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Guia de exposições na região de Leiria

Consulte aqui algumas das exposições patentes no distrito de Leiria e concelho de Ourém.

Vista de uma exposição num espaço interior, com retratos fotográficos a preto e branco numa parede laranja. Em primeiro plano, vitrinas apresentam publicações e outros materiais impressos.
António Variações é homenageado no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha FOTO: MUDE / Luisa Ferreira

Novas e atividades

Meu nome António – Fotografias de Teresa Couto Pinto 1981-1983. O Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha recebe uma exposição dedicada ao cantor António Variações (1944-1984), coorganizada pelo MUDE – Museu de Design e pela Terra Esplêndida. Um conjunto de 88 fotografias da autoria de Teresa Couto Pinto e peças de vestuário e acessórios originais usados pelo cantor português prestam homenagem ao icónico e criativo artista. Inaugura no sábado, dia 3 (18 horas) e fica patente até 3 de janeiro de 2027.

Antes do fogo, vem a água. Andreia Pinho, de, Leiria, mostra no Moinho do Papel uma nova exposição a partir deste sábado, dia 3 (15h). Trata-se de um percurso sensorial por desenhos, pigmentos, elementos recolhidos na natureza e peças cerâmicas, onde a paisagem se transforma em matéria poética. A exposição faz parte das comemorações do 17º aniversário do Moinho do Papel, fica patente até 30 de janeiro de 2027 e integra duas oficinas: “Pigmentos naturais”, no dia 8 de novembro, e “Fantástico”, a 13 de dezembro.

Entre a mão e o mundo. A partir da manipulação como gesto fundador do teatro de marionetas, uma exposição da S.A. Marionetas e da Fundação José Aurélio no Armazém das Artes, em Alcobaça, que convida a refletir sobre as dinâmicas de controlo, influência e transformação presentes na criação artística e na vida contemporânea Entre o literal e o simbólico, as obras em exposição interrogam as relações entre quem age, quem é conduzido e quem detém o poder de moldar o real. As criações exibidas são de Anabela Soares, Carlos Manuel Gonçalves, Diogo Monteiro, Gil Ferrão, José Aurélio, Márcia Bellotti, Natacha Costa Pereira, Pedro Medeiros e Wilson Esperança. Inaugura no sábado, dia 3 (16h) e fica até 15 de fevereiro de 2027.

Miriam Makeba. O projeto Capítulo lembra a cantora sul-africana a partir de sábado, dia 3 (15h), no Museu de Leiria, com a inauguração de uma exposição sobre o percurso de Miriam Makeba e uma obra original de Pedro Feio, inspirada na sua vida a obra. A sessão inclui conversa entre o artista e Hugo Ferreira. Dia 29 de novembro, Capítulo apresenta a criação sonora de Suzana Francês, feita a partir de Miriam Makeba.

Pintura de Anita Rodriguez e Guto Neves. Dois artistas com percursos distintos mas unidos pela paixão pela arte e pela pintura mostram trabalhos no Posto de Turismo de Leiria a partir deste sábado, dia 3 (15h). Segundo a organização, apresentam-se duas sensibilidades e dois percursos artísticos, proporcionando ao visitante um encontro com diferentes formas de olhar, sentir e representar a realidade através da pintura. Até 27 de outubro.

A Diáspora Transatlântica na Região de Leiria. A exposição itinerante da Rede de Arquivos da Região de Leiria está patente na Biblioteca Municipal de Pedrógão Grande. É um trabalho que resgata as memórias e os movimentos migratórios dos concelhos da região, assumindo-se como um tributo à coragem, à resiliência e às profundas marcas culturais deixadas por milhares de pessoas que partiram além-mar em busca de um novo futuro.

Entre o céu e a maré. Ana Caiado mostra no Baú das Memórias – Espaço Cultural de Alfeizerão, no concelho de Alcobaça, um conjunto de pinturas a óleo e de artigos criados pela artista no domínio das manualidades e artesanato. É a exposição de estreia da artista, que assim mostra o resultado da dedicação após um episódio traumático da sua vida. Até 30 de outubro.

