Novas e atividades
PIM! Mostra de ilustração para imaginar o mundo. A exposição do Fólio 2026 segue o tema do festival e propõe olhar a pele não como uma simples fronteira, mas como um território vivo: lugar de transformação, memória e encontro entre o corpo, a cultura e o mundo. Cicatrizes, sonhos, medos e futuros possíveis inscrevem-se nela, enquanto a ilustração e a escrita convidam a imaginar o que existe “para além da pele”. Mais de 150 ilustradores de vários países participam nesta edição, com curadoria de Mafalda Milhões e da convidada Flávia Bomfim e texto de Ana Pessoa, e que conta com várias atividades paralelas: conversas, oficinas, encontros e experiências artísticas.
Passeio fotográfico e catálogo “Fotografar Palavras”. No âmbito dos dez anos do projeto coordenado por Paulo Kellerman, no sábado, dia 10, há duas atividades: a partir das 14 horas há passeio fotográfico para elementos do projeto e fotógrafos externos (incrição: paulo.kellerman@gmail.com) e depois (17h) é apresentado o catálogo da exposição Fotografar Palavras, no m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento.
Curso de tufting no Museu de Arte Popular Portuguesa. Em Pombal, há um curso intensivo de tufting nos dias 10 e 11 de outubro. A técnica permite criar peças têxteis personalizadas de forma rápida, satisfatória e com acabamento profissional, onde o
limite é a imaginação de quem produz. Limitado a 4 participantes. Inscrição: 250 euros (236 210 555, 236 210 564 ou museu@cm-pombal.pt).
A Bíblia – Mosaico de Fé e da Cultura. O auditório da Assembleia de Deus das Caldas da Rainha recebe entre 10 e 31 de outubro uma exposição dedicada à Bíblia.
Mulheres. Nuno Viegas assina a nova exposição patente na galeria da livraria Arquivo, em Leiria. Inaugura este sábado, dia 10 (18h). Até 13 de novembro.
JuntAr-te em Monte Real. O projeto que leva arte contemporânea pelo município de Leiria chega domingo a Monte Real, onde é inaugurada a coletiva que junta obras de 11 artistas do espólio municipal: Abílio Febra, André Tecedeiro, Hirondino Pedro Duarte, Horácio Borralho, José Luís Tinoco, José Varatojo, Maria João Franco, Maria Kowalski, Maria Sassetti, Miguel Rondom e Takafumi Kijima. A inauguração é no dia 11 de outubro (16h), ficando patente até 24 de janeiro de 2027.
Visita a “Adriano Sousa Lopes – O pintor-poeta”. O Museu de Leiria promove uma visita guiada à exposição de longa duração, pela responsável da museologia do projeto dedicado a Adriano Sousa Lopes, Maria de Aires Silveira. É este sábado, dia 10 (16h), seguido de concerto comentado, pelo Ensemble do Coro do Orfeão de Leiria. Inscrições: museudeleiria@cm-leiria.pt ou 244 839 677.

