açúcar e de gordura, como por exemplo pão de centeio em detrimento do pão de leite. Já o leite e derivados, como iogurtes e queijos, cereais e pão, fruta, hortícolas e frutos gordos, em pequenas porções e sem adição de sal, constituem por outro lado melhores opções do que refrigerantes, barras de cereais, bolachas ou sumos de fruta.

Estas são algumas das mensagens do guia prático que a Direção-Geral da Saúde (DGS) dedica aos lanches escolares saudáveis e que pode ser consultado em https://bit.ly/3msEdAT.

O manual lançado esta semana contém propostas de lanches e porções adequadas por idades, receitas e “sugestão de uma ementa que mostra que é possível garantir variedade, utilizando na sua grande maioria (mais de 90%) alimentos que se enquadram no grupo dos ‘a privilegiar’”.

A DGS justifica a importância da iniciativa pelo facto de 25% da ingestão energética diária das crianças e jovens provirem dos lanches, sendo “habitualmente consumidos produtos alimentares com pouco valor nutricional”, como batatas fritas, bolachas ou bebidas açucaradas com elevado teor de sal, gordura e ou açúcar.

Recorda ainda que, em Portugal, 29,6% das crianças entre os 6 e os 9 anos têm excesso de peso, incluindo obesidade.

O confinamento pode ainda ter prejudicado o combate à obesidade infantil devido à alteração das rotinas das crianças e jovens. “Sabemos que a pandemia provavelmente veio colocar grandes desafios e pode, de facto, estar a pôr em causa os progressos que estávamos a conseguir obter ao nível da prevalência da obesidade infantil”, disse à agência Lusa Maria João Gregório, responsável pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, reconhecendo que muitas crianças alteraram as suas rotinas, com aulas em formato não presencial e menor atividade física.

Maria João Gregório frisa ainda que é importante ter em conta não só a diferença entre o lanche da manhã e o lanche da tarde (que pode ser mais reforçado), mas também as porções, exemplificando: “as crianças mais pequenas devem consumir porções menores”.

“No que diz respeito à distribuição energética total, o lanche da manhã pode representar entre 5% e 10% e o lanche da tarde entre 10% e 15%”, explica. “O lanche da manhã para uma criança entre 3 e 9 anos de idade pode ser um pacote de leite simples e uma peça de fruta, ou iogurte e uma peça de fruta, e um lanche da tarde já pode ser para esta mesma faixa etária meio pão com queijo e, eventualmente, alguns hortícolas, como palitos de cenoura, ou também frutos gordos, como nozes e amêndoas”, sugere.

Os dados do último Inquérito Alimentar Nacional indicam que é no grupo das crianças e dos adolescentes que se verificam hábitos alimentares mais desequilibrados. Relativamente ao consumo de fruta e hortícolas, 69% das crianças e 66% dos adolescentes portugueses não atingem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) referente a um consumo diário de, pelo menos, 400 gramas.42%

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