Memória e lugar. O Largo do Papa, em Leiria, recebe entre o dias 1 e 3 de outubro (das 20 às 23 horas) uma instalação que nasceu de conversas com pessoas da Bajouca e da Praia de Pedrogão, nomeadamente quem mantém vivas as tradições da olaria e da arte xávega. Esta encomenda do Teatro José Lúcio da Silva ao Teatro Só chega ao público através de retratos e imagens de arquivo projetadas em cubos e de uma peça sonora, difundia em rádio.

1/16 – dezasseis avos, dezasseis partes de uma unidade. O curso de Cerâmica Criativa do CENCAL – Centro de Formação Profissional para a Indústria da Cerâmica, nas Caldas da Rainha, inaugura na sexta-feira, dia 2 (15h), uma exposição com criações de 16 formandos e dá a conhecer um percurso coletivo de aprendizagem, descoberta e transformação. Cada peça revela a criatividade e a identidade de quem lhe deu forma, celebrando simultaneamente a cerâmica enquanto expressão artística e património profundamente ligado à história e à identidade das Caldas da Rainha.

Flesh of memory. A nova exposição do Espaço de Turismo das Caldas da Rainha é de Rahul Onkon, que apresenta pintura em que explora a relação entre corpo, memória e emoção, numa abordagem marcada por superfícies texturizadas, tinta fluida e linhas cruas e expressivas. Abre no sábado, dia 3 (16h) e fica até dia 30 de outubro.

Emoções de cor – Rostos e flores em tecido. O 22.º Festival Gastronómico – Alvaiázere Capital do Chícharo mostra art quilt de Carla d’Albergaria na Biblioteca Municipal de Alvaiázere. Entre 2 e 5 de outubro.

Prosseguem

Dois homens observam uma obra de arte numa galeria. O homem à direita gesticula em frente a um desenho exposto na parede.
FOTO: CMPM
Obra plástica e literária inspirada em “Os Lusíadas” patente na Central das Artes de Porto de Mós

Dez cantos abertos. A Central das Artes de Porto de Mós recebe a exposição criada no âmbito da edição comentada e ilustrada de “Os Lusíadas” da editora Bela e o Monstro e do “Público” para as comemorações dos 500 anos de Luís Vaz de Camões. Inclui obras de 13 artistas visuais e 30 escritores, entrre os quais Francisco Vidal, Júlio Pomar, José de Guimarães, Nu Barreto ou Gabriela Carrascalão e seis Prémios Camões – Pepetela, Ana Paula Tavares, Hélia Correia, Germano Almeida, Paulina Chiziane e Silviano Santiago -, além de Lídia Jorge, Prémio Pessoa 2025. Até 30 de setembro.

Ilustração de um cubo mágico com quadrados de várias cores, contornos pretos e uma sombra lilás sobre fundo branco. Não há pessoas nem texto visível.

Alexa, Play. Uma exposição de Alexandra Tomás sobre riscos, manchas, cor e sobre levar a arte demasiado a sério. Brinca com as possibilidades, com a sorte e o azar. Com aquilo que funciona e com aquilo que não funciona. E, acima de tudo, com a ideia que que nem tudo precisa de ser perfeito para valer a pena. Na galeria de exposições do Posto de Turismo de Leiria, está patente até 30 de setembro.

Datas vividas. Fotografias de efemérides que marcaram o Mosteiro da Batalha ao longo dos tempos, registadas por José Luís Jorge. Em espaços anexos ao Claustro D. Afonso V do Mosteiro, apresentam-se imagens relativas à Escola de Canteiros, que funcionou no monumento. O projeto desenvolve-se em regime de rotatividade, prevendo, ao longo dos próximos meses, mostrar várias atividades relevantes ocorridas no Mosteiro da Batalha.

Olhares cruzados: A minha cidade, o meu património: herança oculta. O átrio da Câmara das Caldas da Rainha recebe a exposição de fotografia, resultado do concurso anual de Le Raincy que se assume como uma iniciativa cultural e artística dedicada ao fortalecimento dos laços de amizade com as suas cidades geminadas, como Caldas da Rainha. Até 30 de setembro.

O Príncipe Real D. Luís Filipe em África. Breves notas literárias de um histórico périplo político e diplomático do príncipe por diversos territórios africanos, tanto portugueses como britânicos, em 1907. No Museu Municipal de Óbidos, até 30 de setembro.

