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Ourém

Carolina Vieira propõe o “renascer do Agroal”

Projeto da arquiteta de 26 anos prevê a edificação de um balneário termal, um hotel e um restaurante.

foto do presidente da Câmara de Ourém Luís Albuquerque com Carolina Vieira

“Devolver ao Agroal a sua essência original” está na base da proposta “revitalizadora de uma estância termal para o Agroal”, em Ourém. O projeto de Carolina Vieira, tema da dissertação de mestrado da arquiteta de 26 anos, do Pinheiro, Ourém, valeu-lhe o prémio Jovem Universitário do Município de Ourém, no valor de mil euros.

A exsurgência termal de águas frias do Agroal, associada aos poderes medicinais, (cura de doenças do foro dermatológico) foi “perdendo o seu carácter terapêutico para dar lugar às práticas veraneantes”, reflete a jovem que apresenta uma proposta que visa permitir aos visitantes usufruírem dos “espaços criados, em busca do relaxamento e bem-estar desejados, sem nunca esquecer a ligação deste espaço à tradição dos banhos”. Todo o projeto procura aliar “a memória do lugar às novas tipologias arquitetónicas, bem como à vivência do espaço urbano, possibilitando o convívio entre todos os utilizadores”.

Para tal, Carolina Vieira propõe a construção de três edifícios: um destinado ao balneário termal, um hotel e um restaurante, para o desenvolvimento turístico. A sua proposta, aponta para a requalificação da zona envolvente, incluindo as duas margens do rio, e sugere a criação de uma bolsa de estacionamento subterrânea, cuja entrada se localize junto a um posto de turismo, criado com o objetivo de dinamizar toda a zona envolvente.

Na dissertação, recomenda a criação de percursos pela paisagem para contemplar a beleza natural de várias cotas diferentes, sendo que para resolver o problema do desnível, que poderia causar dificuldades aos visitantes, aventa a possibilidade de rampas de acesso ao interior dos diferentes edifícios que compõem a estância termal, e que servem de patamares intermédios de descanso e de estar e ainda funcionam como pequenos miradouros.

Carolina Vieira não tem estimativa dos custos deste projeto que não foi apresentado ao Município, apenas defendido como trabalho académico.

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