Natureza quase morta. A Casa Amarela da Maceira convida a entrar no universo singular do artista Patel Rebelo, onde o traço, a imaginação e a matéria se encontram de forma livre e inesperada. Até final de outubro.
La Pâte d’Argile – Entre a Terra e o Fogo. A Galeria do Posto de Turismo da Batalha recebe obras de cerâmica artesanal do artista Luca Borgognoni até 14 de outubro.
Labirintos, bibliotecas e outras bifurcações. No âmbito do festival Fólio, desenhos de Ana Aragão na Rua da Porta da Vila de Óbidos, numa parceria como Festival Utopia/Braga.
A outras cores. Pintura de Luísa Castelo dos Reis é apresentada na Sala do Barroco do Museu Municipal de Óbidos, integrada na programação do Fólio.
ARBOR – Da árvore das letras à árvore das palavras. Instalação interativa de média-arte digital que transforma a escrita numa experiência coletiva, corpórea e sensorial. Sem recurso a teclados ou papel, a palavra ganha vida através do gesto e da aproximação do corpo aos frutos luminosos da “«”Árvore das Letras”»”. À medida que os participantes interagem, as letras iluminam-se e articulam-se em palavras que são projetadas em tempo real. Na Biblioteca Municipal de Óbidos – Casa José Saramago, numa das propostas do Fólio.
Assim vai o mundo, Cristina! A ilustradora Cristina Sampaio mostra trabalhos na Tenda Tinda-da-China – Jardim do Espaço Ó, em Óbidos, no âmbito do Fólio.
Casca de Nós – Memória da Lagoa. Promovido pela projeto Sea-Me esta exposição mostra que a pesca e “andar ao marisco” não são só um trabalho. São história, família, saber passada de geração em geração… e muito mais. No jardim da livraria Artes & Letras, em Óbidos, durante o festival Fólio.
Don’t ask why. Fotografia de João Francisco Vilhena, no CDI – Centro de Design de Interiores de Óbidos, para o festival Fólio.
Flexágono. No Museu Abílio de Mattos e Silva, em Óbidos, Christopher Sperandio, Diniz Conefrey e Patricia Shim expõem cartoons e banda desenhada. Também há filmes curtos de animação da produtora Sartinha em Lata (sessões 11h30 e 16h). A curadoria é de Pedro Moura. Integrada no Fólio 2026.
Ilha dos Amores. Tomás Castro Neves mostra trabalhos no Welcome Desk de Óbidos, no âmbito do festival Fólio.
José Rodrigues Miguéis – Lisboa e Nova Iorque, um escritor português entre dois mundos. O Fólio revela sobre aspetos menos conhecidos da vida e obra do autor. Com curadoria de Ana Aguilar Franco, a exposição biográfica e bibliográfica está patente na Biblioteca Municipal de Óbidos – Casa José Saramago.
Retrato, Vós não sois meu + Lonel e Dinamene – máquinas de pintura. Integrada nas comemorações dos 500 anos do nascimento de Camões, esta exposição de arte digital propõe uma revisitação contemporânea da sua vida e obra, através de uma abordagem interdisciplinar que envolveu alunos, município e estruturas educativas de Óbidos. Partindo da redondilha “Retrato, vós não sois meu” e da ausência de retratos credíveis do poeta, exploraram-se ferramentas digitais, mecanismos programáveis e experiências inspiradas no trabalho de Leonel Moura. Na Escola Básica e Secundária Josefa de Óbidos, em Óbidos, no âmbito do Fólio.
Não vimos nada em Minab. Na Capela de São Martinho, em Óbidos, uma instalação de Carlos Campos e Carla Gomes sobre uma escola bombardeada: “120 crianças, 36 adultos entre os quais, pais e 26 professores. Números oficiais de mortos.Vimos tudo? Não. Não vimos nada em Minab”. Integrada no Fólio 2026.
Prosseguem
Exercício da liberdade. Cobrindo mais de seis décadas, desde o final dos anos 1950 até a atualidade, esta exposição da Fundação de Serralves integra pintura, escultura, instalação, desenho, fotografia, vídeo, performance, documentação de arquivo e múltiplos objetos no Museu Leopoldo de Almeida, nas Caldas da Rainha. Até 11 de outubro.
100 anos da eletrificação de Pedrógão Grande. A história da chegada da luz elétrica ao concelho é contada no Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande, até 16 de outubro.
Mudam-se os tempos, mudam-se as modas: do 4º Conde de Ourém a Luís Vaz de Camões. Uma viagem visual aos séculos XV e XVI, ao estilo e à elegância da época de D. Afonso 4º Conde de Ourém e de Camões, através de trajes e acessórios de época. Inspirada no famoso soneto “Mudam-se os tempos”, a exposição no Castelo e Paço dos Condes de Ourém explora a relação entre o poeta Luís Vaz de Camões e a moda do seu tempo, associando mudanças e novidades no contexto dos Descobrimentos Portugueses. São exibidas 12 réplicas de trajes e acessórios de estilo Renascentista, provenientes da coleção didática do Museu Nacional do Traje. Até 18 de outubro.
Os bonecos do Pedro. No âmbito do 31º festival Acaso, “O Nariz” recorda a criação plástica de Pedro Oliveira numa exposição organizada por Rui Pedro Lourenço e Mafalda Brito. Até 24 de outubro no Teatro Miguel Franco.