Retratos. Julia Vidile apresenta cerca de 30 gravuras realizadas com técnicas como xilogravura (gravura em madeira), linogravura (gravura em linóleo) e gravura em metal. No Museu de Arte Popular Portuguesa, em Pombal, até 30 de setembro.

Uma pintura de músicos, com um contrabaixo em destaque, ocupa o primeiro plano. Ao fundo, várias pessoas observam obras numa galeria.
FOTO: CMO
“Personagens do assombro” em Ourém

Personagens do assombro. Aguarelas de Bruno Ferraz no Auditório Cultural dos Paços do Concelho de Ourém. Numa incusrão ao universo das histórias, sonhos e recordações, o artista revela um imaginário repleto de personagens que habitam a memória coletiva, misturando encanto, mistério e fantasia. Até 30 de setembro.

“Gigantes da ciência” do Rómulo. A Biblioteca Municipal de Ourém acolhe a exposição organizada a propósito do 9º aniversário do Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra. Oportunidade para conhecer alguns dos grandes nomes da ciência, desde Aristóteles a Albert Einstein, passando por Isaac Newton e Marie Curie. “Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes”. A autoria da frase é atribuída a Isaac Newton, conhecido pelas experiências de ótica, pelas leis do movimento ou pelo Princípio da Gravitação Universal. Foi a partir daqui que surgiu o nome da exposição que junta 18 cientistas, conhecidos pelos contributos à ciência. Desde a Matemática à Astronomia, da Física à Química, da Biologia à Medicina é possível conhecer melhor quem foram e o que fizeram os “Gigantes da ciência”. Até 30 de setembro.

K. Mostra coletiva com trabalhos desenvolvidos por alunos do ensino secundário de Leiria, inspirados na passagem da tempestade Kristin na região. Mais do que um registo de memória de um fenómeno extremo, a mostra, que resulta da parceria entre o município de Leiria e o Plano Nacional das Artes, assume-se como um testemunho da capacidade de transformar a adversidade em conhecimento, criatividade e esperança. Se a tempestade derrubou árvores e abalou certezas, também abriu caminho a novas perspetivas sobre o território, a comunidade e o futuro. No Stay Lab, no Mercado de Santana, em Leiria, até 30 de setembro.

A imagem mostra um conjunto de esculturas coloridas com figuras humanas em vestuário antigo. Em primeiro plano, uma figura de capacete ergue o braço; atrás dela, veem-se outras três figuras.
FOTO: Museu José Malhoa
O notável conjunto escultórico de Rafael Bordalo Pinheiro motiva a exposição “O movimento da alma na ‘Paixão de Cristo'” no Museu José Malhoa

O movimento da alma na “Paixão de Cristo”. O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, apresenta uma nova exposição a partir do impressionante conjunto escultórico criado por Rafael Bordalo Pinheiro entre 1887 e 1899. Este é um projeto desenvolvido em parceria entre o Museu José Malha e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, propondo a revisitação do conjunto escultórico, numa proposta que cruza desenho, investigação, museologia e criação artística contemporânea, a partir de novos e atentos olhares. Até setembro.

Lagoa Subaquática – Um casulo de biodiversidade. A fotógrafa e videógrafa de natureza Sylvie Dias mostra duas dezenas de fotografias captadas na Lagoa de Óbidos, na sua maioria nas pradarias de ervas marinhas aí existentes, na Avenida do Mar, na Foz do Arelho, junto ao Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos. Até ao final de setembro.

Iniciativa Seaqual. Na avenida do Mar, na Foz do Arelho estão trabalhos das fotógrafas Danielle Khan da Silva e Ami Vitale, relacionados com a Iniciativa Seaqual, uma comunidade colaborativa mundial que trabalha para combater a poluição marinha por plásticos. No âmbito do do F/262 – Festival Internacional de Fotografia, até 1 de outubro.

A fluidez do olhar. O Baú das Memórias – Espaço Cultural de Alfeizerão recebe a exposição de pintura de Maria da Luz Moniz, pintora residente nas Caldas da Rainha. Até 2 de outubro.

Sob o signo do fogo. A mostra de cerâmica de Raku, do alcobacense Michel Finck, está patente no Baú das Memórias – Espaço Cultural de Alfeizerão, até 2 de outubro.

