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Moinhos resistem ao temporal e voltam a abrir portas no distrito

Pombal, Porto de Mós, Leiria, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Alvaiázere vão ter moinhos abertos à população.

Moinho de vento giratório da Melriça, freguesia de Santiago da Guarda FOTO: ACM

São 12 os moinhos do distrito de Leiria que, este fim de semana, abrem portas ao público no âmbito da iniciativa nacional Moinhos Abertos de Portugal, com visitas gratuitas e diversas atividades, como demonstrações de moagem, caminhadas e momentos culturais.

A nível nacional, a iniciativa mobiliza 331 moinhos, distribuídos por todo o país, envolvendo 66 municípios e os 18 distritos do continente, além de duas ilhas dos Açores. Criado em 2007, o evento assinala o Dia Nacional dos Moinhos, celebrado a 7 de abril, e visa valorizar e preservar este património tradicional, promovendo também a participação das comunidades locais na sua salvaguarda.

No distrito, os moinhos participantes distribuem-se por vários concelhos, entre eles Pombal, Porto de Mós, Leiria, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Alvaiázere. Ainda assim, alguns equipamentos poderão apresentar condicionamentos devido aos estragos provocados pela tempestade Kristin, nomeadamente o Moinho do Papel, em Leiria, e o Moinho da Avanteira, em Alvaiázere.

Num dos concelhos do interior do distrito, que em edições anteriores participou com três moinhos de vento, a oferta reduz-se este ano a um único equipamento. Apenas o Moinho da Melriça, em Santiago da Guarda, estará aberto ao público.

O Moinho de Pousaflores sofreu danos significativos com o temporal. Com a tempestade, saiu do sítio e parte das tábuas laterais ficou danificada. Apesar de já terem sido repostas, ainda aguarda por uma vela que carece de substituição.

Também o Moinho do Outeiro, em Santiago da Guarda, registou estragos consideráveis. Segundo a Junta de Freguesia, “ainda nem o colocámos no sítio porque partiu as longarinas por baixo, as traves de carvalho, que é o mais grave”, acrescentando que as velas também ficaram danificadas, o que inviabiliza a sua participação.

Promovida pela Rede Portuguesa de Moinhos, a iniciativa mobiliza anualmente proprietários, associações, autarquias e voluntários, num esforço coletivo que visa manter vivos estes testemunhos do passado e reforçar a ligação das populações ao património rural.

Ao longo de quase duas décadas, o evento tem contribuído para a recuperação, valorização e dinamização de moinhos tradicionais, assumindo-se como uma das principais ações de sensibilização para este património em Portugal.

Moinhos abertos

Alvaiázere
Moinho da Avanteira (Pelmá)* – Moinho de Vento

Ansião
Moinho da Melriça (Santiago da Guarda) – Moinho de vento tradicional, de madeira e giratório

Caldas da Rainha
Moinho de Madeira das Boisias (Alvorninha) – Cerca de 7,5 m de altura, dividido em três pisos, tem duas mós (uma para trigo e outra para milho)

Leiria
Moinho do Papel* – Conjunto de cinco moinhos

Óbidos
Moinho dos Hipólitos (Amoreira) – Moinho de Vento
Moinho Comunitário das Gaeiras – Moinho de Vento
do Sr. António Marques Ribeiro
Moinho Comunitário das Gaeiras – Moinho de Vento
do Ti Manel

Peniche
Moinho da Fialha – Moinho
de torre ou Mediterrânico

Pombal
Moinho da Redinha – Moinho de água de rodízio, azenha e lagar
Moinho da Figueirinha – Moinho de água de rodízio

Porto de Mós
Moinho do Cabeço (Pedreiras) – Moinho de Vento
Moinho das Grutas de Mira de Aire – Moinho de Vento

*Sujeito a condicionamentos