Da paz e serenidade na natureza. Obras de vários pintores e escultores portugueses, que representam o mundo natural de diferentes formas, integram esta exposição que faz parte da programação do festival Fazunchar, no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos. Entre os artistas selecionados, estão vários que têm uma ligação à vila, como José Malhoa, Henrique Pousão, Rafael Bordalo Pinheiro, Rodrigues Vieira, Carlos Reis, Silva Porto, Mário Girão e José Simões de Almeida Júnior. Até 25 de outubro.

Recordações da Batalha. O espaço da antiga cozinha conventual do Mosteiro da Batalha exibe objetos de uma coleção privada: da cerâmica à fotografia, passando pelas recordações de cantaria ou objetos utilitários, todos refletem a repercussão do Mosteiro da Batalha. A exposição pretende estabelecer um diálogo, não somente com o design dos objetos em si, mas também com a forma como o Mosteiro da Batalha tem um impacto que vai para além da arte do seu tempo e se cruza com o próprio quotidiano. Mais do que uma exposição de objetos, é uma viagem pela memória coletiva da vila. Entre as peças em destaque encontra-se a curiosa “Batalha numa rolha”, uma recordação comercializada pelo estabelecimento de Alfredo Barros, que, em meados do século XX, permitia levar consigo uma sequência de fotografias em miniatura do monumento enroladas dentro de uma rolha de cortiça. Este objeto simbólico evoca também a alcunha popular dos naturais da Batalha – os “chucha-rolhas” -, reforçando a ligação entre património, identidade e tradição local. Até 26 de outubro.
Ourém – Arte, ofícios e identidade. Pintura, ilustração, escultura, artesanato e outras expressões artísticas cruzam-se com produtos regionais e a escrita de autores oureenses nesta exposição no Museu da Vida de Cristo, em Fátima. Procura-se traçar um retrato necessariamente plural de um território onde a identidade também se constrói através do talento, dos saberes e da criatividade de quem cá vive e trabalha. Até 26 de outubro.