Anéis de saturação. A ceramista e artista plástica Rebeca Garcia Fernandes expõe na galeria da livraria Arquivo. Até 2 de outubro.

Juntar.te no Arrabal. A exposição “Memória do Sonho” que mostra peças do espólio de arte contemporânea do município de Leiria, através do projeto Juntar.te, chega ao Centro de Artes do Arrabal, em Leiria. Até 4 de outubro.

Exercício da liberdade. Cobrindo mais de seis décadas, desde o final dos anos 1950 até a atualidade, esta exposição da Fundação de Serralves integra pintura, escultura, instalação, desenho, fotografia, vídeo, performance, documentação de arquivo e múltiplos objetos no Museu Leopoldo de Almeida, nas Caldas da Rainha. Até 11 de outubro.

100 anos da eletrificação de Pedrógão Grande. A história da chegada da luz elétrica ao concelho é contada no Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande, até 16 de outubro.

Mudam-se os tempos, mudam-se as modas: do 4º Conde de Ourém a Luís Vaz de Camões. Uma viagem visual aos séculos XV e XVI, ao estilo e à elegância da época de D. Afonso 4º Conde de Ourém e de Camões, através de trajes e acessórios de época. Inspirada no famoso soneto “Mudam-se os tempos”, a exposição no Castelo e Paço dos Condes de Ourém explora a relação entre o poeta Luís Vaz de Camões e a moda do seu tempo, associando mudanças e novidades no contexto dos Descobrimentos Portugueses. São exibidas 12 réplicas de trajes e acessórios de estilo Renascentista, provenientes da coleção didática do Museu Nacional do Traje. Até 18 de outubro.

Os bonecos do Pedro. No âmbito do 31º festival Acaso, “O Nariz” recorda a criação plástica de Pedro Oliveira numa exposição organizada por Rui Pedro Lourenço e Mafalda Brito. Até 24 de outubro no Teatro Miguel Franco.

Visitantes observam uma pintura exposta num cavalete, numa sala com outras obras e textos de parede. A pintura representa várias figuras numa paisagem rochosa.
FOTO: Facunchar
“Da paz e serenidade na natureza” junta obras de vários pintores e escultores notáveis no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos

Da paz e serenidade na natureza. Obras de vários pintores e escultores portugueses, que representam o mundo natural de diferentes formas, integram esta exposição que faz parte da programação do festival Fazunchar, no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos. Entre os artistas selecionados, estão vários que têm uma ligação à vila, como José Malhoa, Henrique Pousão, Rafael Bordalo Pinheiro, Rodrigues Vieira, Carlos Reis, Silva Porto, Mário Girão e José Simões de Almeida Júnior. Até 25 de outubro.

Fotografia de uma exposição de peças de cerâmica em vitrinas iluminadas. Veem-se pratos, jarras e outros recipientes decorados; não há pessoas na imagem.
“Recordações da Batalha” no Mosteiro da Batalha

Recordações da Batalha. O espaço da antiga cozinha conventual do Mosteiro da Batalha exibe objetos de uma coleção privada: da cerâmica à fotografia, passando pelas recordações de cantaria ou objetos utilitários, todos refletem a repercussão do Mosteiro da Batalha. A exposição pretende estabelecer um diálogo, não somente com o design dos objetos em si, mas também com a forma como o Mosteiro da Batalha tem um impacto que vai para além da arte do seu tempo e se cruza com o próprio quotidiano. Mais do que uma exposição de objetos, é uma viagem pela memória coletiva da vila. Entre as peças em destaque encontra-se a curiosa “Batalha numa rolha”, uma recordação comercializada pelo estabelecimento de Alfredo Barros, que, em meados do século XX, permitia levar consigo uma sequência de fotografias em miniatura do monumento enroladas dentro de uma rolha de cortiça. Este objeto simbólico evoca também a alcunha popular dos naturais da Batalha – os “chucha-rolhas” -, reforçando a ligação entre património, identidade e tradição local. Até 26 de outubro.

Ourém – Arte, ofícios e identidade. Pintura, ilustração, escultura, artesanato e outras expressões artísticas cruzam-se com produtos regionais e a escrita de autores oureenses nesta exposição no Museu da Vida de Cristo, em Fátima. Procura-se traçar um retrato necessariamente plural de um território onde a identidade também se constrói através do talento, dos saberes e da criatividade de quem cá vive e trabalha. Até 26 de outubro.

Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios. Dar a conhecer os gigantes que habitaram a nossa região é o objetivo da exposição patente no Centro Interpretativo de Atividades de Natureza (CIAN), em Alvados, Porto de Mós. Ali, a partir dos vestígios do Bairro, em Fátima, Ourém, onde está um dos trilhos de dinossauros mais longo do mundo encontrado até hoje, conta-se a história com milhões de anos que marcou a paisagem do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Até 31 de outubro.

Calmly Creating. A Galeria de Arte da Biblioteca Municipal de Leiria exibe pintura de Jorge Ferreira, que apresenta um conjunto de obras marcadas pela cor, abstração e experimentação. Até 31 de outubro.

Deviam ter sido trevos. A primeira individual de Anabela Ferreira é composta por um conjunto de obras desenvolvidas em contexto de residência artística, na qual o espaço doméstico se transforma no cenário de uma narrativa simbólica sobre a presença de algo invisivel que habita o quotidiano. Na Casa Varela, em Pombal, até 7 de novembro.

Fotografar palavras. O m|i|mo – museu da imagem em movimento recebe a exposição dos dez anos do projeto “Fotografar Palavras”, projeto que junta fotógrafos e escritores. Já participaram nesta ideia de Paulo Kellerman centenas de autores de 39 países. Até 29 de novembro.

Rostos deste mundo. Fotografia de Carlos Figueiredo no Posto de Turismo de Fátima. São momentos captados ao longo de vários anos de viagens, em que o fotógrafo procura chamar a atenção para a beleza de algo incontornável: somos tão diferentes mas tão iguais na nossa essência, “que é pertencermos todos à mesma espécie e habitarmos o mesmo pequeno planeta azul”. Fica até 29 de novembro.

amaDor. A Filarmónica das Chãs comemora 130 anos com um vasto programa de comemorações que incluem uma exposição que recorda diferentes momentos da história da banda, através de fotografias que retratam gerações de músicos e atividades ao longo do tempo. Em foco também estão as esculturas “A harpa”, de Alexandre Estrela, e “O toque de Orfeu”, de Abílio Febra. No Auditório da Filarmónica das Chãs, em Regueira de Pontes, Leiria, até dezembro.

Visitantes observam obras de arte numa sala de exposição. Um quadro de grandes dimensões, com figuras humanas, domina a parede.
O Museu de Leiria apresenta a vida e obra de Adriano de Sousa Lopes

Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) – O pintor-poeta. A obra e o percurso criativo do artista natural de Leiria está em destaque na nova exposição do Museu de Leiria. O artista leiriense foi pintor, gravador, ilustrador e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea e esteve como oficial-artista na frente de batalha com o exército português na I Guerra Mundial. Até 31 de dezembro.

Gritos silenciosos. Dina Ferreira mostra pintura no Museu do Bombarral. É uma viagem pelo universo artístico da autora, revelando a evolução do seu percurso criativo através de um diálogo permanente entre dois conceitos aparentemente opostos, silêncios e gritos. Patente até ao final do ano.

Retratos de uma Aldeia. Fotografias de Luís Rocha sobre as tradições ea cultura da freguesia da Golpilheira, no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. Até ao final do ano.

A Região Demarcadas dos Vinhos do Alto Douro. Mostra documental no Museu Marquês de Pombal, em Pombal, que assinala os 270 anos da criação da primeira região demarcada do mundo, medida reformista de Sebastião José de Carvalho e Melo. Ocasião para conhecer obras temáticas do acervo em reservas. Até 31 de dezembro.

