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Sociedade

Livro de franco-portuguesa sensibiliza crianças para o risco dos fogos

O livro de contos “Pinhal do Rei”, em português, e “Pinède du Roi”, em francês, tem como público-alvo crianças dos 9 aos 12 anos.

foto da capa do livro pinhal do rei

Em 2017, o grande incêndio do Pinhal de Leiria em 2017 levou as chamas para muito próximo do Pilado, aldeia do concelho da Marinha Grande de onde o pai é natural. Esse foi o impulso que a levou Adeline Grilo, nascida em França, a escrever um livro infantil em francês e português com sete contos sobre a floresta e a região.

“Eu não tenho solução, nem julgo o que aconteceu no meu livro. O que quero é sensibilizar o público mais jovem. Já depois dos incêndios de outubro de 2017, falei com o cônsul-geral de Paris, porque fiquei devastada, e questionei-o sobre o que poderíamos fazer. Os portugueses que vivem em Portugal e os portugueses que vivem fora. Esta foi a minha forma de contribuir”, disse Adeline Grilo, que também viveu vários anos em Portugal.

O livro de contos “Pinhal do Rei”, em português, e “Pinède du Roi”, em francês, tem como público-alvo crianças dos 9 aos 12 anos e foi publicado em março.

Com a edição apoiada pela Câmara Municipal da Marinha Grande, a versão portuguesa está a ser distribuída em vários municípios afetados pelos incêndios. Por exemplo, no Sabugal, de onde é originária a mãe de Adeline Grilo, 300 crianças receberam o livro no Dia do Ambiente.

Já em França, o livro está disponível em várias bibliotecas e mediatecas da região parisiense como Colombes, Groslay e Brunoy. O livro também vai ser proposto às associações portuguesas em França que ensinam português aos mais jovens.

“Escrevi nas duas línguas, primeiro em francês e depois em português. Era importante escrever em português porque se trata de incêndios e estamos a ver como este tema é importante e universal. Uma árvore que queima em Portugal, em França ou na Austrália é sempre um problema”, explicou Adeline Grilo.

Com uma carreira como assistente de direção, esta é a primeira obra de Adeline Grilo, inspirando-se nas conversas que teve com a avó paterna sobre o Pinhal de Leiria e as memórias das férias passadas em Portugal entre o Sabugal e Pilado. A autora nunca tinha pensado enveredar por uma carreira literária, mas o incêndio do Pinhal de Leiria despertou em si esta vontade.

“Nunca me tinha imaginado a escrever, uma coisa é gostar de ler, outra é escrever. Lancei mesmo um projeto de biblioteca para a aldeia do meu pai e interessava-me por livros para crianças. Mas em 2019 escrevi uma primeira história, fiz depois um ateliê de escrita e escrevi o primeiro conto para este livro”, indicou.

O livro, tanto na versão francesa como portuguesa, conta ainda com as ilustrações de Gonçalo Dias.

Adeline Grilo já está a trabalhar na sua segunda obra, que ainda não tem data de edição, mas que versará sobre o Sabugal, sendo desta vez na forma de prosa e dirigida também a um público infanto-juvenil.

Com Lusa

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