Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Para quando uma rampa no acesso ao hospital de Leiria a partir das Olhalvas?

Leitor denuncia “desconformidade legal” por falta de condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

Problema já foi objeto de alerta em 2024, recorda municípe FOTO: Arquivo

O acesso pedonal entre a zona das Olhalvas e o Hospital de Santo André, em Leiria, “apresenta apenas escadas, carecendo totalmente de uma rampa ou solução mecânica equivalente que permita a passagem de cidadãos com mobilidade condicionada, utilizadores de cadeiras de rodas ou carrinhos de bebé”, alerta o leitor Andrew Thompson.

Pondo em causa a “permanente desconformidade legal” da infraestrutura no que toca a acessos a edifícios públicos, o munícipe reclamou junto da Câmara de Leiria e da administração hospitalar a respetiva correção.

Segundo explica, a falta de intervenção “configura uma clara negligência na garantia dos direitos de acessibilidade universal”, acrescentando que “as escadas na via pública ou em acessos a edifícios públicos têm de ser obrigatoriamente complementadas por rampas ou dispositivos mecânicos de elevação”.

Confrontado com a questão, o vereador Carlos Palheira explica que a escadaria em causa e o troço em rampa a partir das Olhalvas foram executados no âmbito do projeto de construção do Burger King pelo promotor, a pedido do município e em articulação com a Câmara e a administração do hospital.

Referindo tratar-se de “um acesso complementar” à unidade de saúde, adianta que “o hospital de Leiria dispõe de diversos acessos e lugares de estacionamento destinados a pessoas com mobilidade reduzida, encontrando-se asseguradas soluções de acessibilidade nos acessos principais à unidade hospitalar”.

Ainda assim, e afirmando “reconhecer a importância de promover condições de acessibilidade cada vez mais inclusivas”, informa que o município irá avaliar a situação com a direção do hospital, entidade responsável “por assegurar todas as condições de acessibilidade a este equipamento”, de modo “a verificar quais as soluções tecnicamente viáveis que possam contribuir para melhorar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida através deste percurso complementar”.