Várias pessoas visitam uma galeria de arte com pinturas expostas em paredes brancas. Em primeiro plano, destaca-se uma pintura figurativa de grandes dimensões.
FOTO: Joaquim Dâmaso
Obras da Coleção de Serralves para ver na Villa Portela até ao final de janeiro de 2027

Contadores de histórias. No Centro de Artes Villa Portela, obras de Jorge Queiroz, Paula Rego e Sue Williams habitam o chalé no âmbito de uma parceria entre o município de Leiria e a Fundação de Serralves. Mais de quatro dezenas de obras da Coleção de Serralves convocam universos narrativos profundamente imaginativos. Apesar das diferenças das suas linguagens plásticas, os três artistas partilham uma construção visual de matriz surrealizante, onde a ausência de uma organização hierárquica favorece a emergência de narrativas abertas, pessoais e livres. Entre o desenho, a pintura e a evocação do inconsciente, as suas obras articulam memória, ficção e experiência, afirmando a liberdade criativa como um princípio estruturante e estabelecendo o enquadramento conceptual para a exposição. Até 31 de janeiro de 2027.

Uma vitrina de exposição apresenta uma figura vestida de branco, com véu e um coração vermelho no peito. Fotografias a preto e branco nas paredes mostram uma figura com vestuário semelhante.
“Refúgio e Caminho” está na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, até outubro de 2027

Refúgio e Caminho. Em 1925, a irmã Lúcia anuncia que teve uma nova visão da Virgem Maria, em Pontevedra. Todos os acontecimentos posteriores estão relatados na nova exposição do Santuário de Fátima, que apresenta um conjunto de objetos inéditos da irmã Lúcia, nunca exibidos ao público, e também duas pinturas classificadas como Tesouro Nacional: “Ecce Homo”, do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e a “Última Ceia”, do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora. Com entrada gratuita, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, até 15 de outubro de 2027 (todos os dias, à exceção da tarde de 24 de dezembro e dos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro).

Permanentes/Longa duração

Espaço expositivo com painéis sobre as pinturas rupestres do Lapedo e uma figura humana reconstituída, exposta entre pedras. Não há pessoas identificadas por nome no texto visível.
O Museu de Leiria convida a descobrir a história do território e também da humanidade

Museu de Leiria. Instalado no antigo convento de Santo Agostinho, do século XV, o museu conta a história do território de Leiria, desde há milhões de anos até ao presente. Em destaque estão os achados da Guimarota, que ajudam a perceber com era a fauna e a flora desde tempos pré-históricos, a Criança do Lapedo e o Abrigo do Lagar Velho, que contribuem para a compreensão da evolução da humanidade, além da memória de Collipo e da presença dos romanos por cá, do Castelo de Leiria e da herança medieval e religiosa, do Pinhal de Leiria e do olhar sobre a produção contemporânea. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).

Um projetor de cinema antigo está exposto diante de cartazes emoldurados. Nos cartazes veem-se títulos e nomes ligados a espetáculos.
FOTO: CML
Desde 1996 que o m|i|mo se dedica à história do pré-cinema, cinema e fotografia
A imagem mostra uma recriação de um laboratório fotográfico, com fotografias penduradas num fio, tabuleiros e equipamento de ampliação sobre uma bancada. A iluminação é reduzida, com uma luz vermelha à direita.
FOTO: Fernando Rodrigues
No m|i|mo recria-se também o laboratório do Estúdio Fabião

m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento. “Vizinho” do Castelo de Leiria, o museu preserva e apresenta diversos documentos e tecnologia relacionados com a história técnica e artística do pré-cinema, da fotografia e do cinema. Desde 1996 que o m|i|mo se dedica à recolha, salvaguarda, conservação e inventariação de objetos e técnicas relacionados com as imagens em movimento. Recentemente passou a apresentar ao público dois novos núcleos, dedicados à fotografia da família Fabião e ao filme de animação, feito com recurso à técnica stop motion, “Forbidden Room/O quarto proibido”. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).

Um grupo de visitantes observa uma exposição sobre a pedra numa sala de museu. Em primeiro plano, vêem-se grandes peças de pedra trabalhada; ao fundo, há painéis informativos e vitrinas.
A pedra está em destaque no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. “A Pedra e a Batalha: da matéria à vida” percorre a geologia, a história, a arte e a economia do território, numa verdadeira viagem através da pedra calcária, particularmente a do Maciço Calcário Estremenho, que está presente em vários aspectos da nossa vida (até nas pastas de dentes). A pedra e a cantaria têm sido uma fonte importante de desenvolvimento para a comunidade da Batalha e uma presença no dia a dia, ajudando à construção da sua história, da sua cultura e da sua atividade. O museu abre de quarta a quinta, nos seguintes horários: inverno (1 de outubro a 31 de março), das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas; verão (1 de abril a 30 de setembro), das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

Uma vitrina com pequenas esculturas e objetos artísticos surge ao lado de um painel expositivo intitulado «A Câmara das Maravilhas — O Gabinete Encantado de José Aurélio».

