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Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar situação de cidadãos portugueses na Venezuela

País, com forte comunidade emigrante, foi atingido com dois violentos sismos, nas últimas horas. Não há conhecimento, até ao momento, de leirienses entre as vítimas.

Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.

O balanço anterior divulgado pela chefe de Estado venezuelana era de 32 mortos e mais de 700 feridos.

O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou ao início da manhã que não havia indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo está a acompanhar a situação, contudo, os últimos dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros dão conta de cinco portugueses, quatro dos quais da mesma família, que estão desaparecidos em La Guaira, na Venezuela.

A diplomacia portuguesa, que ainda não tem conhecimento de vítimas mortais na sequência destes sismos, admitiu que poderão existir muitas mais situações de portugueses e lusodescendentes afetados, dada a dimensão da comunidade portuguesa no país.

Na Venezuela vive uma das mais importantes comunidades portuguesas no mundo e a segunda maior da América Latina. É maioritariamente oriunda do arquipélago da Madeira, mas também da região centro (Aveiro) e norte (Porto) do país, segundo dados oficiais.

Estima-se que vivam na Venezuela 1,2 milhões de portugueses e luso-descendentes.

Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, as próximas 24 a 48 horas são prioritárias para que seja resgatado o maior número de vidas possível.

“Para já não. Temos feito múltiplos contactos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e até ao momento não temos conhecimento de vítimas portuguesas”, disse à agência Lusa Emídio Sousa.

O Secretário de Estado das Comunidades indicou que a situação está difícil, com derrocadas de alguns edifícios.

“É possível que haja [vítimas portuguesas], mas para já não temos nenhuma informação de vítimas portuguesas”, salientou.

Já o primeiro-ministro afirmou que o Governo português “está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária” para a Venezuela, e deixou uma palavra de solidariedade aos venezuelanos, portugueses e lusodescendentes.

“A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa”, escreveu Luís Montenegro, na rede social X.

O primeiro-ministro assegurou que “o Governo está a acompanhar a situação de perto e está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária”.

“À Venezuela e aos venezuelanos, aos portugueses e aos lusodescendentes deixo uma palavra de firme apoio e de total solidariedade”, refere ainda.

Dois grandes sismos foram registados na quarta-feira, na Venezuela. O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.

As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.


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