Anita Rodriguez e Guto Neves. Dois artistas com percursos distintos mas unidos pela paixão pela arte e pela pintura mostram trabalhos no Posto de Turismo de Leiria. Segundo a organização, apresentam-se duas sensibilidades e dois percursos artísticos, proporcionando ao visitante um encontro com diferentes formas de olhar, sentir e representar a realidade através da pintura. Até 27 de outubro.
Flesh of memory. A nova exposição do Espaço de Turismo das Caldas da Rainha é de Rahul Onkon, que apresenta pintura em que explora a relação entre corpo, memória e emoção, numa abordagem marcada por superfícies texturizadas, tinta fluida e linhas cruas e expressivas. Até 30 de outubro.
Entre o céu e a maré. Ana Caiado mostra no Baú das Memórias – Espaço Cultural de Alfeizerão, no concelho de Alcobaça, um conjunto de pinturas a óleo e de artigos criados pela artista no domínio das manualidades e artesanato. É a exposição de estreia da artista, que assim mostra o resultado da dedicação após um episódio traumático da sua vida. Até 30 de outubro.
Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios. Dar a conhecer os gigantes que habitaram a nossa região é o objetivo da exposição patente no Centro Interpretativo de Atividades de Natureza (CIAN), em Alvados, Porto de Mós. Ali, a partir dos vestígios do Bairro, em Fátima, Ourém, onde está um dos trilhos de dinossauros mais longo do mundo encontrado até hoje, conta-se a história com milhões de anos que marcou a paisagem do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Até 31 de outubro.
Calmly Creating. A Galeria de Arte da Biblioteca Municipal de Leiria exibe pintura de Jorge Ferreira, que apresenta um conjunto de obras marcadas pela cor, abstração e experimentação. Até 31 de outubro.
Os meus escritores. António José Ervedeiro expõe na Biblioteca Municipal de Ourém, uma coleção de obras que reflete um gosto muito pessoal que acompanha o artista desde o tempos de adolescência: leitura. Por isso reflete a sua visão sobre a vida e particularidades dos seus escritores preferidos. Até 31 de outubro.
A Diáspora Transatlântica na Região de Leiria. A exposição itinerante da Rede de Arquivos da Região de Leiria está patente na Biblioteca Municipal de Pedrógão Grande. É um trabalho que resgata as memórias e os movimentos migratórios dos concelhos da região, assumindo-se como um tributo à coragem, à resiliência e às profundas marcas culturais deixadas por milhares de pessoas que partiram além-mar em busca de um novo futuro.
Personagens de 1000 cores. Desenhos, ilustrações e criações de Paulo Galindro, na Biblioteca Municipal de Pombal. Até 3 de novembro.
Deviam ter sido trevos. A primeira individual de Anabela Ferreira é composta por um conjunto de obras desenvolvidas em contexto de residência artística, na qual o espaço doméstico se transforma no cenário de uma narrativa simbólica sobre a presença de algo invisivel que habita o quotidiano. Na Casa Varela, em Pombal, até 7 de novembro.
Fotografar palavras. O m|i|mo – museu da imagem em movimento recebe a exposição dos dez anos do projeto “Fotografar Palavras”, projeto que junta fotógrafos e escritores. Já participaram nesta ideia de Paulo Kellerman centenas de autores de 39 países. Esta sétima exposição junta trabalhos de 50 fotógrafos e 24 escritores de 19 países, bem como uma revisitação do projeto, exibindo obras de alguns paritcipantes mais ativos. Até 29 de novembro.
Miriam Makeba. O projeto Capítulo lembra a cantora sul-africana no Museu de Leiria, com a inauguração de uma exposição sobre o percurso de Miriam Makeba e uma obra original de Pedro Feio, inspirada na sua vida a obra. Dia 29 de novembro, Capítulo apresenta a criação sonora de Suzana Francês, pensada a partir de Miriam Makeba.
Rostos deste mundo. Fotografia de Carlos Figueiredo no Posto de Turismo de Fátima. São momentos captados ao longo de vários anos de viagens, em que o fotógrafo procura chamar a atenção para a beleza de algo incontornável: somos tão diferentes mas tão iguais na nossa essência, “que é pertencermos todos à mesma espécie e habitarmos o mesmo pequeno planeta azul”. Fica até 29 de novembro.
amaDor. A Filarmónica das Chãs comemora 130 anos com um vasto programa de comemorações que incluem uma exposição que recorda diferentes momentos da história da banda, através de fotografias que retratam gerações de músicos e atividades ao longo do tempo. Em foco também estão as esculturas “A harpa”, de Alexandre Estrela, e “O toque de Orfeu”, de Abílio Febra. No Auditório da Filarmónica das Chãs, em Regueira de Pontes, Leiria, até dezembro.

Estudos do dia. O artista plástico Francisco Santos expõe trabalhos no Posto de Turismo de Porto de Mós. Atualmente, e com o olhar voltado para o futuro, o pintor concentra-se principalmente na abstração pura, tangenciando levemente o expressionismo abstrato. Até 5 de dezembro.

Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) – O pintor-poeta. A obra e o percurso criativo do artista natural de Leiria está em destaque na nova exposição do Museu de Leiria. O artista leiriense foi pintor, gravador, ilustrador e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea e esteve como oficial-artista na frente de batalha com o exército português na I Guerra Mundial. Até 31 de dezembro.
Gritos silenciosos. Dina Ferreira mostra pintura no Museu do Bombarral. É uma viagem pelo universo artístico da autora, revelando a evolução do seu percurso criativo através de um diálogo permanente entre dois conceitos aparentemente opostos, silêncios e gritos. Patente até ao final do ano.

