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Sociedade

Marcelo Rebelo de Sousa discursa hoje em Pedrógão Grande pela nona vez no Dia de Portugal

A cerimónia militar, em Pedrógão Grande, está marcada para as 11 horas.

O Presidente da República discursa hoje em Pedrógão Grande, pela nona vez numa cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, data em que tem elogiado o povo português, falando numa pátria de caráter universal.

Marcelo Rebelo de Sousa escolheu para palco destas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas três concelhos do distrito de Leiria afetados pelos incêndios de 2017 – Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera – e Coimbra, onde terão hoje início as celebrações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões.

Há um ano, a cerimónia militar do 10 de Junho foi também no interior do país, no Peso da Régua, distrito de Vila Real, onde o chefe de Estado afirmou a ambição de que os “interiores sejam tão importantes quanto as Lisboas, os Portos, os Setubais” e outras cidades do litoral, “iguais na lei, iguais na esperança do futuro”.

Nessa ocasião, como em anos anteriores, fez um discurso de exaltação do povo português, que descreveu como povo de caráter universal, espalhado pelo mundo e com vocação para fazer pontes.

“É de pasmar, para tão pequeno território terrestre e tão reduzida população, temos um peso no mundo muito, muito maior de longe do que o nosso território terrestre”, considerou.

“Mas, pergunto: de que nos serve termos essa influência mundial se entre portas sempre tivemos e temos problemas por resolver: mais pobreza do que riqueza, mais desigualdade do que igualdade, mais razões para partir, às vezes, do que para ficar?”, questionou.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu que não se desista de “criar mais riqueza, mais igualdade, mais coesão” no país, começando de novo, se preciso, e defendeu que para isso há que cortar “ramos mortos que atingem a árvore toda”.

Este ano, havendo iniciativas dispersas por vários lugares, o Presidente da República optou por não nomear uma comissão organizadora do 10 de Junho, que é normalmente presidida por uma personalidade ligada à sede das comemorações.

A cerimónia militar, em Pedrógão Grande, está marcada para as 11 horas.

O chefe de Estado seguirá depois para a Universidade de Coimbra, onde visitará uma exposição camoniana na Biblioteca Joanina, às 17h30, e participará na cerimónia inaugural evocativa dos 500 anos de Camões, às 18 horas, seguida de um espetáculo musical, às 21h30, no Pátio das Escolas.

As cerimónias do Dia de Portugal prosseguirão, entre terça e quarta-feira, na Suíça, junto de comunidades emigrantes portuguesas, com a participação do Presidente da República e também do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Este 10 de Junho acontece no dia seguinte às eleições europeias e é o primeiro na sequência das legislativas antecipadas de 10 de março, das quais resultou a formação de um Governo minoritário PSD/CDS-PP, após oito anos de governação do PS.

O atual modelo de duplas celebrações do Dia de Portugal foi lançado por Marcelo Rebelo de Sousa no ano da sua posse, 2016, em articulação com o então primeiro-ministro, António Costa.

Marcelo considera que serviço militar obrigatório não é questão prioritária 

O Presidente da República considerou ontem que a reposição ou não do serviço militar obrigatório não é questão prioritária e que o fundamental é a valorização dos recursos humanos das Forças Armadas.

“Acho que é uma questão que, neste momento, não é a questão prioritária. A questão prioritária é valorizar os recursos humanos. Entrar nessa discussão é desviar para o lado e deixar de olhar e de dar foco e atenção ao mais importante”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta à comunicação social, que lhe perguntou se era a favor ou não da reposição do serviço obrigatório.

O chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas falava em Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, onde visitou, durante cerca de duas horas, uma exposição de meios e capacidades militares das Forças Armadas Portuguesas, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal.

Interrogado se na sua opinião os militares portugueses estão motivados, respondeu: “Eu acho que motivados estão, mas, como sabem, a minha posição é a mesma: podem ser mais motivados”.

“Quer dizer, acho que há um compromisso da parte do Governo de levar por diante o diálogo com as chefias militares para motivar mais em termos de estatuto os recursos humanos nas nossas Forças Armadas”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República elogiou os equipamentos militares exibidos em Figueiró dos Vinhos, que incluíam “veículos não pilotados, drones, formas várias de intervenção no mar, no ar e na terra”.

“É muito diferente do equipamento que tínhamos há seis anos, sete anos, oito anos, nove anos, quando comecei eu a visitar estas exposições, e há uma capacidade de visão do futuro impressionante”, comentou.

Depois desta visita, em que esteve acompanhado por chefias militares e autarcas, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se convicto de que estão a ser preparados “ainda mais saltos na qualidade dos equipamentos” das Forças Armadas Portuguesas.

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