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Batalha

Ministério Público quer jovem da Batalha julgado por terrorismo

O caso reporta-se ao jovem que, em fevereiro, terá planeado atacar a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Ministério Público sustenta que o jovem planeava "matar indiscriminadamente várias pessoas” na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

O jovem, natural da freguesia de São Mamede, Batalha, e quem fevereiro deste ano foi detido por suspeita de planear um ataque à faculdade onde era aluno, deve ser julgado por terrorismo. Esse é o entendimento do Ministério Público.

Numa nota divulgada na página do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa, é referido que o Ministério Público “requereu o julgamento, perante tribunal coletivo, de um arguido, de 18 anos, pela prática de dois crimes de terrorismo, um na forma tentada, e um crime de detenção de arma proibida”.

O caso reporta-se ao jovem que terá planeado atacar a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Segundo a nota do DIAP Regional de Lisboa, hoje revelada, depois de detido pela Polícia Judiciária, o jovem ficou em prisão preventiva. Todavia, essa medida foi, entretanto, substituída pelo internamento preventivo.

Segundo os dados da acusação, hoje revelados, os intentos do jovem tinham meses.

“O arguido, desde setembro de 2021, delineou e decidiu executar um plano que visava praticar um ataque na Universidade de Lisboa, em concreto da Faculdade de Ciências, com o objetivo de matar indiscriminadamente várias pessoas”, refere a nota divulgada esta segunda-feira.

Para além disso, aponta o DIAP, “o arguido tinha ainda a intenção de provocar incêndio e explosões nas instalações daquela Faculdade, utilizando para isso meios incendiários de diversa natureza, facas e outras armas, e engenhos explosivos construídos de forma artesanal”.

A acusação adianta ainda que durante várias semanas, o jovem da Batalha, reuniu as armas para levar a cabo a ação: “entre janeiro e 10 de fevereiro de 2022, o arguido muniu-se de todas as armas e artigos que pretendia para efetuar o ataque, tendo definido em concreto os locais, a data e o número de pessoas que pretendia atingir”.

As redes sociais foram igualmente um meio usado para o jovem  que “transmitiu as suas intenções de concretizar o plano em diversas mensagens de rede sociais”.

O jovem é natural do concelho da Batalha, de uma aldeia na freguesia de São Mamede e estava a estudar em Lisboa. Anteriormente, tinha sido aluno na Escola Secundária da Batalha, onde concluiu o ensino secundário.

Dias antes da data prevista para o ataque, e que seria o dia 11 de fevereiro deste ano, “uma pessoa não identificada que teve conhecimento daquelas mensagens denunciou a situação ao FBI que transmitiu a informação à Polícia Judiciária, permitindo assim a realização e diligências que conduziram à detenção do arguido em flagrante delito”, avança o DIAP Regional de Lisboa.

Quando decorreram as buscas domiciliárias, “o arguido tinha na sua posse todos os objetos que adquiriu para execução do plano”, reforça a mesma nota.

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