Num vale profundo da freguesia de Campelo, Alge é a aldeia berço da ribeira que lhe dá o nome. É na junção das águas do Porto Espinho e do Sobral Chão, que a Ribeira de Alge tem a sua nascente, iniciando o percurso de 46 quilómetros até ao rio Zêzere. Neste cenário de frescura, seis cavalos de raça garrana, espécie milenar em vias de extinção, assumem o papel de guardiões da floresta, integrando uma estratégia de resiliência que une a biodiversidade ao desafio que é inverter o ciclo de abandono, enquanto protege o património da ameaça dos incêndios.
A aldeia da “água fria” que os cavalos garranos ajudam a proteger em Figueiró dos Vinhos
Em Alge, seis cavalos prestam “serviços de ecossistema”, limpando as áreas de mato, num projeto da Comissão de Compartes dos Baldios de Alge e Lugares Anexos.