Teve a primeira colocação como Piloto-Aviador em 1991, na Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, local onde permaneceu até 2005 voando como piloto operacional nas Esquadras 302 (A7P), 304 (A7P) e 201 – Falcões (F16), onde foi comandante.
Regressou dez anos depois para assumir o comando da infraestrutura militar, que é a casa dos F16, até 2017, para frequentar o curso de Promoção a Oficial-General no Instituto Universitário Militar.
Esta terça-feira, dia 10, o tenente-general João Caldas assumiu funções como Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, substituindo no cargo o tenente-general António Nascimento.
A cerimónia oficial de tomada de posse decorreu no Salão Nobre do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide, e foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general Sérgio Pereira.
Com este cargo, o antigo comandante da BA5 “tem como responsabilidade submeter ao CEMFA estudos, planos, informações e pareceres elaborados no Estado-Maior da Força Aérea e estabelecer a ligação com os órgãos e entidades externas à Força Aérea, tendo na sua dependência hierárquica o Serviço Jurídico da Força Aérea, o Sub-Registo, o Serviço de Documentação da Força Aérea e a Unidade de Apoio de Lisboa”, informa a Força Aérea.
Natural do Fundão, João Caldas ingressou na Academia da Força Aérea, em 1985, onde efetuou o curso de Pilotagem na Base Aérea N.º 1, em Sintra.



Da especialidade de piloto-aviador, serviu em várias esquadras de voo como piloto, onde voou no T-33, A-7P e após a desativação da frota de A-7P fez a qualificação na Base Aérea de Kleine-Broggel, na Bélgica, para voar no F16, tendo sido comandante da Esquadra 201 – “Falcões”, localizada em Monte Real.
Saiu em 2005 para dar aulas no Instituto de Altos Estudos da Força Aérea e no Instituto de Estudos Superiores Militares, desempenhou funções no Estado-Maior da Força Aérea e como Conselheiro Militar na Delegação de Portugal junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
Deixou Monte Real para frequentar o Curso de Promoção a Oficial General, não sem antes realizar um voo de despedida ao comando de um F16. Acumula mais de 2.000 horas de voo em aviões de combate.
Foi promovido a tenente-general a 23 de dezembro de 2024, onde depois foi nomeado para o cargo de comandante do Pessoal da Força Aérea, a 6 de janeiro de 2025.
O cargo de Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea corresponde à função de segundo comandante da Força Aérea, sendo o tenente-general hierarquicamente superior a todos os oficiais do seu posto na Força Aérea.