O atual ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, considerou, numa conferência organizada pelo REGIÃO DE LEIRIA há quatro anos, sobre “Liderança em tempos de caos”, que o líder “deve criar expectativas reais e traçar um plano com aquilo que é prioritário”.
Em novembro de 2022, o então diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) defendeu que, seja no Estado, seja nas organizações privadas, o caos tem de ser enfrentado por todos e todos os dias; “construindo grupos de trabalho fortes, coesos, com compromissos, com integridade, com valores”.
Numa altura em que decorre o Nexxt Leiria, sob o tema “Onde o caos encontra a criatividade” e a instabilidade social cresce devido a problemas como o da habitação, é de destacar que, já então, Luís Neves referia: “Todos temos de nos mobilizar, cada um na sua esfera de ação, seja grande ou pequena, para, nos momentos difíceis, encontrarmos oportunidades de mudança”.
Neste contexto, o atual MAI destacou que o líder “deve criar expectativas reais e traçar um plano com aquilo que é prioritário”.
Além disso, tem de assentar a sua ação na “confiança, compromisso e proximidade” e de conseguir tempo para falar com as pessoas, transmitindo-lhes a “mensagem otimista de que juntos vamos conseguir e que ninguém desiste”.

Na conferência, que decorreu a 25 de novembro de 2022, participaram ainda Helena Ferro de Gouveia, na altura administradora da Lusa e do Global Media Group, e Carlos Barranha, diretor técnico da Vidrala.
A iniciativa do REGIÃO DE LEIRIA aconteceu quando já se registavam mudanças significativas. Primeiro surgiu a pandemia, o confinamento e o trabalho remoto. Depois eclodiu a guerra e, com ela, o aumento do preço dos combustíveis e das matérias-primas. A inflação subiu, as questões ambientais agravaram-se, o mundo tornou-se um lugar menos seguro.
À pressão externa, os líderes das organizações somam as pressões internas, com mais reivindicação, mais insatisfação e desmotivação, mais conflito. Ou seja, uma realidade praticamente igual à atual.