A Câmara das Maravilhas – O gabinete encantado de José Aurélio. No Armazém das Artes está em permanência – e com entrada livre – uma exposição que remete para os Gabinetes de Curiosidades ou Câmara das Maravilhas em voga nos séculos XVI e XVII. Ali se reuniam, numa vitrine, objetos raros, artefactos insólitos, relíquias naturais e invenções humanas. Com curadoria de Alberto Guerreiro, em Alcobaça revelam-se peças da coleção do escultor José Aurélio: são objetos naturais, artefactos artísticos e peças singulares, selecionados entre a experimentação criativa e o colecionismo pessoal. “Espécimes que revelavam um mundo ainda por compreender, numa dança entre superstição, ciência, religião e arte. Um expositor de luz sobre as trevas”, lê-se na nota de apresentação.

Imagem gráfica do Município de Pedrógão Grande com cinco representações de fragmentos que parecem ser de cerâmica e pedra, sobre fundo escuro. Não há pessoas visíveis.

Fragmentos da Memória e do Tempo. O Espaço Arqueológico José Costa dos Santos, no Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande, procura divulgar a história do território, valorizando o património arqueológico do concelho e homenageando o arqueólogo José Costa dos Santos. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira (9h-13h e 14h-17h).

peças de vidro em exibição no museu do vidro da Marinha Grande
Museu do Vidro cruza a tradição e a contemporaneidade

Museu do Vidro. No Palácio Stephens, na Marinha Grande, uma exposição dedicada às artes decorativas do vidro, bem como à tecnologia da produção de vidro utilitário, decorativo e científico, numa área expositiva que reflete a evolução da indústria vidreira em Portugal. De terça a domingo (10h13h e 14h-18h). (O Museu do Vidro encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)

Edifício do Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro da Marinha Grande
FOTO: Turismo Centro de Portugal
Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro da Marinha Grande

Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro. No segundo piso do espaço cultural da Marinha Grande está patente um conjunto de obras que representam cerca de 25 anos de vidro de expressão plástica contemporânea realizado em Portugal, bem como uma seleção de obras em vidro de artistas internacionais que foram sendo adquiridas ou doadas para a coleção do museu. A visitar de quarta a sábado (10h-13h e 14h-16h), com entrada gratuita. (O Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)

Uma escultura de figura humana destaca-se em primeiro plano num espaço envidraçado onde estão expostas outras esculturas. Ao fundo, vê-se um grupo de pessoas sentado no chão.
Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande

Orfeu. No Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, pelo rés-do-chão e pelo 1º piso do palácio e por
um pavilhão, descobre-se a estatuária de média e grande dimensão da autoria de Joaquim Correia. Aberto de quarta a sábado (10h-13h e 14h-17h).
(O Museu Joaquim Correia encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)

Sala de exposição de um museu com vitrinas que apresentam documentos, esculturas e outros objetos. Três visitantes observam a exposição.
Museu Marquês de Pombal, em Pombal

Museu Marquês de Pombal. Instalado desde 2004 num edifício pombalino, a Cadeia Velha, na Praça Marquês de Pombal, o museu monográfico conta com um núcleo bibliográfico composto por livros da época, sendo o mais antigo de 1717. O espólio permite uma leitura da história nacional e local do século XVIII e da vida do Marquês de Pombal como figura central da vida política portuguesa dessa época. Funciona de terça-feira a domingo (10h-13h e 14h-18h).

Três pessoas observam uma ilustração de uma figura com um traje estilizado, exposta numa parede branca. Na parte inferior da obra lê-se «ANO (PAZ)».
FOTO: CMO
Em Óbidos, o Museu Abílio de Mattos e Silva reforça a aposta na descoberta e reflexão sobre a obra do artista

Museu Abílio de Mattos e Silva. O museu de Óbidos reabriu ao público a coleção permanente, que revela as várias dimensões de Abílio de Mattos e Silva, da cenografia e figurinismo às artes gráficas. A reabertura marca um novo ciclo na valorização do património artístico e cultural, reforçando a ligação do museu à comunidade, às escolas e a todos os públicos, através de um Serviço Educativo criado para promover a descoberta, a aprendizagem e o diálogo com a obra de Abílio de Mattos e Silva. Visitável de terça a domingo (9h30-13h e 14h-17h30).

