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Festival A Porta regressa em junho com uma reflexão sobre o conceito “casa”

A 11ª edição do festival é dedicada a toda a comunidade da região de Leiria que foi afetada pela depressão Kristin.

A antiga Pousada da Juventude é o primeiro local a ser confirmado para esta edição FOTO: Vera Marmelo

O Festival A Porta regressa ao centro de Leiria entre os dias 3 e 7 de junho, este ano com uma edição especial, dedicada a toda a comunidade da região de Leiria, que foi fortemente afetada pela passagem da depressão Kristin, na madrugada de 28 de janeiro.

Sob o mote “O que o vento não levou”, a organização do festival centra o olhar na superação, “no esforço de quem não pôde simplesmente recolher-se”, de quem teve de sair de casa “para ajudar o vizinho, para erguer muros, para limpar a lama e para reparar o que o vento tentou levar”, lê-se no manifesto enviado às redações.

“O vento levou árvores e alterou paisagens, mas não levou a resiliência de uma comunidade que sabe que, para caminhar lá fora, precisa primeiro de entender o seu centro”.

É ancorada no contexto de “Khana” – que significa casa, morada ou lugar de pertença – que nasce a 11ª edição do festival.

“Mais do que um teto físico, Khana representa o nosso refúgio interior e o espaço de segurança onde nos podemos voltar a erguer”, destaca a organização.

Um dos locais já confirmados onde o festival vai montar arraiais é a antiga Pousada da Juventude, escolhida para refletir sobre “o que significa, hoje, ter um abrigo, assumindo em simultâneo a extrema fragilidade desse mesmo conceito”.

A programação completa, bem como os restantes espaços onde decorrerá a edição deste ano, serão anunciados a 30 de abril.