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Mercado

Empresas da região pagam propinas aos “bons” alunos do Politécnico de Leiria

As bolsas + Indústria resultam de um protocolo entre Politécnico, Cefamol e Nerlei assinado em 2013

imagem exterior das residências de estudantes do Politécnico de Leiria

O desempenho de 28 estudantes do Politécnico de Leiria foi reconhecido, no passado dia 16 de abril, através da atribuição de bolsas de estudo, suportadas por várias empresas da região. A iniciativa decorre ao abrigo do programa + Indústria que, na edição deste ano, voltou a comtemplar a remodelação de cinco quartos nas residências de estudantes, no âmbito do programa de “labelling”.

O + Indústria resulta de um protocolo de cooperação assinado em 2013 entre aquela instituição de ensino superior, a Associação Empresarial da Região de Leiria (Nerlei) e a Associação Nacional da Indústria de Moldes (Cefamol) e, este ano, assumiu um novo formato. Contrariamente às edições anteriores, que premiavam o mérito dos melhores estudantes que ingressavam anualmente no Politécnico, agora distingue os estudantes com melhor desempenho académico ao longo do curso.

As empresas que, este financiam as Bolsas + Indústria são a Aki-D’el-Mar Mariscos, Bollinghaus Steel, Bourbon, Caixa de Crédito de Leiria, Classe Frutas, Geocam, ínCentea, La Redoute, Martos, Maxiplás, MoldesRP, Grupo Moldoeste, Pearlmaster, Planimolde, Plastimago, Ribermold, Solancis, TJ Moldes e Erofio.

Os alunos contemplados pertencem aos cursos de Engenharia Mecânica (7); Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (6); Marketing (3); Engenharia e Gestão Industrial (3); Engenharia Informática (3); Contabilidade e Finanças (1); Gestão (1); Engenharia Civil (1); Engenharia Alimentar (3).

“Este ano foi trabalhado com os empresários numa perspetiva de estimular ainda mais a aproximação dos estudantes às empresas, nomeadamente estimulando os períodos de imersão, em contexto empresarial. E por outro lado, em vez das bolsas serem atribuídas em função da média dos melhores estudantes que entram no ensino superior, são atribuídas em função do sucesso e do mérito dos estudantes depois de entrarem no ensino superior, ficando uma parte relacionada com a concretização da imersão em contexto empresarial”, afirmou o presidente do Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa, citado na nota de imprensa enviada às redações.

Por sua vez, o presidente da CEFAMOL, João Faustino, defendeu que a alteração implementada este ano no modelo de atribuição de bolsas permite “valorizar, sobretudo, o desempenho académico dos estudantes, na sua formação», criando «mais interação e ligação com as empresas que investem nesta iniciativa”.

“Este projeto tem como génese a aproximação da academia às empresas. As nossas indústrias estão diariamente expostas a novos desafios, que só com conhecimento e saber poderemos ultrapassar. Os estudantes formados no Politécnico de Leiria são sobejamente conhecidos pois são treinados para enfrentar novos desafios e pensar mais rápido. Serão uma mais-valia para aumentar as nossas competências”, afirmou João Faustino.

As Bolsas + Indústria permitem aos alunos o desenvolvimento de atividades em conjunto com as empresas, estimulando a formação em contexto de trabalho, o desenvolvimento de projetos, a utilização prática dos conteúdos programáticos das unidades curriculares, uma primeira interação com a realidade de trabalho e a identificação e potencialização das ações e projetos conjuntos.

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