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Cultura

Video art: mimo estreia novo espaço dedicado ao audiovisual

Abertura é este sábado, dia 17, às 17 horas. Antes, no mimo, há extensão do festival Curtas de Vila do Conde.

"Nexum", Flavia Mazzanti (Áustria): "'Nexum' questiona como nós, como indivíduos, dependemos, psicologicamente, dos nossos espaços habitados e, como nós, como sociedade, estamos a influenciar e a ser influenciados pelo que nos rodeia. A narrativa acompanha as deslocações quotidianas da protagonista por diferentes espaços urbanos, públicos e privados, e a sua forma de interação e troca com eles. Uma segunda camada paralela mostra, de forma ficcional, o impacto dos diferentes domínios na sensação afetiva dos protagonistas, refletindo sobre como a interação em diversos ambientes gera diferentes comportamentos psicológicos"

“Nexum”, da austríaca Flavia Mazzanti, “Indiginatu_2”, do luso-guineense Welket Bungué, e “Eco”, de Francesca Leoni e Davide Mastrangelo (Itália), são as três obras selecionadas para inaugurar Mimo Video Art, novo projeto que o mimo – Museu da Imagem em Movimento apresenta a Leiria no sábado, dia 17, às 17 horas.

Integrado no projeto de curadoria desenvolvido pelos diretores do Leiria Film Fest para o museu, Mimo Video Art está inserido no Plano Local de Cinema no município e procura oferecer “um ambiente imersivo vanguardista na estrutura narrativa do museu”, através da apresentação de obras de video art, ensaio visual ou experimental para “divulgar novas formas de linguagem audiovisual”.

Para este primeiro momento aquelas três obras foram selecionadas entre mais de 200, oriundas de 35 países, que foram submetidas à avaliação após concurso internacional. No total, são cerca de 12 minutos de visualização, num novo espaço criado no mimo, onde se convidam os visitantes à fruição e reflexão. Esta primeira seleção de video arte estará disponível durante os próximos meses.

Ainda no mimo, também no sábado, antes da inauguração, são exibidos a partir das 15 horas, três filmes selecionadas pelo Festival de Curtas de Vila do Conde. Chegam da Islândia, Reino Unido e Roménia e podem ser vistos com entrada livre.

Indiginatu_2″, Welket Bungué (Portugal, Guiné-Bissau)
“Um diálogo imersivo com as limitações do cinema enquanto discurso visual e estético. A natureza não precisa de traduções. Mas nós sim, porque somos tempo e espaço”
“Eco”, Francesca Leoni, Davide Mastrangelo (Itália)
“Uma nova espécie, aborígenes do futuro, guardiões de um renascimento criado por um período pós-pandemia e pós-guerra, que mais uma vez tentam cuidar de um jardim artificial. A natureza cíclica e a violência da natureza exigem um último gesto de esperança, que ultrapasse a barreira artificial, dissolvendo-se num ECO que nunca terá fim. Porque “A terra sobreviverá, mas” talvez ‘não seja mais da espécie humana'”.

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