1/16 – dezasseis avos, dezasseis partes de uma unidade. O curso de Cerâmica Criativa do CENCAL – Centro de Formação Profissional para a Indústria da Cerâmica revela, nas instalações da instituição, nas Caldas da Rainha, uma exposição com criações de 16 formandos e dá a conhecer um percurso coletivo de aprendizagem, descoberta e transformação. Cada peça revela a criatividade e a identidade de quem lhe deu forma, celebrando simultaneamente a cerâmica enquanto expressão artística e património profundamente ligado à história e à identidade das Caldas da Rainha. Até ao final do ano.
Retratos de uma Aldeia. Fotografias de Luís Rocha sobre as tradições ea cultura da freguesia da Golpilheira, no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. Até ao final do ano.
A Região Demarcadas dos Vinhos do Alto Douro. Mostra documental no Museu Marquês de Pombal, em Pombal, que assinala os 270 anos da criação da primeira região demarcada do mundo, medida reformista de Sebastião José de Carvalho e Melo. Ocasião para conhecer obras temáticas do acervo em reservas. Até 31 de dezembro.

Meu nome António – Fotografias de Teresa Couto Pinto 1981-1983. O Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha recebe uma exposição dedicada ao cantor António Variações (1944-1984), coorganizada pelo MUDE – Museu de Design e pela Terra Esplêndida. Um conjunto de 88 fotografias da autoria de Teresa Couto Pinto e peças de vestuário e acessórios originais usados pelo cantor português prestam homenagem ao icónico e criativo artista. Até 3 de janeiro de 2027.

Antes do fogo, vem a água. Andreia Pinho, de, Leiria, mostra no Moinho do Papel uma nova exposição: trata-se de um percurso sensorial por desenhos, pigmentos, elementos recolhidos na natureza e peças cerâmicas, onde a paisagem se transforma em matéria poética. A exposição faz parte das comemorações do 17º aniversário do Moinho do Papel, fica patente até 30 de janeiro de 2027 e integra duas oficinas: “Pigmentos naturais”, no dia 8 de novembro, e “Fantástico”, a 13 de dezembro.

Contadores de histórias. No Centro de Artes Villa Portela, obras de Jorge Queiroz, Paula Rego e Sue Williams habitam o chalé no âmbito de uma parceria entre o município de Leiria e a Fundação de Serralves. Mais de quatro dezenas de obras da Coleção de Serralves convocam universos narrativos profundamente imaginativos. Apesar das diferenças das suas linguagens plásticas, os três artistas partilham uma construção visual de matriz surrealizante, onde a ausência de uma organização hierárquica favorece a emergência de narrativas abertas, pessoais e livres. Entre o desenho, a pintura e a evocação do inconsciente, as suas obras articulam memória, ficção e experiência, afirmando a liberdade criativa como um princípio estruturante e estabelecendo o enquadramento conceptual para a exposição. Até 31 de janeiro de 2027.
Ser em fluxo. Pintura de Jorge Rodrigues, natural de Santa Catarina da Serra, no Museu Escolar dos Marrazes. Pintura abstrata com influências de arte urbana. Até fevereiro de 2027.

Entre a mão e o mundo. A partir da manipulação como gesto fundador do teatro de marionetas, uma exposição da S.A. Marionetas e da Fundação José Aurélio no Armazém das Artes, em Alcobaça, que convida a refletir sobre as dinâmicas de controlo, influência e transformação presentes na criação artística e na vida contemporânea Entre o literal e o simbólico, as obras em exposição interrogam as relações entre quem age, quem é conduzido e quem detém o poder de moldar o real. As criações exibidas são de Anabela Soares, Carlos Manuel Gonçalves, Diogo Monteiro, Gil Ferrão, José Aurélio, Márcia Bellotti, Natacha Costa Pereira, Pedro Medeiros e Wilson Esperança. Até 15 de fevereiro de 2027.

Refúgio e Caminho. Em 1925, a irmã Lúcia anuncia que teve uma nova visão da Virgem Maria, em Pontevedra. Todos os acontecimentos posteriores estão relatados na nova exposição do Santuário de Fátima, que apresenta um conjunto de objetos inéditos da irmã Lúcia, nunca exibidos ao público, e também duas pinturas classificadas como Tesouro Nacional: “Ecce Homo”, do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e a “Última Ceia”, do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora. Com entrada gratuita, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, até 15 de outubro de 2027 (todos os dias, à exceção da tarde de 24 de dezembro e dos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro).
Permanentes/Longa duração

