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Sociedade

Região de Leiria tem 13 concelhos em risco elevado e muito elevado de incêndio

Com a subida das temperaturas, alguns concelhos vão passar a risco máximo até domingo, segundo previsões do IPMA

A região de Leiria conta esta quarta-feira com nove concelhos em risco muito elevado de incêndio e quatro em risco elevado, numa atura em que se prevê uma onda de calor em em Portugal continental com temperaturas a subir até ao fim de semana.

Entre os 80 concelhos que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou em risco muito elevado de norte a sul do país, estão Alvaiázere (com temperaturas máximas previstas para hoje de 31,5 graus), Ansião (31,8 graus), Batalha (27,8 graus), Castanheira de Pera (32,2 graus), Figueiró dos Vinhos (31,2 graus), Marinha Grande (23,6 graus) Ourém (29 graus ), Pedrógão Grande (34,2 graus), Pombal (29,8 graus) e Porto de Mós (27,2 graus).

Já em risco elevado, estão 40 concelhos de vários distritos, entre os quais Alcobaça (com máximas previstas de 26,8 graus), Ansião (31,8 graus), Caldas da Rainha (23 graus) e Leiria (25,3 graus).

O restante território apresenta um risco moderado e reduzido, consoante a região, sendo também o caso do Bombarral, Nazaré, Óbidos e Peniche.

O IPMA prevê contudo um agravamento do risco de incêndio até ao final da semana também para a região de Leiria, com temperaturas máximas a rondar os 34 graus em alguns concelhos do norte do distrito.

Até domingo, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, e Ourém passarão a integrar os concelhos em risco máximo, enquanto o nível de risco subirá de elevado para muito elevado em Ansião, e de moderado a elevado no Bombarral e em Óbidos.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O período crítico de incêndios dura até final de setembro e, até lá, é proibido fazer queimadas extensivas ou queima de amontoados sem autorização, usar fogareiros ou grelhadores em todo o espaço rural, e fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais. É proibido ainda lançar balões de mecha acesa ou foguetes ou fazer trabalhos na floresta que possam originar faíscas.

De acordo com o IPMA, espera-se que até ao fim de semana as temperaturas mais elevadas sejam registadas no interior norte e centro, assim como no interior do Alentejo e em alguns locais do Algarve, devido ao “transporte de uma massa de ar quente e seco oriunda do norte de África”. Para o litoral norte e centro é esperada uma subida de temperatura a partir de sexta-feira, prevendo-se ainda “noites quentes em muitos locais, nomeadamente da região Sul, podendo registar-se temperaturas mínimas da ordem de 25°C no Algarve entre os dias 13 e 15 de agosto.

António Costa pede “cuidados acrescidos” numa altura de maiores riscos de incêndios

O primeiro-ministro, António Costa, apelou hoje a que os portugueses tenham “cuidados acrescidos” na prevenção de incêndios, numa altura em que a meteorologia indica “que os próximos dias serão dias de riscos acrescidos”.

“A meteorologia indica-nos que os próximos dias serão dias de riscos acrescidos, e por isso temos que ter cuidados acrescidos”, afirmou António Costa numa curta declaração em vídeo, citado pela agência Lusa.

Relembrando que as “televisões têm mostrado imagens terríveis do que tem acontecido em outros países nas últimas semanas devido a temperaturas muito elevadas”, o primeiro-ministro frisou que ninguém quer ver esse cenário “outra vez” em Portugal.

“Por isso, cada um de nós tem que se empenhar em ter todos os cuidados para evitar que os incêndios sejam de novo uma tragédia em Portugal”, realçou.

O chefe do executivo indicou ainda que, nos últimos três anos, se alcançou uma redução de 50% no número de incêndios, assim como uma redução de 64% da área ardida quando comparado com a década anterior.

“Este é um resultado que é fruto do trabalho dos diferentes agentes de proteção civil – dos bombeiros em particular – mas, sobretudo, fruto da ação cívica dos portugueses, na limpeza dos terrenos e no evitar comportamentos de risco. Esta é uma tendência que temos que manter para segurança de todos”, apontou.

Nesse sentido, e apesar de afirmar que, “em caso de necessidade”, se pode “contar com os agentes da proteção civil” e com os bombeiros, António Costa reiterou o apelo para que “cada um” evite “aqueles comportamentos que são os comportamentos dos quais se desencadeiam involuntariamente muitos incêndios”.

“Tenha cuidado. Cuide de si, cuide dos outros, cuide da nossa floresta, cuide do nosso país”, afirmou António Costa.

Com Lusa

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