Tanto que ainda falta aprender
O que aprendi: há imagens que não desaparecem da mente; de que não se consegue fugir, de que não se quer fugir. Porque são parte de nós. Como uma mão, por exemplo; alguém, alguma vez, quis fugir da sua própria mão? Mesmo que, por vezes, a mão traga sofrimento, jamais se pensa em abdicar dela, em abandoná-la; fingir que não existe. Faz parte do corpo, tal como as imagens que se guardam na mente: são tão concretas e sólidas como os dedos que formam a mão e tentam agarrar o vazio.