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Prisão para homem que tentou matar mulher no concelho de Alcobaça

Detenção foi feita em maio do ano passado, em Pataias.

Pormenor de uma balança de dois pratos, com um prato em primeiro plano e o outro desfocado. A imagem evoca a justiça, sem mostrar pessoas ou texto.

O Tribunal de Leiria condenou um homem na pena única de seis anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado tentado e detenção de arma proibida, que vitimou uma mulher, no concelho de Alcobaça, o ano passado.

No acórdão, de segunda-feira, o coletivo de juízes deu como provado que o homem “deslocou-se à residência da vítima para falar com o filho desta que tinha uma dívida ao arguido”, segundo informação da Procuradoria da República da Comarca de Leiria hoje disponibilizada.

Segundo os factos provados em julgamento, “nessa altura, o arguido efetua um disparo com uma espingarda na direção da janela da habitação, atingindo a vítima e causando-lhe ferimentos graves, que apenas não resultaram na sua morte por circunstâncias alheias à vontade” daquele.

Em maio do ano passado, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção do homem, então com 30 anos, por suspeita de homicídio na forma tentada numa desavença por alegadas dívidas.

Segundo um comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana de Pataias, “recolheu relevantes elementos de prova que determinaram a detenção do autor de um crime de homicídio, na forma tentada, ocorrido no dia 2 de maio, em Pataias, concelho de Alcobaça”.

O suspeito procurava cobrar uma alegada dívida junto do filho da vítima, uma mulher de 71 anos.

Após uma troca de palavras, o homem “viu frustrada a sua intenção e foi buscar uma caçadeira que trazia na sua viatura”, com a qual se aproximou da residência da vítima e do seu filho e disparou a curta distância contra a janela da habitação.

O arguido acabou por atingir a mulher na face com fragmentos de munição, “causando-lhe sérios ferimentos nomeadamente ao nível da visão”, de acordo com a PJ.

A investigação foi feita, com a coadjuvação da Polícia Judiciária de Leiria, pela 1.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, que também deduziu a acusação, de acordo com a Procuradoria.


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