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“Há aqui um Estado, que é o Poder Local, que mais uma vez foi muito menosprezado e é tratado como tarefeiro”

A tempestade Kristin atingiu a região há 100 dias e ainda há muito para fazer. Gonçalo Lopes, presidente da Câmara, fala em atrasos nos apoios e sublinha a falta de reconhecimento da calamidade excecional que atingiu o concelho

FOTO: Joaquim Dâmaso

O PTRR (“Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência”) foi apresentado como um documento que responde à emergência dos fenómenos climáticos. Como é que vê o PTRR?
O PTRR é resultado das tempestades, em especial uma, que é a mãe das tempestades. Embora se fale de “comboio”, aquela que teve tração e que mudou o país e a nossa região é a tempestade Kristin. Por isso, o PTRR deveria prestar uma atenção especial na sua origem, não só naquilo que implica a transformação do território afetado, mas também por ter colocado em cima das prioridades a temática da resiliência e da transformação, que antes da tempestade não fazia parte do vocabulário nem das prioridades políticas. Temos feito um levantamento exaustivo de danos, de modo a que se consiga perceber quais os territórios mais afetados. Esse trabalho não está concluído, nem está feito com a profundidade desejada, porque o PTRR, no que diz respeito à vertente da recuperação – onde estão aproximadamente cinco mil milhões de euros -, devia seguir o critério da proporcionalidade.


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