As falhas nas telecomunicações continuam a afetar a Marinha Grande, seis meses depois da passagem da tempestade Kristin. O problema foi um dos principais alertas deixados pelos autarcas à Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), que voltou ao concelho para avaliar a recuperação das zonas atingidos e conhecer os problemas que ainda persistem.
“Ouvimos com muita atenção a insatisfação dos autarcas e das comunidades relativamente às falhas de rede que ainda se verificam”, afirma o presidente da ANAFRE, Francisco Branco de Brito.
“Num contexto em que as comunicações são essenciais para a segurança, para a atividade económica e para a vida diária das populações, é fundamental que os níveis normais de serviço sejam repostos com a maior brevidade possível”, sublinha.
As dificuldades de comunicação e a falta de articulação com as empresas de telecomunicações foram, segundo a ANAFRE, algumas das principais questões apontadas pelos autarcas durante a visita, na segunda-feira, dia 3.
A associação decidiu, por isso, dirigir uma carta aberta às operadoras de telecomunicações e à ANACOM, solicitando “a reposição urgente dos níveis normais de serviço nos territórios afetados”.
No documento, considera fundamental que as operadoras estabeleçam canais de comunicação com os autarcas, permitindo uma maior “articulação e cooperação no restabelecimento dos serviços em falha”.
Para a associação, os problemas que permanecem seis meses depois da tempestade mostram que a recuperação não pode ser medida apenas pelas obras entretanto realizadas.
“A recuperação de um território não se mede apenas pelas obras já concluídas. Mede-se também pela capacidade de responder aos problemas que continuam a afetar as pessoas no seu quotidiano”, afirma Francisco Branco de Brito.
A Comissão Coordenadora da ANAFRE reuniu-se na Marinha Grande, no mesmo concelho onde realizou a primeira iniciativa do atual mandato, pouco depois da tempestade Kristin.
A deslocação teve como objetivo acompanhar a evolução da recuperação da região, verificar no terreno os trabalhos já realizados e ouvir os autarcas de freguesia sobre os problemas que continuam por resolver.
Além das telecomunicações, estiveram em análise questões relacionadas com infraestruturas, equipamentos públicos, espaços verdes, pavimentos e gestão da floresta.