Museu de Leiria. Instalado no antigo convento de Santo Agostinho, do século XV, o museu conta a história do território de Leiria, desde há milhões de anos até ao presente. Em destaque estão os achados da Guimarota, que ajudam a perceber com era a fauna e a flora desde tempos pré-históricos, a Criança do Lapedo e o Abrigo do Lagar Velho, que contribuem para a compreensão da evolução da humanidade, além da memória de Collipo e da presença dos romanos por cá, do Castelo de Leiria e da herança medieval e religiosa, do Pinhal de Leiria e do olhar sobre a produção contemporânea. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).


m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento. “Vizinho” do Castelo de Leiria, o museu preserva e apresenta diversos documentos e tecnologia relacionados com a história técnica e artística do pré-cinema, da fotografia e do cinema. Desde 1996 que o m|i|mo se dedica à recolha, salvaguarda, conservação e inventariação de objetos e técnicas relacionados com as imagens em movimento. Recentemente passou a apresentar ao público dois novos núcleos, dedicados à fotografia da família Fabião e ao filme de animação, feito com recurso à técnica stop motion, “Forbidden Room/O quarto proibido”. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. “A Pedra e a Batalha: da matéria à vida” percorre a geologia, a história, a arte e a economia do território, numa verdadeira viagem através da pedra calcária, particularmente a do Maciço Calcário Estremenho, que está presente em vários aspectos da nossa vida (até nas pastas de dentes). A pedra e a cantaria têm sido uma fonte importante de desenvolvimento para a comunidade da Batalha e uma presença no dia a dia, ajudando à construção da sua história, da sua cultura e da sua atividade. O museu abre de quarta a quinta, nos seguintes horários: inverno (1 de outubro a 31 de março), das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas; verão (1 de abril a 30 de setembro), das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

A Câmara das Maravilhas – O gabinete encantado de José Aurélio. No Armazém das Artes está em permanência – e com entrada livre – uma exposição que remete para os Gabinetes de Curiosidades ou Câmara das Maravilhas em voga nos séculos XVI e XVII. Ali se reuniam, numa vitrine, objetos raros, artefactos insólitos, relíquias naturais e invenções humanas. Com curadoria de Alberto Guerreiro, em Alcobaça revelam-se peças da coleção do escultor José Aurélio: são objetos naturais, artefactos artísticos e peças singulares, selecionados entre a experimentação criativa e o colecionismo pessoal. “Espécimes que revelavam um mundo ainda por compreender, numa dança entre superstição, ciência, religião e arte. Um expositor de luz sobre as trevas”, lê-se na nota de apresentação.

Fragmentos da Memória e do Tempo. O Espaço Arqueológico José Costa dos Santos, no Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande, procura divulgar a história do território, valorizando o património arqueológico do concelho e homenageando o arqueólogo José Costa dos Santos. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira (9h-13h e 14h-17h).

Museu do Vidro. No Palácio Stephens, na Marinha Grande, uma exposição dedicada às artes decorativas do vidro, bem como à tecnologia da produção de vidro utilitário, decorativo e científico, numa área expositiva que reflete a evolução da indústria vidreira em Portugal. De terça a domingo (10h13h e 14h-18h). (O Museu do Vidro encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)

Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro. No segundo piso do espaço cultural da Marinha Grande está patente um conjunto de obras que representam cerca de 25 anos de vidro de expressão plástica contemporânea realizado em Portugal, bem como uma seleção de obras em vidro de artistas internacionais que foram sendo adquiridas ou doadas para a coleção do museu. A visitar de quarta a sábado (10h-13h e 14h-16h), com entrada gratuita. (O Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)

Orfeu. No Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, pelo rés-do-chão e pelo 1º piso do palácio e por(O Museu Joaquim Correia encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)
um pavilhão, descobre-se a estatuária de média e grande dimensão da autoria de Joaquim Correia. Aberto de quarta a sábado (10h-13h e 14h-17h).

Museu Marquês de Pombal. Instalado desde 2004 num edifício pombalino, a Cadeia Velha, na Praça Marquês de Pombal, o museu monográfico conta com um núcleo bibliográfico composto por livros da época, sendo o mais antigo de 1717. O espólio permite uma leitura da história nacional e local do século XVIII e da vida do Marquês de Pombal como figura central da vida política portuguesa dessa época. Funciona de terça-feira a domingo (10h-13h e 14h-18h).

