Catarina Dias não tem dúvidas que, dentro de um ano, as novas toponímias que vão surgir na União de Freguesias de Marrazes e Barosa (UFMB) vão ter nome de mulheres. Tal como não tem dúvidas que outras autarquias estarão mais despertas para a questão.
Do repto lançado com o projeto “Pelos caminhos da igualdade: toponímia em feminino na UF Marrazes e Barosa”, a autarquia recebeu, até esta semana, 17 participações, com 27 propostas. “Este é um projeto em desenvolvimento”, diz a coordenadora do projeto e membro do executivo.
“Mantemos o trabalho de investigação no que diz respeito às 29 toponímias já existentes no nosso território com nomes de mulheres, uma vez que queremos conhecer e dar a conhecer quem foram, as suas histórias e percursos de vida”, explica, justificando que o trabalho está a ser realizado em conjunto com a Unidade de Toponímia e Cadastro e Comissão Municipal de Toponímia.
Paralelamente vão ser analisadas as propostas, com o intuito de “conhecer quem foram/são estas mulheres, que impacto tiveram/têm na nossa comunidade” e verificar quais as propostas elegíveis, para “delinear um plano de ação mais concreto”. Entre os nomes apontados estão figuras locais e nacionais como Gabriela Pedrosa, Fernanda Seco (“menina Fernanda”), Clementina Clemente, Irina Rodrigues, Lucínia Azambuja (diretora do REGIÃO DE LEIRIA entre 1990 e 1998), Regina Quintanilha ou Maria de Lurdes Pintassilgo.
O projeto não tem data para terminar e o convite à população continua de pé, com a organização de várias ações junto de instituições e escolas: “pretendemos que este seja um projeto de continuidade”, afirma.
“Não criámos expectativas quanto à iniciativa, contudo estamos bastante satisfeitos. Recebemos já contactos de autarquias de outros distritos interessadas em perceber o projeto e replicar o mesmo nos seus territórios. (…) No prazo de um ano novas toponímias terão nome de mulheres, não temos a menor dúvida. Que outras autarquias estarão também mais despertas para esta questão, também não”, adianta Catarina Dias.