Sala de exposição com esculturas e pinturas de temática religiosa. Na parede, um painel de azulejos representa Santo António de Lisboa.
FOTO: Centro de Artes das Caldas das Rainha
Painel de Bordalo Pinheiro está na nova sala dedicada à arte sacra do Atelier-Museu António Duarte

Painel de azulejos de Bordalo Pinheiro revelado nas Caldas. O Painel de Azulejos de Santo António de Lisboa, da autoria do mestre Rafael Bordalo Pinheiro, está em exposição pela primeira vez no Atelier-Museu António Duarte, nas Caldas da Rainha. Encontrado desmantelado e em mau estado, o painel foi restaurado pelo Museu Nacional do Azulejo e integra agora a nova sala onde é apresentada parte da coleção de arte sacra do Atelier-Museu António Duarte, onde pode ser visto, no Centro de Artes das Caldas da Rainha. A entrada é livre.

Vários fragmentos de cerâmica castanha estão expostos numa vitrina. Algumas peças apresentam padrões gravados.
Espaço Arqueológico José Costa Santos

Espaço Arqueológico José Costa Santos em Pedrógão Grande. No Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande há um convite a viajar no tempo e descobrir a riqueza cultural da vila e do concelho do norte do distrito de Leiria. O espaço dá a conhecer vestígios dos povoados pré-históricos de Nossa Senhora dos Milagres e do Penedo do Granada, de um antigo forno romano de cozimento de cerâmica e desvendar mais sobre os vestígios da Estação Arqueológica do Calvário e da Devesa.

Interior de um espaço decorado com painéis de azulejos, garrafas de vidro colorido e cartazes de festas populares portuguesas. Em primeiro plano veem-se peças de madeira semelhantes a peças de xadrez, uma cesta e mesas.

Museu do Vinho de Alcobaça. Nos finais do século XIX, surgiu em Alcobaça a Adega do Olival Fechado, por iniciativa do vitivinicultor José Eduardo Raposo de Magalhães. Na década de 40 do século XX, o complexo foi adquirido pela Junta Nacional do Vinho que, a partir da década de 60, para lá encaminhou coleções de grande valor histórico e patrimonial, no que viria a resultar, segundo o município de Alcobaça, o maior e mais completo Museu do do Vinho Nacional. São mais de dez mil peças móveis, desde o século XVII ao início do século XXI, relacionadas com a enologia, etnologia, tecnologia tradicional, arqueologia industrial, artes gráficas, plásticas e decorativas. Os espaços visitáveis compreendem a Adega dos Balseiros, Adega dos Depósitos, Adega dos Tonéis, Taberna, Armazém Novo, Armazém Novo e Destilaria e Jardim do Baco. O Museu do Vinho abre de terça a domingo, incluindo feriados, com visitas às 10, 11, 12, 14, 15, 16 e 17 horas. É possível marcar visitas guiadas para grupos organizados, pelos contactos 968 497 832 ou email museus@cm-alcobaca.pt. A entrada custa 4 euros (10 e 12 euros com provas incluídas). Entrada gratuita para menores de 12 anos.

Imagem de divulgação do Museu de Cerâmica de Alcobaça. Apresenta pratos decorativos na parede e várias peças de cerâmica sobre uma prateleira.
Museu da Cerâmica de Alcobaça

Museu da Cerâmica de Alcobaça – Coleção Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio. No número 42 da rua Frei Fortunato mora uma coleção de 2.300 peças, legada ao município de Alcobaça por Jorge Pereira de Sampaio. É um património que retrata a evolução da cerâmica alcobacense desde 1875 até à atualidade, mas onde também se inclui duas esculturas atribuídas aos monges barristas do Mosteiro de Alcobaça (séc. XVII) e formas de doces conventuais do século XVIII. Visitável entre terça-feira e domingo (9h30-12h30 e 14h-18h), com entrada livre.


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