Museu Abílio de Mattos e Silva. O museu de Óbidos reabriu ao público a coleção permanente, que revela as várias dimensões de Abílio de Mattos e Silva, da cenografia e figurinismo às artes gráficas. A reabertura marca um novo ciclo na valorização do património artístico e cultural, reforçando a ligação do museu à comunidade, às escolas e a todos os públicos, através de um Serviço Educativo criado para promover a descoberta, a aprendizagem e o diálogo com a obra de Abílio de Mattos e Silva. Visitável de terça a domingo (9h30-13h e 14h-17h30).

Painel de azulejos de Bordalo Pinheiro revelado nas Caldas. O Painel de Azulejos de Santo António de Lisboa, da autoria do mestre Rafael Bordalo Pinheiro, está em exposição pela primeira vez no Atelier-Museu António Duarte, nas Caldas da Rainha. Encontrado desmantelado e em mau estado, o painel foi restaurado pelo Museu Nacional do Azulejo e integra agora a nova sala onde é apresentada parte da coleção de arte sacra do Atelier-Museu António Duarte, onde pode ser visto, no Centro de Artes das Caldas da Rainha. A entrada é livre.

Espaço Arqueológico José Costa Santos em Pedrógão Grande. No Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande há um convite a viajar no tempo e descobrir a riqueza cultural da vila e do concelho do norte do distrito de Leiria. O espaço dá a conhecer vestígios dos povoados pré-históricos de Nossa Senhora dos Milagres e do Penedo do Granada, de um antigo forno romano de cozimento de cerâmica e desvendar mais sobre os vestígios da Estação Arqueológica do Calvário e da Devesa.

Museu do Vinho de Alcobaça. Nos finais do século XIX, surgiu em Alcobaça a Adega do Olival Fechado, por iniciativa do vitivinicultor José Eduardo Raposo de Magalhães. Na década de 40 do século XX, o complexo foi adquirido pela Junta Nacional do Vinho que, a partir da década de 60, para lá encaminhou coleções de grande valor histórico e patrimonial, no que viria a resultar, segundo o município de Alcobaça, o maior e mais completo Museu do do Vinho Nacional. São mais de dez mil peças móveis, desde o século XVII ao início do século XXI, relacionadas com a enologia, etnologia, tecnologia tradicional, arqueologia industrial, artes gráficas, plásticas e decorativas. Os espaços visitáveis compreendem a Adega dos Balseiros, Adega dos Depósitos, Adega dos Tonéis, Taberna, Armazém Novo, Armazém Novo e Destilaria e Jardim do Baco. O Museu do Vinho abre de terça a domingo, incluindo feriados, com visitas às 10, 11, 12, 14, 15, 16 e 17 horas. É possível marcar visitas guiadas para grupos organizados, pelos contactos 968 497 832 ou email museus@cm-alcobaca.pt. A entrada custa 4 euros (10 e 12 euros com provas incluídas). Entrada gratuita para menores de 12 anos.

Museu da Cerâmica de Alcobaça – Coleção Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio. No número 42 da rua Frei Fortunato mora uma coleção de 2.300 peças, legada ao município de Alcobaça por Jorge Pereira de Sampaio. É um património que retrata a evolução da cerâmica alcobacense desde 1875 até à atualidade, mas onde também se inclui duas esculturas atribuídas aos monges barristas do Mosteiro de Alcobaça (séc. XVII) e formas de doces conventuais do século XVIII. Visitável entre terça-feira e domingo (9h30-12h30 e 14h-18h), com entrada livre.

O movimento da alma na “Paixão de Cristo”. O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, apresenta uma exposição a partir do impressionante conjunto escultórico criado por Rafael Bordalo Pinheiro entre 1887 e 1899. É um projeto desenvolvido em parceria entre o Museu José Malha e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, propondo a revisitação do conjunto escultórico, numa proposta que cruza desenho, investigação, museologia e criação artística contemporânea, a partir de novos e atentos olhares.