Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) de Leiria

“Sugiro que a equipa técnica refaça o seu documento, deixando de beneficiar tão acintosamente o grande comércio, sem insistir na solução de há 10 anos”, escreve Ricardo Charters d’Azevedo numa carta aberta.

FOTO: Arquivo: Joaquim Dâmaso

Ouvimos, a 4 de agosto, uma equipa técnica contratada pela Câmara Municipal de Leiria (CML) para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). Foi selecionada a mesma equipa que, há 10 anos, apresentou um plano de mobilidade que foi rejeitado por Leiria após uma discussão pública na cidade.

Assisti à apresentação e li o documento que se encontra em consulta pública no site da CML.
Conclui-se que a maioria dos leirienses já concluiu que se quer dar a machadada final no centro histórico que vem sendo paulatinamente recuperado.

Tal resulta da equipa técnica não ter andado pela nossa cidade, visualizando a 3D, tendo visto apenas Leiria em 2D. Julgo que não se aperceberam de que existem colinas e de que a cidade antiga se encontra junto ao rio, entre elas.

Claro que esta minha leitura é bondosa, pois uma conclusão mais agreste será que, ao propor o seu Plano, dará preferência ao comércio que se instalou nas colinas (pois a esse se manterão os estacionamentos, obrigando a que o leiriense, para aceder ao centro de Leiria, tenha sempre de tomar um autocarro e caminhar até aí uns 2 km).

Relembro que comércio e instituições como o Continente ou o Shopping, o Leroy Merlin, os hospitais de Santo André, da Luz e da CUF, a Mercadona, o Lidl ou colégios, etc, se encontram nas colinas e com bons acessos e parques de estacionamento.

Assim, sugiro que a equipa técnica refaça o seu documento, deixando de beneficiar tão acintosamente o grande comércio, sem insistir na solução de há 10 anos, tendo em atenção que temos ao nosso redor bastantes zonas verdes e valorizando a zona histórica como residencial e comercial. E já agora, não fazendo copy & paste de outras soluções que propôs a outras cidades, como o Montijo, que não são tão “valonées” como Leiria.

Ricardo Charters d’Azevedo
Leiria

Deixar um comentário