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Manifestação Nacional de Mulheres estende-se a Leiria este domingo

O Dia Internacional da Mulher é assinalado este domingo com esta e outras ações na região de Leiria.

Concentração em Leiria está agendada para as 14h30, junto à Fonte Luminosa FOTO: MDM-Leiria

O encontro que assinala em Leiria o Dia Internacional da Mulher começa às 14h30 deste domingo, dia 8 de março, junto à Fonte Luminosa.

Organizada pelo Movimento Democrático de Mulheres (MDM), a manifestação, de âmbito nacional, estende-se a vários pontos do país, apelando à mobilização da população em defesa de uma “vida com dignidade” e “direitos com igualdade”.

Em Leiria, onde são esperados também participantes de outros concelhos do distrito, o programa inclui um momento cultural, com atuação do dj MCDJ, da Escola de Dança Clara Leão e de Beatriz Bárbara & Guitarristas.

Segundo o MDM, a manifestação visa também reivindicar “respostas céleres na resposta à tempestade Kristin que permita reconstruir rapidamente habitações, mas também os espaços de cultura e desporto”, bem como intervenções urgentes nas escolas, além da defesa dos empregos.

Corrida e caminhada

Para este domingo, está também agendada a realização de uma corrida e de uma caminhada em Leiria, com início às 9 horas, no jardim da Almuinha Grande.

Além da comemoração do Dia Internacional da Mulher, a iniciativa visa apoiar a associação Mulher Século XXI – Associação de Desenvolvimento e apoio às Mulheres. A participação é gratuita, rondando a distância do percurso os 5 km.

Exposição no Agromuseu Dona Julinha

O Agromuseu Dona Julinha, sediado em Ortigosa, Leiria, esteve encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin. Após ter sido objetivo de requalificação, reabre portas ao público este domingo com a exposição “Raízes de Mulher: Sementes de Futuro”.

A mostra, que assinala o Dia Internacional da Mulher, é inaugurada às 11 horas.

Promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a exposição, de carácter itinerante, combina fotografia histórica, documentação de arquivo e testemunhos audiovisuais atuais, e tem por objetivo valorizar “o contributo feminino para a agricultura e para a sustentabilidade dos territórios”.

“Entre os materiais expostos, encontram-se imagens provenientes da Fundação Calouste Gulbenkian e do Arquivo Municipal de Lisboa, que revelam o papel determinante das mulheres na construção e manutenção das economias agrícolas”, adianta a Câmara em comunicado.

Cerimónia em Porto de Mós

Em Porto de Mós, a Assembleia Municipal assinala a efeméride com uma cerimónia de homenagem à Mulher, em particular às mulheres voluntárias das conferências e grupos sóciocaritativos do concelho, na Real Factory do Juncal.

A sessão, agendada para as 15 horas, conta com a participação de Fátima Lopes, apresentadora de televisão.

Tertúlia na Nazaré

O Dia Internacional da Mulher é também assinalado este domingo, na Nazaré, com uma tertúlia subordinada ao tema “Mulheres: Histórias de vida”.

Aberto à comunidade, o encontro realiza-se pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal da Nazaré, com participação de Carmen Gerardo, Lurdes Petinga, Fátima Duarte e Carla Poupada.

Moderada por Fátima Melo, a sessão visa promover a partilha de “vivências pessoais e profissionais, refletindo sobre o que significa ser mulher na atualidade, os desafios enfrentados e as expectativas para o futuro”, adianta a organização a cargo do município.

Nenhum país do mundo atingiu plena igualdade jurídica de género

Nenhum país do mundo alcançou totalmente a igualdade jurídica de género, lamentou esta semana a Organização das Nações Unidas, sublinhando que aquele objetivo continua a ser inalcançável para milhões de mulheres, que possuem apenas 64% dos direitos legais dos homens.

“Nenhum país do mundo alcançou a plena igualdade jurídica entre homens e mulheres. Mais de metade dos países do mundo não define a violação sexual por lei com base no consentimento”, afirmou Sarah Hendriks, diretora da divisão de Políticas, Programas e Assuntos Intergovernamentais da ONU Mulheres, citada pela agência Lusa.

Sarah Hendriks destacou ainda que em 44% dos países do mundo a lei não exige igualdade salarial para trabalho de igual valor e que 74% dos países do mundo ainda permitem o casamento infantil por lei.

“É um momento desafiante de profunda tensão, retrocesso democrático, aumento dos conflitos e das pressões económicas. Há também a redução do espaço cívico, bem como uma reação cada vez mais organizada contra a igualdade de género e a regressão dos direitos das mulheres. E os sistemas de justiça não estão à margem destas pressões”, acrescentou.

A representante da ONU Mulheres apresentou aos jornalistas, em Nova Iorque, algumas das conclusões do relatório do secretário-geral, António Guterres, intitulado “Garantir e Reforçar o Acesso à Justiça para Todas as Mulheres e Raparigas”, em antecipação do Dia Internacional da Mulher de 2026 e da 70.ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, que este ano se centra no acesso à justiça.

“Enquanto nos reunimos, há mulheres que optam por não denunciar a violência que sofrem porque receiam que não acreditem nelas. Há mulheres que recebem menos do que os homólogos masculinos no mesmo trabalho, em locais onde a lei não exige a igualdade salarial. E há raparigas que não têm registo de nascimento e que enfrentam um maior risco de casamento infantil e de tráfico, porque o sistema não as reconhece”, contou.

Sarah Hendriks sublinhou que estes não são casos isolados, reforçando que mulheres e raparigas atravessam um momento muito desafiante, em que cresce a cultura da impunidade.

O Estado de Direito está sob ataque, defendeu a ONU Mulheres, argumentando que “os direitos das mulheres estão a ser cerceados às claras, enquanto os sistemas de justiça falham em protegê-las”.

“A igualdade perante a lei continua fora do alcance da maioria das mulheres do mundo, que possuem apenas 64% dos direitos legais dos homens. A desigualdade legal tem consequências profundas e de longa duração, que se estendem por vidas, gerações e têm impacto em sociedades inteiras”, sublinhou a agência das Nações Unidas, em comunicado.

A desigualdade perante a lei pode significar que uma mulher pode ser violada e a lei nem sequer reconhecer o ato como crime, uma menina pode ser forçada a casar-se e o Estado permitir, e uma mulher pode realizar o mesmo trabalho e receber menos, seja por lei ou por designação, salientou.

No plano virtual, as imagens sexuais criadas por inteligência artificial (chamadas ‘deepfakes’) agora representam a grande maioria de todo o conteúdo ‘deepfake’ ‘online’, e quase todas retratam mulheres, sublinhou a ONU Mulheres. 

No entanto, criadores e distribuidores desse tipo de conteúdo abusivo “permanecem impunes”, criticou, lamentando que uma tecnologia que pode ser uma força para o bem esteja a ser usada como ferramenta de abuso e para atacar mulheres de qualquer idade.

O relatório do secretário-geral mostra que a justiça é onde a igualdade de género é decidida e, com muita frequência, negada.

Quando as leis são imparciais e os sistemas de justiça funcionam para mulheres, sociedades inteiras avançam efetivamente rumo ao progresso, defendeu a ONU.

Por exemplo, as reformas do direito de família que fortaleceram os direitos das mulheres relacionados com casamento, divórcio, propriedade e herança resultaram em oportunidades económicas para 600 milhões de mulheres.

A ONU Mulheres avançou cinco ações para fortalecer o acesso das mulheres à justiça: “acabar com a impunidade, corrigir a lei, financiar a justiça, investir na mudança, e usar a tecnologia e os dados para o bem”.


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