Os 130 anos da Filarmónica das Chãs estão a dar muito que ouvir em 2026. Agora chega o momento de falar e refletir, em “O coreto fala” – I Jornadas Filarmónicas de Leiria, que decorrem no auditório da Filarmónica das Chãs, freguesia de Regueira de Pontes, Leiria, no domingo, dia 24.
O caso das Chãs é ponto de partida para um dia em que o movimento filarmónico é o tema, explica o diretor artístico das comemorações dos 130 anos. “A I Jornadas Filarmónicas de Leiria vão debruçar-se sobre a história das filarmónicas em geral, no país, e tomar a Filarmónica de Chãs como um exemplo de casos homólogos que aconteceram neste fenómeno associativo”, antecipou João Gaspar.
Entre os convidados estão antigos músicos, “um deles com 90 anos”, para recordar o contexto das primeiras décadas da banda.
“Vamos também dedicar um painel às mulheres filarmónicas”, lembrando a sua entrada muito tardia, “mais ou menos nos anos 70, 80 [do século XX], também com a emergência das escolas de música”, assinala João Gaspar.
O programa inclui momentos musicais e um painel com maestros. “Queremos confrontar a perspetiva dos músicos, das suas vivências e a perspetiva daqueles que foram os gestores artísticos das pessoas da época”.
É recordar os responsáveis por encontrar repertório, convidar músicos e “gerir as pessoas, as suas vontades e ambições”. Um dos maestros que vão estar nas Chãs é Vítor Santos, “o ‘pai’ do saxofone em Portugal”, que dirigiu várias bandas importantes em Portugal e passou pela das Chãs: “Fez um trabalho notável de ampliação do ensino da música”.
Outros oradores convidados, são Bruno Madureira, doutorado em História da Música, que falará da história das bandas filarmónicas, e Adélio Amaro, que abordará o contexto regional de Leiria, onde há 11 bandas.
A reflexão que sair das I Jornadas Filarmónicas de Leiria será incluída num livro sobre os 130 anos da banda das Chãs.
Programa:
