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Teatro Amador de Pombal celebra 50 anos com 15 atividades, uma estreia e Danças Ocultas 

Entre 3 e 11 de julho, o grupo celebra meio século de atividade ininterrupta com exposição, cinema, música, circo, magia, conversas e, claro, teatro.

O concerto do quarteto Danças Ocultas é um dos destaques da programação de aniversário do Teatro Amador de Pombal

O Teatro Amador de Pombal (TAP) assinala 50 anos com 15 atividades entre 3 e 11 de julho, incluindo a estreia de uma peça, concerto de Danças Ocultas e muitos reencontros para fazer “uma festa bonita”.

“Os elementos do TAP, tantos os que passaram por cá, como aqueles que estão cá neste momento, sentem-se muito orgulhosos de todo o trabalho feito ao longo destes 50 anos”, afirmou à agência Lusa o presidente da direção do grupo, Humberto Pinto.

Em meio século de atividade, “nem todos os anos foram fáceis”.

“Houve anos difíceis, uns melhores, outros piores. Há sempre coisas que funcionam melhor, outras pior. É uma vida e, como tal, tem altos e baixos. Mas estamos aqui para comemorar estes 50 anos e vai ser uma festa bonita”, acrescentou.

Desde a fundação, o grupo de teatro do concelho de Pombal, no distrito de Leiria, produziu mais de 60 espetáculos, organizando ainda formações, encontros e festivais.

Esse percurso, bem como o de todos os que passaram pelo TAP ao longo de cinco décadas, é recordado com uma programação especial, que concentra 15 atividades em nove dias.

“Vamos ter exposições, cinema, teatro, música e muito convívio, entre antigos elementos, novos elementos do TAP, o público em geral e todos os que nos acompanham ao longo destes 50 anos”, antecipou Humberto Pinto.

O presidente do TAP destacou a estreia da mais recente peça do grupo, “reUnião”, com encenação de Sara de Castro.

“Tem a particularidade de ter um elenco na totalidade feminino. Vai ser um espetáculo que vai falar sobre teatro, vai falar sobre o TAP e vai falar sobre as mulheres e a vida das mulheres”.

A exposição “50 anos, 50 cenas”, no Teatro-Cine de Pombal, abre a comemoração no dia 3 de julho, contando a história de meio século do TAP a partir de fotografias, figurinos, cartazes e adereços.

A estreia de “reUnião” acontece também no Teatro-Cine, no dia 4, enquanto em 5 de julho há ilusionismo por Zé Mágico, que apresenta “Open mic, ou truques de diário” no anfiteatro natural do rio Arunca.

Para o dia 6 de julho, anuncia-se uma conversa na Casa Varela, intitulada “encenAMOR”, com os encenadores profissionais que trabalharam com o TAP desde 2004. São os casos de Clovis Levi, Nuno Pino Custódio, Rui M. Silva, Sara de Castro, José Carlos Garcia, Nádia Santos, António Oliveira, Julieta Rodrigues, Ángel Fragua, Filipe Eusébio e Miguel Sopas.

A companhia ESTE leva a Pombal a peça “Em processo”, no dia 7 de julho. No Teatro-Cine, o público é convidado a mergulhar no universo kafkiano com a interpretação de Miguel Sopas e Tiago Poiares, antigos elementos do TAP.

O cinema entra na comemoração com a exibição de um filme surpresa num local inesperado do Teatro-Cine no dia 8 de julho. A seleção é do Cineclube de Pombal, que se associa à festa, numa sessão que inclui a projeção de duas curtas-metragens produzidas pelo TAP.

A leitura encenada de “O fio ou as doze chávenas de porcelana chinesa da dinastia dos Ming”, por antigos elementos do grupo, sobe ao palco do Auditório Municipal de Pombal no dia 9 de julho, num momento que evoca a intenção recorrente, nunca concretizada, de levar à cena a peça “O fio”, de Hélder Prista Monteiro.

“Inspirar”, o décimo disco de Danças Ocultas, é apresentado ao vivo no Teatro-Cine no dia 10 de julho.

A fechar o programa, em 11 de julho há FesTAP no Parque do Açude, em Pombal, com música dos Roncos do Diabo, circo de Rui Sousa & Helder Silva e DJ set de Ivónio Martins.

“Queríamos fazer uma coisa que fosse diferente de outros anos. São 50 anos, é uma data assinalável. Então, desde o princípio, tivemos a ideia de fazer uma semana [de programação]”, contou Humberto Pinto.

Mas, “afinal não é [uma semana], vão ser nove dias de programação, em que também vamos ter Danças Ocultas, a companhia ESTE, com o espetáculo ‘Em processo’, a partir de Kafka, vamos ter antigos elementos a participar em leituras encenadas, temos conversas, magia… Esperamos que as pessoas apareçam para comemorar connosco”, concluiu.