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Pensar o futuro, realizar a ambição

O planeamento estratégico deve constituir uma boa prática de gestão, impregnada na organização. Desde logo que permita, precisamente, propor às hostes uma ideia de futuro que transcende a tal visão de curto prazo.

Um homem de fato e gravata fala junto a um microfone, com o dedo indicador levantado. A imagem não contém texto que permita identificá-lo.

José Manuel Seruya
Professor na Universidade Católica Portuguesa

Em tempos recorrentes de “VUCA” (volatilidade, incerteza, complexidade, ambiguidade), ou, como outros preferem designar, de contexto “BANI” (frágil, de ansiedade, não-linear, incompreensível), parece ser mais difícil para os decisores de topo nas empresas pensar o futuro com um horizonte temporal que ultrapasse o curto prazo do orçamento anual. Como se a possibilidade de controlar o negócio e o desempenho da empresa se esgotasse quase só neste limite temporal. Ver para além deste é um exercício muito arriscado, cada vez mais, aliás, e se se puder passar sem ele, aparentemente sem danificar a sobrevivência da empresa, melhor.

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